Crítica | Supergirl – 2X19: Alex

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estrelas 0,5

Obs: Há spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios aqui.

Obs 2: A meia estrela foi cortesia de minha parte.

Após o hiato de final de ano, Supergirl retornou com alguns ótimos episódios, que nos afastaram da desgraça que era o seriado antes disso e nos fizeram acreditar que existia a possibilidade do seriado melhores. Depois de Ace Reporter, contudo, nossas esperanças foram minadas e, aqui, em Alex, capítulo que não demonstra qualquer criatividade, nem mesmo no título, já estamos prontos para aceitar que a super-heroína sempre vai ter uma série televisiva mediocre, capaz de fazer a mais otimista das pessoas querer furar os próprios olhos.

Aqueles que não se embebedaram a fim de esquecer o nefasto capítulo anterior irão se lembrar que, no seu desfecho, vimos a mãe de Mon-El, Rhea (Teri Hatcher) aparecendo na sala de Lena Luthor (Katie McGrath), a qual, aparentemente, todos podem entrar sem mais nem menos, com uma proposta de negócios. Isso, naturalmente, é continuado em Alex, que nos mostra que, em um período muito curto de tempo, Rhea aprendeu muito sobre a cultura na Terra, incluindo nomes de universidades famosas, a maneira como conversamos e até mesmo restaurantes famosos de National City, só faltou aprender que ninguém diz “meus deuses” (ou variações), ainda que existam religiões politeístas, algo que Lena, pelo jeito, não sabe.

Mas nem tudo é continuado do péssimo capítulo anterior, já que Kara, como sempre, ignora a existência de seu emprego, passando horas e mais horas no DEO. Sim, sua irmã foi raptada por um rapaz de sua escola, que coloca a super-heroína em uma posição na qual não pode simplesmente sair batendo em tudo, convenientemente depois de ter a exata mesma discussão sobre esse assunto, com Maggie, minutos antes. Mas podemos perdoar isso se considerarmos que ela pode estar em seu dia de folga. O que não dá para perdoar é como toda essa questão é resolvida no “papinho” com o pai do sequestrador, algo que poderiam ter feito desde o início.

É de se espantar, também, que, no fim, Alex dá um belo soco direto no rosto do bandido e todos praticamente aplaudem, enquanto que não fazem o mesmo enquanto ele está preso, com a vida de uma das agentes em perigo. Além disso, ninguém do DEO pensou em entregar o pai ao rapaz, para que depois uma certa heroína que sabe voar perseguir os dois? Sentimos como se tivessem esquecido completamente os poderes da garota de aço. Aliás, esses mesmos poderes poderiam ter sido utilizados para encontrar Alex de mil e uma outras maneiras. O mais triste disso tudo, contudo, é constatar que voltamos à funesta estrutura de vilão da semana, com mais um filler inchando essa temporada desastrosa, algo que podemos enxergar claramente pelo simples fato do episódio terminar exatamente no ponto onde começou.

Alex é tortura na forma de episódio, quarenta e dois minutos que nos fazem questionar o porquê de termos começado a assistir essa série e, mais importante, por que raios continuamos a vendo semana após semana (no meu caso sei bem o motivo e não tenho muita escapatória, qual a sua desculpa?). Um filler completo, que consegue errar em praticamente todos os aspectos de sua narrativa, temos, aqui, um capítulo que pode ser dispensado, incinerado e esquecido, nos deixando completamente sem esperanças para o futuro dessa série, ao menos em termos de qualidade.

Supergirl – 2X19: Alex — EUA, 2017
Showrunner: 
Andrew Kreisberg, Greg Berlanti, Ali Adler
Direção:
Rob J. Greenlea
Roteiro:
Eric Carrasco, Greg Baldwin
Elenco: 
Melissa Benoist, Chyler Leigh, Peter Gadiot, Jeremy Jordan, Chris Wood, David Harewood, Tyler Hoechlin,  Katie McGrath, Brit Morgan, Teri Hatcher, Tamzin Merchant
Duração: 
42 min.

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.