Crítica | Supergirl – 1X08: Hostile Takeover

estrelas 5,0E com o final do ano se aproximando chegamos ao derradeiro midseason finale que foi no mínimo tenso.

O episódio começou com o encontro entre tia e sobrinha e mostrando que Astra guardava alguns truques na manga para se tornar imune aos efeitos da kriptonita. Mas, fica claro que ela está escondendo algo sobre suas verdadeiras intenções o que eleva, e muito, a importância da personagem na série, já que suas outras aparições não foram assim tão impactantes como deveriam ser. E Kara não ficou curiosa com o que a Tia quis dizer com “salvar o planeta Terra?”. Aparentemente essa resposta fica para depois.

No mundo corporativo da CatCo, Cat Grant está enfrentando o mal do novo século: ser hackeada e ter a intimidade exposta para quem quiser ver. Esse arco secundário provou ser tão importante quanto o principal por estreitar ainda mais os laços entre o trio ternura, James, Winn e Kara, além de incorporar Lucy na jogada, e esclarecer o problemas amorosos entre eles, provando que não é o momento para isso e mal sabe o pobre Winn que em breve ele terá concorrência. E não será uma briga justa.

A confusão de sentimentos de Kara em relação a Tia ajudou a estabelecer uma possível trama base para a temporada e provou, novamente, que Melissa Benoist foi a escolha certa para o papel, pois se entregou inteiramente as emoções nesse episódio e deu para sentir a traição pela qual estava passando. Levantando questões pertinentes sobre a posição de sua mãe no conselho de Krypton, o que Astra fez de tão errado, o que realmente aconteceu em Krypton entre outras perguntas como por que Non decidiu atacar justamente as Indústrias Lord? Será que existe de fato uma aliança entre Maxwell e o comando de Krypton liderado por Astra? Ou seria ele uma ameaça maior do que a Supergirl com todos seus experimentos e protótipos? E por que Astra quer tanto recrutar a sobrinha?

Aliás, gostei do personagem do Non. Serviu para montar um contraponto com a sua esposa e mostrar que talvez ela não seja a vilã que pensamos ser.

Parece que a guerra entre Kara e o comando de Astra tem teor muito mais pessoal do que político ou ideológico. Querem provar que estavam certos ao tentar defender Krypton e pretender usar a Terra como segundo local para tal tentativa. O discurso de que o planeta está morrendo foi dito diversas vezes. O clima está mudando, animais em extinção, as calotas polares… Contudo, não sabemos a que exatamente o comando se refere e se suas intenções são boas, mas estão se fazendo valer de meios absurdos para isso. Assim, não tem como levar a sério qualquer coisa que falem. E ter que ficar curioso até 4 de Janeiro não é legal.

Não sei vocês, mas até que a Cat demorou para descobrir a identidade da Supergirl não acham? A personagem da Flockhart foi a que mais evoluiu nessa metade (tirando a própria heroína) da temporada e mudou bastante do primeiro episódio até agora. Começou sendo aquela chefe chata, fria e insensível e, de pouco em pouco, foi se abrindo, mostrando outro lado e se tornou quase a mentora da Supergirl. Papel que super apoio, pois uma precisa da outra e não só no meio de trabalho, mas para a vida mesmo. Será um desenrolar de relacionamento interessante para acompanhar quando a série voltar.

Se puder pedir algo para quando retornar, o Henshaw se revelando como Ajax, por favor Berlanti. Obrigada.

Supergirl 1X08: Hostile Takeover (EUA, 2015)
Showrunner: 
Andrew Kreisberg, Greg Berlanti e Ali Adler
Direção: Karen Gaviola
Roteiro: Roberto Aguirre-Sacasa, Caitlin Parrish
Elenco: Melissa Benoist, Mehcad Brooks, Chyler Leigh, Jeremy Jordan, David Harewood, Calista Flockhart, Peter Facinelli, Laura Benanti, Jena Dewan Tatum, Chris Vance, Peter Mackenzie, Malina Weissman, Eric Steinberg, Aaron Lustig, René Ashton
Duração: 43 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.