Crítica | Sarah Jane Smith: Test of Nerve / Ghost Town / Mirror, Signal, Manoeuvre

Aqui temos as críticas para os três episódios finais da 1ª Temporada de Sarah Jane Smith, na Big Finish. Eles foram lançados entre setembro e novembro de 2002. Esta primeira temporada da série foi curta, com apenas 5 episódios. Confira também a crítica para os capítulos de abertura da série, Comeback e The TAO Connection.

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Test of Nerve

1X03
estrelas 4

Equipe: Sarah Jane Smith, Josh Townsend, Natalie Redfern
Espaço-tempo: Metrô, Vila Cloots Coombe (Reino Unido), 2002.

A temporada de perseguição e desgraças para Sarah Jane Smith continua. Neste terceiro episódio da série temos mais uma rodada no jogo de caça à ex companion do Doutor, que começou em Comeback e que tem se intensificado com o passar das semanas (na perspectiva dela). Essa visão positiva, no entanto, me deixa com medo, porque está claro que estamos diante de um arco ou uma saga, e que tudo isso irá convergir num único ponto, no futuro. Meu temor é que toda essa perseguição e preparação não tenha um final que lhe faça justiça. Mas deixemos de sofrer por antecipação e vamos à trama.

O episódio começa com Sarah recebendo um presente bastante incomum. Com o bom humor de Josh e as perguntas iniciais de Natalie, temos uma introdução quase familiar para o episódio, algo que se quebra logo em seguida, quando os ratinhos morrem por inalarem um gás venenoso. O presente vem junto com um aviso de que Sarah tem pouco tempo para para encontrar a verdade ou toda Cloots Coombe irá pagar por isso.

O plano é executado de maneira cuidadosa e sua falha não necessariamente é uma derrota — o que torna o enredo geral ainda mais interessante –, bem como a ameaça em questão não é um “impasse” ou “caso da semana”, mas o andamento de um plano de vingança que a cada episódio revela surpresas e informações assustadoras (aqui, sabemos que Sarah está sendo vigiada por muito tempo e sua ‘destruição’ cuidadosamente preparada).

Temos aqui a primeira briga de Sarah com Josh. Também nos chama a atenção a postura de Sarah em relação a vida de sua companion Natalie, que corria perigo num momento da aventura. A opção de Sarah é de salvar primeiro a cidade e não a de uma única pessoa, o que seria a postura do Doutor, por exemplo, se ele fosse obrigado a escolher. E isso, claro, gera ressentimentos em Natalie, que decide se afastar. Essa atitude mostra o amadurecimento de Sarah (que em outro tempo não faria uma escolha em campo macro) e reflexos de seu aprendizado como viajante da TARDIS. Pena que essa postura mais madura e turrona não tenha sido a marca da personagem em Sarah Jane Adventures. Talvez o fato dela ter se tornado mãe tenha algo a ver com isso.

Sarah Jane Smith – 1ª Temporada (2002)
Roteiro:
 David Bishop
Direção: Gary Russell
Elenco: Elisabeth Sladen, Jeremy James, Sadie Miller, Robin Bowerman, Caroline Burns-Cook, Juliet Warner, Mark Donovan, Roy Skelton, Patricia Maynard, Alistair Lock
Duração: 1 episódio de 61 min.
Distribuidora: Big Finish Productions

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Ghost Town

1X04
estrelas 4

Equipe: Sarah Jane Smith, Josh Townsend
Espaço-tempo: Romênia, 2002

E aqui estamos mais uma vez em uma trama de um cientista maluco. Desta vez, o lugar escolhido foi perfeito e o motivo, o mais casual possível. Sarah está em uma “missão de férias”. A convite de uma amiga e precisando dar um tempo de sua vida complicada no Reino Unido, ela vai para a Romênia, numa certa região dos Cárpatos onde uma grande mansão com ares assustadores a espera.

Toda trama envolvendo fantasmas e coisas sobrenaturais, se bem trabalhadas, pode se tornar algo muito interessante, especialmente no contexto da vida pregressa de Sarah Jane e sua imersão no mundo da ciência, tecnologia alienígena, monstros e afins. Sua razão e seu medo são postos lado a lado, testados até o fim por alguém que se comporta de maneira muito semelhante com os vilões de Comeback — embora não haja nenhuma ligação.

A história é bem contada, desacelerando um pouco no final do episódio, mas não perdendo o brilhantismo. Agora, quem brilha do começo ao fim e cada vez mais forte é a relação entre Sarah e Josh. Que maravilha é ver esses dois juntos! As piadas, os puxões de orelha e os (des)entendimentos mesmo em situações de crise fazem dessa amizade e companheirismo uma das mais interessantes da série e por isso mesmo nem sentimos falta de Natalie, que se afastou de Sarah após se sentir desprezada nos eventos de Teste of Nerve. Por falar nisso, a morte da amiga de Sarah, Claudia Coster, ocorrida no episódio passado, também é citada aqui.

Ghost Town é uma ótima história de terror, bem localizada geograficamente e com uma ótimo roteiro, direção e produção da Big Finish, além de atuações memoráveis de Elisabeth Sladen e Jeremy James.

Sarah Jane Smith – 1ª Temporada (2002)
Roteiro:
 Rupert Laight
Direção: Gary Russell
Elenco: Elisabeth Sladen, Jeremy James, Ingrid Evans, Brian Miller, Robert Jezek, Elizabeth Faulkner, Mark Donovan
Duração: 1 episódio de 56 min.
Distribuidora: Big Finish Productions

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Mirror, Signal, Manoeuvre

1X05 – Season Finale
estrelas 4,5

Equipe: Sarah Jane Smith, Josh Townsend, Natalie Redfern
Espaço-tempo: Reino Unido e Arquipélago Chagos (Oceano Índico), 2002

Excelente Season Finale! O tom de urgência do roteiro, nos primeiros minutos do episódio, me preocupou um pouco, mas a trama não foi desenvolvida às pressas e todos os braços narrativos tiveram a devida atenção do texto e boa ligação entre si. 

Natalie volta a falar com Sarah e, pela primeira, vez ela aparece como uma companion interessante na série. Sua relação com Sarah lembra bastante a que vimos em Comeback, o que é algo bom, porque o roteiro ali não tentava forçar a jovem em uma relação amigável com Sarah, tentando fazê-la tão importante quanto ao insuperável Josh (sim, ele é um personagem genial e o ator Jeremy James o interpreta maravilhosamente bem).

Nessa história, Josh está trabalhando e Sarah está resolvendo algo que a colocará numa situação bastante complicada. A questão da arma biológica (dessa vez relacionada a um escândalo causado por testes durante a II Guerra Mundial) volta à tona e se fixa como uma questão recorrente nas tramas da série, tendo aparecido como mote central em Comeback, The TAO Connection e Teste of Nerve.

Fica implícito que K-9 Mark III é desmontado e parte de suas peças utilizadas para outros fins pelos perseguidores de Sarah. Eventualmente ele volta a ser montado, mas não funciona perfeitamente. Sarah percebe aqui que seus perseguidores são realmente pessoas de seu passado, ressentidos vencidos pela UNIT e com novas atividades criminosas, tentando renovar impérios e investimentos do passado.

A trama ganha ares de investigação e suspense, culminando com um estado de coisas em que sabemos ser só o começo. Peter Anghelides realmente escreveu um roteiro incrível e sob a direção de Gary Russell, a 1ª Temporada de Sarah Jane Smith termina com chave de ouro.

Sarah Jane Smith – 1ª Temporada (2002)
Roteiro:
 Peter Anghelides
Direção: Gary Russell
Elenco: Elisabeth Sladen, Jeremy James, Sadie Miller, Robin Bowerman, Louise Falkner, Peter Miles, Toby Longworth, Mark Donovan, Patricia Maynard
Duração: 1 episódio de 60 min.
Distribuidora: Big Finish Productions

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.