Crítica | Star Wars: Academia Jedi

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estrelas 5,0

Série: Academia Jedi
Espaço:
Planetas Tatooine, Coruscant e Kashyyyk
Tempo: 196 a.BY

O Universo de Star Wars sempre foi atraente para públicos mais jovens dada a carga de ficção científica mista de aventura, ação e drama notadamente familiar/fraterno; questões exploradas em todas as mídias dessa colossal franquia. Em 2012, Jeffrey Brown foi responsável por uma nova leva de publicações dedicadas ao público infanto-juvenil dentro desse Universo, começando com o sensacional Darth Vader e Filho. O enorme sucesso da obra abriu as portas para que o autor desse continuidade à série, com A Princesinha de Vader (2013), Boa Noite, Darth Vader (2014) e Darth Vader e Amigos (2015). Com narrativas curtas, no estilo de tirinhas um pouco estendidas ou páginas únicas contando uma cena engraçada, os livros colocavam Vader em situações cotidianas, brincando ou brigando com os filhos, jogando com amigos, dormindo pacificamente.

Em 2013, o setor de licenciamento de livros da Lucasfilm (já subsidiária da Disney) levantou a ideia de que seria interessante produzir alguma coisa em um ambiente escolar e infantil dentro de Star Wars e coube ao escritor e editor Jonathan W. Rinzler encontrar alguém que pudesse encabeçar o projeto, uma tarefa para a qual não precisou pensar muito, pois a Divisão já havia licenciado uma obra de enorme sucesso do cartunista Jeffrey Brown no ano anterior (Darth Vader e Filho) dedicada justamente ao público almejado para esta saga escolar. Era, portanto, uma decisão fácil.

Abordado por Rinzler, Brown relutou um pouco mas achou que poderia desenhar e escrever algo mais substancial tendo o ambiente escolar como foco e, no mesmo ano em que lançou A Princesinha de Vader, ele presenteou o público com essa maravilha chamada Academia Jedi.

A história — que não é canônica, mas recebeu classificação dentro da linha do tempo no Universo Expandido/Legends — é focada em um garoto chamado Roan Novachez, que acaba de sair da Escola Primária em Tatooine, seu planeta natal, e, depois de ser rejeitado pela Academia de Pilotos e sugerido inicialmente para a Academia de Agricultura (que ele chama de “Escola de Plantas”), recebe uma carta do Diretor Mar e do Mestre Yoda para estudar na Academia Jedi campus de Coruscant. Frustrado por não poder seguir seu sonho de ser piloto como o pai e o irmão, Roan terá contato com um mundo completamente diferente e também terá de lidar com o fato de que está estrando na Academia “muito tarde”, se comparado aos outros colegas — percebam que existem fortes relações dessa trama com o Episódio I: A Ameaça Fantasma.

Jeffrey Brown faz uma mistura de diário, tiras e sequências de quadrinhos, colagens, fotos, cartas, desenhos, tabelas, toda sorte de coisas que um diário de um garoto Padawan entre 7 e 8 anos pode ter e é incrivelmente bem-sucedido no resultado final.

Como todo o livro é focado no primeiro ano de Roan na Academia, seus temores, amigos, inimigos e até uma paixonite aparecem e são desenvolvidos, assim como a percepção que ele tem dos professores e tarefas que precisa executar. Eu li Academia Jedi com um sorriso no rosto do começo ao fim. Apesar de ter como público-alvo crianças e adolescentes, a obra encanta facilmente a qualquer fã de Star Wars que certamente buscará a continuação das aventuras e desventuras de Roan em seu segundo ano na Academia, relatadas no volume dois, O Retorno de Padawan (2014).

A tradução brasileira, lançada pela Editora Aleph, foi realizada por Isadora Prospero é digna de nota, assim como o maravilhoso trabalho de tipologia feita à mão por Giovanna Cianelli, que confere ao livro uma verdadeira cara de diário, seguindo os passos da publicação original. Este é um livro obrigatório para o leitor que sempre imaginou como seria sentir o Lado Fofo da Força…

Star Wars: Academia Jedi (Star Wars: Jedi Academy) — EUA, 2013
Autor: Jeffrey Brown
No Brasil: Editora Aleph (2015)
Tradução: Isadora Prospero
Tipologia feita à mão por: Giovanna Cianelli
160 páginas

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.