Crítica | The Early Adventures 1X04: An Ordinary Life

estrelas 3,5

Equipe: 1º Doutor, Steven e Sara
Espaço: Londres
Tempo: Anos 1950

An Ordinary Life finaliza a primeira temporada das Early Adventures e, mesmo com suas estranhezas e seus pontos fracos (chegaremos lá), conseguiu se sair melhor que as outras três aventuras que a precederam.

A história deste arco se passa durante os eventos de The Daleks’ Master Plan, a longa saga de Terry Nation e Dennis Spoonner. Por tratar-se de um arco muito longo e por ter uma pequena pausa na perseguição, podemos localizar esta aventura entre o episódio The Feast of Steven e Volcano, o período em que, segundo dados do Universo expandido, Sara Kingdom passou cerca de 6 meses (para ela) viajando com o Doutor.

A trama começa com a TARDIS se materializado de maneira problemática em Londres. O Doutor não está bem fisicamente e é carregado para fora da nave por Steven e Sara, que arranjam abrigo em uma casa de imigrantes jamaicanos. Entre a ameaça alien que aparecerá ao final do episódio 2 e a exploração do relacionamento entre os companions do Doutor, um importante subtexto sobre o racismo é levantado na história.

Em um primeiro momento, achamos que a aventura se centrará na questão do mineral ‘taranium’ que o Doutor pedia que os companions mantivesse a salvo. A preocupação era legítima, já que o tal mineral ativaria o Time Destructor, arma que o trio enfrentaria em Destruction of Time, o finale da saga sobre o grande plano dos Daleks. Mas em poucos minutos entendemos que o tema aqui faz realmente jus ao título. O Doutor precisa de um tempo para recuperar-se e Sara e Steven estabelecem um bom contato com as pessoas que lhes dão abrigo. Com os eventos ao final do episódio 2 — o desaparecimento do Doutor e da TARDIS — a vida comum realmente vem à tona e se torna perigosa quando uma ameaça alienígena antiga aparece.

Até este ponto, a história corre em grande estilo. O cliffhanger para este evento é interessante e toda a estrutura medonha de dominação e cópias dos corpos de pessoas (tudo nos lembra uma mistura de The Faceless Ones com The Rebel Flesh) é boa, apesar da estranheza. O grande problema é que, em dado momento, a dominação por vozes começa a acontecer e então a história é permeada por cenas de tentativas de resistência de Sara e tentativas de avanço da espécie alien em questão — anêmonas-do-mar que cresceram por milhões de anos na Terra, até usar a TARDIS como catalizadora para iniciar um processo de reprodução.

Se o espectador aceitar diminuir o peso desse momento, certamente irá aproveitar bem a história. O final é cheio de esperança e definitivamente fixa um não televisionado flerte entre Steven e Sara (a cena dos dois cozinhando é hilária e muito terna). Embora eu particularmente não morra de amores pela agente da SSS (ouçam o nosso podcast sobre The Destroyers), gostei bastante da participação dela aqui, que, de maneira bastante coesa, é atormentada pelo crime que cometera antes de iniciar suas viagens com o Doutor.

Medonho e interessante ao mesmo tempo, An Ordinary Life é um bom acréscimo de informações sobre esta dupla de companions do Doutor. Há elementos realmente questionáveis mas eles não estragam a história. Para quem está acostumado com as eras do  e do 2º Doutor, percebe que há muitas semelhanças de ambiente e desenvolvimento de enredo entre elas nesta história, um caráter que fez parte da maneira mais original possível em todos os quatro primeiros episódios das Early Adventures.

An Ordinary Life está localizado durante os eventos de The Daleks’ Master Plan.
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Entrevista com o elenco

The Early Adventures 1X04: An Ordinary Life (Reino Unido, dez, 2014)
Direção: Ken Bentley
Roteiro: Matt Fitton
Elenco: Peter Purves, Jean Marsh, Ram John Holder, Damian Lynch, Sara Powell, Stephen Critchlow
Duração: 120 min. (em 4 episódios)

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.