Crítica | Star Wars: Infinities – O Império Contra-Ataca

estrelas 3

Tempo Infinities (não-canônico): Três anos após a Batalha de Yavin (3 d.BY)
Espaço Infinities (não canônico): Hoth, órbita de Hoth, Bespin (Cloud City), Dagobah, “planeta-floresta” indefinido, Tatooine (Mos Eisley, Palácio de Jabba)

A segunda minissérie do tipo O que Aconteceria Se… passada no Universo Star Wars (a crítica da primeira você pode ler aqui) reimagina O Império Contra-Ataca a partir de uma fundamental mudança. E se Luke Skywalker tivesse perecido na neve, depois de fugir da caverna do wampa que o capturou?

Pois bem, nesse contexto, o tauntaun de Han Solo morre antes dele achar seu amigo e, quando ele o encontra, Luke já está irremediavelmente às portas da morte, apenas com tempo suficiente para fazer com que Han prometa que vai para o sistema Dagobah treinar para ser um Jedi com o Mestre Yoda. Obviamente, Han Solo é pego completamente de surpresa, mas, mesmo assim, não hesita em viajar até o pantanoso planeta junto com Leia, Chewbacca e os dois androides, mas não sem antes visitar seu velho amigo Lando Calrissian em Bespin.

sw infinities esb coverApesar de a história não ser tão interessante quanto a que a precedeu, ela tem seu valor. O roteiro de Dave Land é corajoso em alterar substancialmente os eventos a que estamos acostumados, desenvolvendo uma narrativa completamente diferente em Bespin (vale especial destaque para o que acontece com Boba Fett e com o próprio Lando), em Tatooine (Han, depois de Dagobah, volta para lá para, claro, tentar pagar Jabba) e também ao focar no lado psicológico no clímax da história. No lugar de Luke – e também de Han, claro – quem acaba treinada por Yoda é Leia ao longo de alguns meses (poderiam ter sido anos, como na versão Infinities de Uma Nova Esperança) e a resolução da história se dá ainda em Dagobah, com um interessante embate com Darth Vader em dois planos. Não é um final apoteótico ou particularmente eficiente (já que a história não acaba de verdade), mas é curioso e, no final das contas, bem construído, fugindo do óbvio.

No entanto, a narrativa soa apressada e os momentos de catarse de Leia e de Darth Vader são rápidos demais, bruscos demais, sem uma devida preparação que logicamente leve a esse ponto. Land tenta, ainda, reunir elementos da Trilogia Prelúdio, com participações rápidas das versões astrais de Qui-Gon Jinn, Obi-Wan Kenobi e até mesmo de Mace Windu, além de referências a momentos marcantes da vida de Anakin antes de ele se virar para o Lado Negro da Força. A necessidade de se costurar todos esses elementos, algo que Chris Warner e Drew Johnson fazem muito bem em apenas uma página em Infinities: Uma Nova Esperança, acaba tirando a ênfase do clímax e roubando Leia e Vader de seus grandes momentos.

A arte, que ficou ao encargo de Davidé Fabbri funciona bem ao recriar os personagens não-humanos, especialmente Yoda e Darth Vader, esse último ganhando uma armadura mais esguia e ameaçadora, além de um sabre de luz que parece uma tocha vermelha. Mas os personagens humanos, notadamente Leia e Han Solo, sofrem com traços simplificados demais, que não passam corretamente as emoções. Além disso, as sequências de ação propriamente ditas são estáticas, especialmente nos combates corporais, o que resulta em muitos momentos lentos que acabam não convencendo.

De toda forma, a tentativa de Dave Land em fazer algo realmente diferente – ainda que falho – dos acontecimentos do filme merece respeito. Star Wars: Infinities – O Império Contra-Ataca é leitura que divertirá os fãs, podendo até genuinamente agradar muitos.

Star Wars: Infinities – O Império Contra-Ataca (Star Wars: Infinities – The Empire Strikes Back)
Contendo: Star Wars: Infinities – The Empire Strikes Back #1 a 4, publicados em julho a outubro de 2002
Roteiro: Dave Land
Arte: Davidé Fabbri
Arte-final: Christian Dalla Vecchia
Cores: Dan Jackson
Letras: Steve Dutro
Capa: Chris Bachalo
Editora (original nos EUA): Dark Horse Comics
Páginas: 93

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.