Crítica | Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones (adaptação em quadrinhos da Dark Horse Comics)

estrelas 2,5

Espaço: Coruscant, Tatooine, Naboo, Kamino, Geonosis
Tempo: A Ascensão do Império – 22 anos antes da Batalha de Yavin (22 a.B.Y)

Filme que deveria ter vindo para redimir o abissal A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones provou-se como mais uma evidência do controle excessivo e equivocado de George Lucas sobre todos os aspectos da produção. No âmbito dos quadrinhos, a adaptação de Episódio I pela Dark Horse Comics conseguiu ser marginalmente superior à obra original e o mesmo vale para a adaptação de Episódio II. Afinal, fugir completamente do material base seria impossível tamanho o escrutínio da LucasFilm – leia-se Lucas e sua obsessão por controle – sobre qualquer material baseado na Trilogia Prelúdio.

Novamente adaptado por Henry Gilroy, seu trabalho é, com apenas duas bem-vindas exceções, apenas burocrático. Em outras palavras, ele apenas transpõe os terríveis diálogos escritos por Lucas e que ainda foram “melhorados” – em vão – por Jonathan Hales para os quadrinhos, mantendo quase que a integralidade deles, inclusive o “apenas estar ao redor dela é intoxicante” e “não gosto de areia, é áspera e dura e irritante e entra em qualquer lugar”, algo que deixaria com vergonha os escritores de coleções porno-soft como Sabrina

Mas, como disse, há duas exceções. A primeira delas é a escolha de Gilroy em usar uma narração mais constante e consistente, que traz elementos novos à trama, ainda que desimportantes. Com isso, o autor consegue dar um certo ar de unicidade às várias narrativas do roteiro perdido de Lucas e Hales. A outra exceção é a inserção de efetivas “novidades”, talvez fruto de uma versão anterior do roteiro final. Um desses casos é a mão decepada de Zam Wessel e a proximidade de Jango Fett dos Jedi na sequência inicial em Coruscant e algumas sequências estendidas de diálogos entre Yoda e Dooku e Obi-Wan e Dooku mais para o final. Mesmo com as alterações, desvios narrativos como a menção ao Mestre Syfo Dias (inserir risadinha…) não são resolvidos satisfatoriamente, permanecendo perdidos no todo.

No quesito arte, Jan Duurseman e Ray Kryssing fazem um trabalho bem mais consistente do que a Rodolfo Damaggio e Al Williamson na adaptação de Episódio I, com certo grau de liberdade para minimamente ousar em determinadas sequências-chave, como a luta de Obi-Wan contra Jango Fett em Kamino e o embate entre Yoda e Dooku em Geonosis. Aliás, esse último combate foi particularmente melhorado nos traços de Duurseman que se recusa a transformar Yoda em um mero sapo saltitante como no filme, emprestando muito mais gravidade e coerência à narrativa ao momento. Isso mostra muito claramente que George Lucas não precisava muito para tornar sua obra minimamente aceitável.

No final das contas, a adaptação de Ataque dos Clones consegue resvalar no conceito de interessante e vale a pena ser conferida. Carregando o peso de uma obra original ruim, Gilroy, Duursema e Kryssing quase fazem milagre.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones (Star Wars: Episode II – Attack of the Clones, EUA – 2002)
Roteiro: Henry Gilroy (baseado em roteiro de George Lucas e Jonathan Hales)
Arte: Jan Duursema
Arte-final: Ray Kryssing
Cores: Dave Nestelle, Chris Horn, Jason Hvam, Dan Jackson, Dave McCaig, Digital Chameleon
Letras: Steve Dutro
Editora original: Dark Horse Comics
Data original de publicação: janeiro a maio de 2002 (quatro edições)
Editora no Brasil: Panini Comics
Data de publicação no Brasil: fevereiro de 2015 (encadernado capa dura)
Páginas: 141

Enquanto o Episódio VII não estreia, podemos entrar no clima com essa nova coleção da Hasbro:

Kyla Ren | Star Wars | Episódio VII

Kylo Ren
Star Wars | Episódio VII
Venha para o lado negro!

Assault Walker | Star Wars | Episódio VII

Assault Walker
Star Wars | Episódio VII
Gostou? Compre aqui!

Chewbacca | Star Wars | Episódio VII

Chewbacca
Star Wars | Episódio VII
Confira o Chewie!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.