Crítica | Star Wars: Han Solo #1 e 2 (Marvel – 2016)

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estrelas 4.
Espaço: Base móvel rebelde, Hiperespaço, Corrida de Dragon Void.
Tempo: Rebelião — Entre o Episódio IV – Uma Nova Esperança e o Episódio V – O Império Contra Ataca.
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A Marvel tem trabalhado de duas formas nas publicações dos quadrinhos de Star Wars. Talvez, a forma mais inusitada seja o formato de minissérie, são 4 títulos publicados até agora. O quinto título tem o nome de um dos personagens mais queridos de toda a série. Han Solo, o caçador de recompensa que é a inspiração de quase todos os anti-heróis da cultura pop, teve sua primeira edição publicada no mês de Julho pela editora. Essas minisséries são um formato que vêm apresentando muitos resultados bons, diferente dos quadrinhos mensais que não vão muito bem (recentemente tivemos a notícia que a HQ mensal de Darth Vader será cancelada). Uma publicação com menos edições permite ao roteirista ter mais liberdade e foco em contar suas histórias, e isso não muda nessas duas primeiras edição de Han Solo.
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A história começa arrastada, temos diálogos lentos e cansativos. Sinceramente, se não fosse pelo amor que tenho pelo personagem e por toda a saga, teria abandonado o quadrinho. Porém, o “melhor de todos” nunca nos decepciona. Vemos algo maçante puxar a alavanca do Hiperespaço e voar nas suas últimas páginas.

Poucas vezes tivemos a oportunidade de ver Solo como piloto nesse novo cânone da Disney. Sempre ouvimos que ele é  o melhor de toda a galáxia, e na antiga “Timeline”  tivemos a oportunidade de vê-lo em ação (como acontece no seu livro o A Armadilha do Paraíso). Desde 2014, quando a Disney comprou a LucasFilm e resolveu por colocar o universo expandido como Legends, o Han Solo piloto foi tirado de nós… mas agora ele voltou!

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Capas (principal e variantes) de Han Solo #1.

Essa tarefa parou nas mãos de Marjorie Liu (roteiro) e Mark Brooks (arte). A história começa com uma missão, Princesa Leia quer usar a Millennium Falcon, mas não quer usar seu piloto. Sim, essa é uma das piores idéias que a realeza de Alderaan poderia ter. É lógico que o corelliano não aceita deixar sua nave nas mãos, ou patas, de um estranho.

A missão em questão é: ser um agente secreto. A Rebelião quer usar a corrida mais competitiva e famosa de toda a galáxia, Dragon Void, para capturar um agente que pode ter traído a Aliança. Como o cargueiro YT-1300 não vai sem Han e Chewie, os líderes rebeldes decidem por enviar os dois para essa difícil tarefa.

O universo Star Wars sempre nos apresentou versões alternativas de fatos que possuímos na vida real. A ligação telefônica na saga é feita por holograma, as leis da física como gravidade são quase que nulas, e é claro que o leite não é branco e sim azul.

As corridas não fogem à regra, nada de carro, na saga se corre com naves, e naves não voam em pistas, elas voam no espaço. Toda a segunda edição do quadrinho se passa na corrida. Diversas arapucas são lançadas para que os pilotos percam logo na primeira fase. Porém, Han que não está acostumado a correr por prêmios mas sim pela sua própria vida, consegue se sair muito bem nelas.

Marjorie Brooks escreve muito bem o personagem, não só a “malandragem” de Solo é bem representada, mas também o companheirismo de Chewbacca também está presente, e temos até um pequeno deslumbre da dureza de Leia. Brooks não encanta na arte, mas consegue fazer uma distribuição de painéis muito dinâmica, excelente para uma corrida interplanetária.

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Capas (principal e variantes) de Han Solo #2.

A HQ trouxe o ânimo que eu já havia perdido em relação aos quadrinhos publicados pela MARVEL sobre Star Wars. Não gosto de quase nenhum dos atuais títulos, principalmente o do Vader. Penso que, na intenção de fazer um evento marcante na saga, a editora escolhe gritar e colocar nossos queridos amigos em situações dantescas, quando todo esse espaço deveria ser preenchido por desenvolvimentos tanto de novos como de antigos personagens.

Han Solo se mostrou diferente, estamos vendo um quadrinho que não pretende ser um marco na saga, mas, pretende contar uma ótima história e fortalecer os já ótimos personagens.

Star Wars: Han Solo #1 e #2 (Marvel – 2016)
Roteiro: Marjorie Liu
Arte: Mark Brooks
Cores: Sonia Oback
Letras: VC – Joe Caramagna
Capas: Lee Bermejo
Editora Original: Marvel Comics
Datas originais de Publicação: Junho e Julho de 2016
Editora no Brasil: não publicado até a data de publicação da presente crítica
Páginas: 50 (aprox.)

PEDRO CUNHA . . . Com corpo e alma de Hobbit, sou um eterno Padawan e aprendiz. Amigo dos ursos, dos elfos e das águias. Nativo de Krypton e apreciador da sétima, nona e de TODAS as artes. Quando tentado sempre rebato; "sou um Jedi, como meu pai antes de mim".