Crítica | Superman: Alienígena Americano #7

estrelas 4

Obs: leia as críticas das edições anteriores, aqui.

coverDesde o anúncio da minissérie, Max Landis reforçou que esta não é uma história de origem do Superman. Cada edição traz algum tipo de reflexão e até amadurecimento de seu protagonista, mas quando chegamos nesta última parte, fica claro que realmente não é uma história longa sobre a formação de caráter do Homem de Aço, mas sobre aspectos específicos de sua personalidade. E o que vemos em Valkyrie, é mais uma contestação de sua identidade.

A história tem início com Clark preocupado com seu relacionamento com Lois Lane, e no melhor sentido do homem apaixonado millennial, desabafando com Jimmy Olsen através de mensagens no celular (de novo, esses pequenos detalhes de Landis fazem toda a diferença) após um “eu te amo” não correspondido apropriadamente. Mas a paranóia dura pouco quando Metropolis é atacada por uma figura misteriosa, fazendo Clark vestir o traje de Superman mais uma vez. Quem ele encontra? Ninguém menos do que Lobo! E montando uma motocicleta voadora.

Como a premissa já deixa bem clara nas páginas iniciais, será mais um capítulo de pancadaria, tal como a excepcional quinta edição. Porém, por mais que arte do britânico Jock seja belíssima e brilhante para representar o quebra pau dos dois seres poderosos, é novamente na prosa de Landis que precede o conflito e novamente mergulha na identidade do herói. Dessa vez, o maromba Lobo questiona o motivo de Clark defender os humanos, quando poderia facilmente destruí-los.

A culminação desse momento ilustra mais uma análise da humanidade cada vez mais forte de Clark, definitivamente o mantra de toda a minissérie. Max Landis trouxe em suas sete edições uma das melhores histórias do Superman dos últimos anos, e mostra-se um completo entendido sobre o personagem e um apaixonado por suas complexas questões.

Quem dera Landis tivesse escrito O Homem de Aço

Superman: Alienígena Americano #7 (Superman: American Alien – EUA, 2016)

Roteiro: Max Landis
Arte: Jock
Cores: Lee Loughridge
Letras: John Workman
Editora nos EUA: DC Comics
Data original de lançamento: 18 de maio de 2016
Páginas: 32

LUCAS NASCIMENTO . . . Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.