Crítica | The Companion Chronicles – 1ª Temporada (#3 e 4)

The Blue Tooth e The Beautiful People são os episódios finais da 1ª Temporada de The Companion Chronicles. Ambos foram lançados pela Big Finish em 1º de janeiro de 2007.

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The Blue Tooth

1X03
estrelas 2

Equipe: 3º Doutor, Liz Shaw
Espaço-tempo: Cambridge, Reino Unido, anos 1970

A única coisa de interessante que há no roteiro de The Blue Tooth é o ineditismo de termos o 3º Doutor enfrentando os Cybermen. Aliás, este é o verdadeiro ponto central de interesse do público, principalmente quando vemos o início da trama tão cuidadosamente apresentado ser abandonado a uma situação nada interessante, salva apenas pelo humor contextualizado do 3º Doutor, seus impasses contantes com o Brigadeiro Lethbridge-Stewart e as confissões de Liz Shaw durante a sua interessante narração.

O enredo não tem muito a cara da era do 3º Doutor — justamente pela presença dos Cybermen — e talvez seja nesse ponto, onde a única graça do episódio reside, que se encontre a sua fraqueza. Ou talvez o roteiro de Nigel Fairs tenha apostado demais em uma dualidade humana (a pessoal e a profissional de Liz), adicionando e esses pontos um ou outro aspecto humorístico e deixando a verdadeira essência de Doctor Who à margem do que é contado.

Particularmente, nunca presenciei uma demora tão grande para contextualizar um vilão. Tudo bem que eles precisavam de um motivo para estarem no Reino Unido em plenos 1970 e estarem diante de um Doutor que não os via já a algum tempo, mas daí a entrarem as caracterizações absurdas do vilão em cena, o tom de “cientista louco” explorado de forma gratuita (isso porque o tema já é um clichê!) e a já citada dualidade falha que o texto tenta fazer o tempo inteiro é demais. O resultado final é uma aventura que vale pelo Doutor, mas se perde em seu objetivo primário, desperdiçando bastante do tempo do espectador.

Diretor: Mark J Thompson
Roteiro:
 Nigel Fairs
Elenco: Caroline John, Nicholas Briggs
Duração: 1 episódio de 65 min.

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The Beautiful People

1X04 – Season Finale
estrelas 4

Equipe: 4º Doutor, Romana II, K-9 Mark II
Espaço-tempo: SPA Vita Novus, planeta não nomeado, c. 3170

Há uma forte crítica social nesse episódio escrito por Jonathan Morris. A trama é centrada em um programa de emagrecimento no SPA Vita Novus, onde o Doutor, Romana e K-9 acabam indo, inicialmente para comer… donuts! Com a excelente interpretação de Lalla Ward nos papeis principais e de Marcia Ashton no papel de Karna, a história se desenvolve muito melhor do que as outras três crônicas dessa primeira temporada da série juntas.

A ideia de um lugar que faz as pessoas ficarem saudáveis a um preço criminoso nos lembra bastante o enrendo de New Earth e, especialmente nesse caso, de Partners in Crime. Perder peso nunca é uma tarefa fácil e pode gerar um grande número de atitudes e dietas malucas, um fator que abre as portas da criatividade para a ficção-científica investir. Em Doctor Who, esse The Beautiful People  e o caso dos fofíssimos Adiposes são exemplos de que se pode fazer crítica social de maneira divertida, amedrontadora e interessante ao mesmo tempo.

Mas no quesito “medo”, The Beautiful People  sai ganhando. A direção de Mark J Thompson dá ao episódio a excelente atmosfera da série clássica, algo que não só podemos ver na direção do elenco mas também no excelente trabalho da equipe técnica: trilha sonora, edição e mixagem de som. Um misto de horror, investigação, humor e companheirismo se juntam a um tema que inspira debate porque opõe uma questão de saúde pessoal que pode se tornar de “saúde pública” à individualidade, livre-arbítrio e condições muito particulares de vida. Um ótimo fim de temporada!

Diretor: Mark J Thompson
Roteiro:
 Jonathan Morris
Elenco: Lalla Ward, Marcia Ashton
Duração: 1 episódio de 65 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.