Crítica | Supergirl – 1X05: Livewire

estrelas 4

ESCLARECIMENTOS INICIAIS

Hã? Pulou um episódio? Devido ao atentado terrorista em Paris essa semana, a emissora CBS decidiu pular o episódio 04 da temporada que envolvia um alien colocando bombas em National City. Por isso apressaram a apresentação da Livewire que é uma vilã famosa da DC Comics.

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Tivemos romance, drama familiar, boas cenas de ação (sem camas de cimento), vilã icônica, segredos do passado e a humanização de uma personagem que, a principio, parecia bem insossa. Se todos os episódios tivessem esse mesmo teor a temporada teria começado bem melhor, com toda certeza.

Não sei vocês, mas estava me perguntando quando a Helen Slater e o Dean Cain iriam aparecer mais na série. Gosto desse encontro de gerações como deixei claro algumas vezes nas críticas de The Flash. Acho homenagens válidas àqueles que interpretaram o papel primeiro e a aparição de Slater foi sem dúvida excelente. Trouxe não somente a carga dramática necessária para o episódio, como também levantou um mistério pertinente em relação a durabilidade do Henshaw e a morte do Dr. Slater que se viu obrigado a trabalhar para o DEO a fim de proteger Kara. A menina é de aço, mas são os humanos que se sacrificam para protegê-la, chega a ser irônico.

Dessa forma os laços entre Alex e Kara estreitaram ainda mais e juntas vão investigar o Henshaw, mas algo me diz que ele vai vê-las chegando a milhares de quilômetros com seus olhos biônicos. Ou seja, possivelmente uma investigação fadada ao fracasso, sessões de tortura ou a liberação de informação vital e que estava escondida por anos. Quem sabe?

E como mencionei acima, houve a humanização de uma personagem que acabou sendo bem útil e quiçá até interessante. Cat Grant deixou de ser a fria, distante e insensível chefe da Kara e demonstrou ter poder para fazer algo que valha a pena do que simplesmente exigir um tipo específico de café. Além da magia do dia de Ação de Graças ter mexido com o seu emocional. Ela também menciona o filho que deveríamos ter conhecido no episódio 4 “How Does She Do It?” mas agora com a mudança na ordem não sabemos se a emissora vai pular esse episódio por completo ou transmiti-lo na próxima semana.

Chegamos na vilã icônica. E podem falar, foi a melhor até agora.

Livewire inicialmente era vilã do Superman (que glória aos Deuses, mal foi mencionado nesse episódio!) e introduzida na série animada. Depois passou a incomodar a Supergirl como também a Batgirl e indo parar nos quadrinhos. Na série foi interpretada pela atriz Brit Morgan que saiu-se muito bem no papel ajudando a desenvolver a dinâmica entre Cat e Kara. E creio que ainda a veremos de novo, ao menos espero, pois é uma adversária a altura da Supergirl, diferente da tia-gemêa-má, que mesmo sendo a principal antagonista, precisa se estabelecer como tal, o que não vem acontecendo em suas aparições.

Outro vilão foi citado nesse episódio pelo apagado personagem do Winn ao falar do pai na prisão. Na HQ o pai do rapaz é o Toyman, um notável vilão do Superman e que está previsto para aparecer na temporada. E pasmem, nos quadrinhos é o responsável por matar o filho da Cat. Será que vão tão longe assim? Certamente seria um gancho e tanto.

No mais posso dizer que a série ganhou uma sobrevida com esse episódio, mesmo fora de ordem, e que agora é torcer para que continue nesse ritmo até o final.

Supergirl 1X05: Livewire (EUA, 2015)
Showrunner: 
Andrew Kreisberg, Greg Berlanti e Ali Adler
Direção: Kevin Tancharoen
Roteiro: Roberto Aguirre-Sacasa, Caitlin Parrish
Elenco: Melissa Benoist, Mehcad Brooks, Chyler Leigh, Jeremy Jordan, David Harewood, Calista Flockhart, Jenna Dewan Tatum, Dean Cain, Helen Slater, Brit Morgan, Malina Weissman, Jay Jackson, Jordan Mazarati, Michael Mealor, Tom Waite
Duração: 43 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.