Crítica | Star Wars – The Old Republic: Rise of the Hutt Cartel

estrelas 3,5

A primeira das expansões do MMORPG The Old Republic nos oferece um olhar bastante único sobre uma das organizações mais icônicas de Star Wars: o cartel Hutt. Desde Uma Nova Esperança sabemos que Jabba e sua raça são tidos como líderes criminosos dentro da saga, mas poucas vezes pudemos ter um olhar mais aprofundado sobre essa organização, ou de até ter uma completa noção do poder desses mafiosos. Mesmo em O Império Contra-Ataca, no qual vemos Han Solo, enfim, capturado, enxergamos como um feito único de Boba Fett e Darth Vader, que encurralaram os rebeldes em Bespin. Através de obras do universo expandido, como Knights of the Old Republic II, vimos um pouco mais da raça em Nar Shaddaa. E, em Rise of the Hutt Cartel eles ganham, finalmente, o destaque que merecem.

Com uma questline iniciada logo após o término do último capítulo da história de seu personagem criado no MMO, a expansão foca no planeta Makeb, que está sendo explorado pelo Cartel Hutt, que descobriram um metal único ao núcleo do local, praticamente indestrutível pelas armas da época. Evidente que isso atrai a atenção tanto da República quanto do Império Sith, que acabou de sofrer um grande baque após a suposta morte de seu Imperador. Cabe ao nosso personagem conseguir adquirir o material para sua facção.

O roteiro do game segue a linha narrativa do jogo base, através de áreas definidas para o desenvolvimento da história, o que permite a percepção de que nosso personagem é, de fato, importante para o desenrolar dos eventos da obra. The Old Republic sempre conseguiu fazer isso muito bem, possibilitando que mesmo o jogador que não aprecia MMOs possa apreciar sua campanha. Não irei entrar em detalhes que possam estragar a experiência, mas garanto que muitas horas de quests aguardam os jogadores que decidirem desbravar os eventos do add-on.

gameplay em si não passa por grandes alterações, além do aumento do nível máximo (de 50 para 55) e das novas skills que vem junto. Infelizmente, as missões que devemos realizar acabam sendo, muitas delas, exageradamente repetitivas – especialmente em seus objetivos secundários, que se resumem a matar determinado número de inimigos. Os chefes também não são nem um pouco memoráveis, à exceção do último, que certamente representa uma experiência única dentro do universo de Star Wars. O interessante é como as diferentes áreas de Makeb dialogam com o que ocorre na história, como se estivéssemos em diferentes planetas em um só.

Por outro lado, isso exige uma maior fragmentação da geografia do local e só podemos transitar entre elas através do sistema de táxi do game, similarmente ao que temos em Nar Shaddaa. Ao contrário do planeta cidade, porém, durante essa travessia, ocorre um fade to black, como se teleportássemos para o novo local. Isso acaba criando, no jogador, uma percepção fragmentada de Makeb, prejudicando nossa imersão no game. Naturalmente que essa quebra nos faz querer passar pela expansão de forma mais corrida, atuando contra a intenção da Bioware de que devemos aproveitar os diferentes pontos de suas linhas narrativas.

Dito isso, Rise of the Hutt Cartel faz o bom trabalho de nos mostrar a extensão da influência dos Hutts no universo de Star Wars. Com uma boa história, a expansão acaba sendo prejudicada pelo level-design e as missões um tanto quanto repetitivas. Definitivamente não é o melhor dos add-ons de The Old Republic, mas vale a experiência, mesmo que por uma única vez, visto que seu replay não é tão grande assim.

The Old Republic: Rise of the Hutt Cartel
Desenvolvedor:
Bioware
Lançamento: 14 de abril de 2013
Disponível para: PC, Mac
Gênero: MMORPG

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.