Crítica | Supergirl – 1X03: Fight or Flight

estrelas 3,5Parece que de pouco em pouco a série vai engrenar mesmo que continuem insistindo no vilão da semana.

Acho que a ingenuidade da Kara vai longe demais algumas vezes. Ao mesmo tempo é um contraponto ao fato dela ser uma heróina não querer bancar a espertalhona. Digo isso pelo fato dela querer tanto agradar a terceiros que não pensa antes de falar, o que acabou rendendo a manchete que a Cat tanto queria e mais problemas para a Supergirl.

Pelo menos o vilão da vez não saiu do Fort knox kripitoniano e possuía um passado interessante para ilustrar o episódio. Mas, me pergunto até quando haverá menções ao Superman e se é mesmo importante traze-lo a tona a toda instante para relembrar os espectadores da ligação entre ambos? Acho que deu para entender desde o episódio um que eles são parentes. Não somos a Dory. Nos quadrinhos Reactron é um homem com problemas de personalidade e poderes radioativos que acaba matando o pai de Kara.

E o mistério girou em torno do personagem de Maxwell Lord que parece agir de acordo com planos próprios que não fazemos a menor ideia do quais sejam. E por que ele mentiu sobre a Supergirl o ter salvo se também não gosta do Superman? Pessoa de aço para pessoa de aço não faz muita diferença. Aparentemente ele não é nem bom nem mau e vai ficar em cima do muro, agindo conforme a situação lhe for favorável. Se ele vai mudar durante a temporada, fica difícil de prever já que o personagem nos quadrinhos é bastante dúbio. 

Falando em mistério, como o Henshaw consegue sentir/ouvir a Alex? E principalmente, até quando vão enrolar com o fato dos olhos dele ficarem vermelhos sem explicar que, bem, ele é um cyborgue? Aguardemos.

E com o surgimento de Lucy Lane a irmã de ninguém menos que Louis Lane, o caminho de Kara irá complicar um bocado. Tanto para (possivelmente) conquistar o coração de Jimmy como também enquanto Supergirl tendo em vista que ela não é exatamente expert em esconder sua verdadeira identidade e se continuar assim ela não precisará mais se esconder como assistente da Cat.

No geral o episódio foi superior aos antecessores pelo simples fato de conseguir manter uma certa coesão do início ao fim. E essa coesão permeou entre as atuações, apresentação da trama, cenas de ação e introdução de novos personagens e futuros problemas. Kara está galgando um caminho mais sólido e se tornando confiante como Supergirl. Mesmo que no quesito vida social ela seja um verdadeiro desastre. Todavia a série possui mesmo esse tom mais leve, logo esses romances e pequenos dramas são necessários. O mesmo não pode ser dito sobre aquela sala de controle montada pelo Winn. Já existe a central na qual Alex e Henshaw trabalham, qual haveria de ser a necessidade de mais uma? Fica a pergunta. 

Supergirl 1X03: Fight or Flight (EUA, 2015)
Showrunner: 
Andrew Kreisberg, Greg Berlanti e Ali Adler
Direção: Dermott Downs
Roteiro: Michael Grassi, Rachel Shukert
Elenco: Melissa Benoist, Mehcad Brooks, Chyler Leigh, Jeremy Jordan, David Harewood, Calista Flockhart, Peter Facinelli, Jenna Dewan Tatum, Chris Browning, Jay Jackson, Pilar Holland, Briana Venskus, John Churchil, Nerlyn Jean, Angela Meryl
Duração: 43 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.