Crítica | The Expanse – 3ª Temporada

Temporada

  • spoilers. Leiam, aqui, as críticas de nosso material sobre a série.

Não há como deixar de louvar a coragem dos showrunners Mark Fergus e Hawk Ostby em The Expanse. Não só eles encararam de frente uma série repleta de personagens antipáticos sem envernizá-los logo de cara, como mergulharam em um hard sci-fi marcado por um realismo “sujo”, capaz de afastar os menos insistentes, mas que não me canso de elogiar como um dos melhores aspectos da obra. Depois de duas temporadas que, vendo agora em retrospecto, quase que funcionaram como um prelúdio para algo aparentemente muito maior e mais profundo, com tangenciamentos metafísicos que, ainda que discretamente, pegam emprestados elementos das maiores obras do gênero, como a bibliografia de Isaac Asimov, Carl Sagan e, claro, de filmes do naipe de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, a estrutura muda completamente na terceira que, na verdade, é uma temporada sui generis até mesmo se comparada com a maioria das séries de TV de qualidade que vemos por aí, algo que não é necessariamente bom ou ruim, apenas realmente diferente e ousado.

No lugar de repetir sua “fórmula” das duas primeiras temporadas, ou seja, a divisão da narrativa em três núcleos bem definidos, os showrunners partiram para uma estrutura de arcos. Na verdade, eles fizeram mais do que isso, já que só dividir temporadas em arcos é algo corriqueiro hoje em dia e, na maioria das vezes, um artifício bem-vindo, que aproveite melhor o número de episódios e diminui as inevitáveis “barrigas” narrativas. O que Fergus e Ostby fizeram foi um literal “dois em um”, com os seis episódios iniciais funcionado como a finalização do grande arco que lidava com a tensão política e bélica entre Terra, Marte e o Belt (Cinturão), os dois primeiros em constante estado de Guera Fria e o terceiro no fogo cruzado, mas querendo independência e auto-afirmação para sair debaixo do guarda-chuva exploratório das duas forças militares do Sistema Solar. Em seguida, vem um episódio que faz a passagem temporal de pouco mais de seis meses para o que poderia ser facilmente chamado de uma nova temporada ou, mais ainda, um recomeço para a série, com os seis episódios seguintes, então, lidando única e exclusivamente com um misterioso anel espacial perto de Urano formado pela evolução da protomolécula a partir dos eventos em Vênus.

Como senti dificuldade de escrever uma crítica “pacote” abordando tudo de uma vez, decidi, para o bem de minha (in)sanidade, abordar cada capítulo da terceira temporada separadamente, inclusive com suas avaliações próprias em estrelas, ainda que a acima seja a geral, para a temporada como um todo. Espero que apreciem minha escolha e sigam nessa jornada que, adianto, não será breve!

A Guerra
(Episódios 3X01 a 3X06)

A manutenção da Guerra Fria entre Terra e Marte era algo narrativamente impossível. Já havia sido determinado ao longo das duas primeiras temporadas que esse estado de “paz bélica” entre os planetas existia há décadas e décadas e tudo apontava para sua quebra em algum momento durante a série. Os testes com a protomolécula feitos em Ganimede pelo “mengeliano” Dr. Lawrence Strickland (Ted Atherton) já haviam deixado os planetas em pé de guerra e catapultado grande parte da ação da segunda temporada. Inevitável, portanto, que a guerra em si fosse diretamente abordada na terceira temporada.

A surpresa, porém, veio com a aparente concisão de toda essa história potencialmente explosiva em apenas seis episódios, algo que muito mais pareceu um epílogo dos 23 episódios anteriores do que uma linha narrativa desenvolvida em todo o seu potencial. Porém, não interpretem essa minha afirmação como algo essencialmente negativo, pois se há algo que me deixa extremamente irritado nas séries atuais é a necessidade que muitos showrunners parecem ter de dilatar todo e qualquer acontecimento em intermináveis capítulos, quase como se eles tivessem medo de encerrar uma história fazendo-a servir de degrau para a construção de algo mais relevante ainda.

E essa dilatação exagerada é justamente algo de que Fergus e Ostby fogem nesse primeiro arco. O encerramento de uma 3ª Guerra Mundial travada no espaço em tão poucos episódios é algo que pode ser visto como um movimento ao mesmo tempo perigoso e frustrante de um lado e corajoso e inteligente de outro. Se o lado político que marcou maravilhosamente a temporada anterior é freado, pelo menos há uma  conclusão lógica para essa história que abre espaço para outra. Gostando ou não, prefiro a economia do que o esbanjamento.

Com Chrisjen Avasarala (Shohreh Aghdashloo) traída por um maquiavélico Sadavir Errinwright (Shawn Doyle) e encurralada na nave de luxo de Jules-Pierre Mao (François Chau) juntamente com seu “espião particular” Cotyar Ghazi (Nick E. Tarabay) e com a marciana invencível Bobbie Draper (Frankie Adams), a ação política fica substancialmente reduzida para as maquinações de Sadavir na Terra em sua prazerosa (para ele) e irritante (para nós) manipulação do fraco Esteban Sorrento-Gillis (Jonathan Whittaker), o Secretário Geral das Nações Unidas que, por sua vez, pede ajuda para sua antiga companheira de manifestações politicas e atual pastora metodista Annushka “Anna” Volovodov, vivida por Elizabeth Mitchell, a primeira adição de peso ao elenco da temporada. A escolha de dividir o núcleo político em dois pareceu-me acertada, pois finalmente cria-se a oportunidade de colocar Avasarala diretamente ao lado da equipe da Rocinante, em uma frenética luta para reduzir o impacto da guerra, o que ainda permite que Aghdashloo nos brinde com uma performance que a coloca fora de sua zona de conforto, mas que ela da mesma forma tira de letra, especialmente quando contracena com Bobbie e Cotyar.

Mas, de toda forma, é impossível não notar uma certa “simplificação” da fascinante pegada política anterior. Com as cartas na mesa, a divisão entre o “certo” e o “errado” fica mais marcada e menos sutil, de certa forma detraindo do todo nesse quesito. Entendo, porém, que era um preço necessário, especialmente se pensarmos na complexidade logística em se abordar uma guerra travada a distâncias tão grandes de tudo. As opções eram focar em uma batalha, mergulhando nela em detalhes, como um soldado desembarcando nas praias da Normandia, afastar-se de tudo e lidar apenas com uma visão macro, como generais em seu QG tomando decisões estratégicas ou, finalmente,  segregar um aspecto fortemente relacionado com a cola narrativa da série e transformá-la no ponto nodal da narrativa.

Não tenho dúvidas que os showrunners escolheram sabiamente a terceira opção, já que todas as demais – para o fim específico do que eles queriam fazer – tinham o potencial de ocupar mais tempo do que o disponível e, ao mesmo tempo, dilatar ou retirar a importância da protomolécula em meio a isso tudo. Portanto, a reunião do núcleo de Avasarala com o de Jim Holden (Steven Strait) lidando com o resgate da filha de Prax (Terry Chen) em Io em meio à corrida desesperada do almirante Augusto Nguyen (Byron Mann), pau-mandado de Sadavir, para lá chegar e tomar posse da protomolécula em forma de arma de destruição em massa foi um artifício cheio de necessárias coincidências, mas que, no cômputo geral, funcionou muito bem para dar importância a cada grupo de personagens, manter vivo o lado político, puxar detalhes de outras temporadas (como os mísseis nucleares furtados por Fred Johnson, em não mais do que uma ponta de Chad L. Coleman, infelizmente) e acabar com o macro-arco quase que off camera, de “uma hora para outra”, mas de forma eficiente e lógica.

No lado puramente humano, é muito bom ver que as consequências da revelação da traição de Naomi Nagata (a cada vez mais excelente Dominique Tipper) como parte do cliffhanger da temporada anterior, não foi “varrida para debaixo do tapete” como uma daquela ameaças de alteração de status quo que ficam só nisso mesmo, como algo fútil e bobo que se resolve em poucos minutos. Sua atitude, tomada de forma monocrática, fere profundamente a harmonia da equipe, deixando Jim, Alex (Cas Anvar) e até Amos (Wes Chatham) contra ela e de maneira irremediável nessa primeira metade de temporada. Vê-se muito claramente que a atmosfera na Rocinante muda completamente, retornando para aquela tensão estranha lá da primeira temporada, com a equipe ainda pouco azeitada. Isso não impede belos momentos de construção de personagens, especialmente Amos com sua conexão mais cúmplice e profunda com Prax (e que continuaria com Anna na segunda metade) e a abordagem do triste passado familiar de Alex.

Além disso, impressiona ver que os quatro, contracenando com Prax, Avasarala e Bobbie mantém uma química imbatível, formando uma equipe diversa que se complementa e que funciona diante das câmeras de forma mais eficiente do que tinha o direito de funcionar, chegando ao ponto de ser triste ver que Prax e Avasarala são “defenestrados” a partir da passagem temporal de Delta-V. Mas essa absorção de novos membros à equipe, ainda que temporários, empresta um gosto todo especial à série, que consegue manter fresca o lado humano dessa série tecnicamente “fria”, “distante” e “cruel”.

Delta-V
(Episódio 3X07)

Confesso que abri um sorriso enorme quando vi que o artifício narrativo de Delta-V para trabalhar a passagem temporal entre as duas metades da temporada seria o enlouquecido e apaixonado slingshoter Manéo Jung-Espinoza (Zach Villa) tentando bater recordes de voo usando os campos gravitacionais de objetos celestes (o equivalente em escala absurdamente maior dos drifters aqui da Terra mesmo). E a coisa foi ficando melhor ainda com a forma como a história maior passa a ser contada no episódio, com o destaque dado a Jim Holden retirando toda a importância do que Manéo estava fazendo da mídia e, ato contínuo, fazendo com que sua namorada perdesse interesse nele. Trágico e hilário, sem dúvida e uma mais do que original maneira de mudar completamente o status quo de uma série sem martelar as informações com textos descritivos ou flashbacks batidos.

Enumerar as mudanças é um exercício em futilidade, bastando dizer que a gigantesca “água viva espacial” que “nasce” em Vênus transforma-se em um mais gigantesco ainda “anel” nas proximidades de Urano, fazendo com que as forças da Terra, de Marte e da recém-reconhecida nação Belter (esta sob comando duplo de Anderson Dawes e Fred Johnson) passem a relutantemente trabalhar juntas com o objetivo de descobrir o que raios é aquilo. Todo mundo dirige-se para lá, com a Nauvoo agora rebatizada de Behemoth sendo o grande destaque da procissão espacial. Avasarala toma a frente das Nações Unidas depois que Sadavir é preso e Esteban renuncia e Anna é enviada para o Anel. Claro que a Rocinante também está indo para o mesmo lugar, mas Holden e equipe – sem Naomi, agora engenheira-chefe da Behemoth e sem Prax, que ficou em Ganimede com a filha – agora são sujeitos de um documentário comandado pela jornalista Monica Stuart (Anna Hopkins) e pelo cinegrafista cego Cohen (Brandon McGibbon) que serve para pagar a batalha judicial deles pela manutenção de sua nave, que é disputada por Marte. Além disso, uma nova e misteriosa personagem é introduzida, Melba Alzbeta Koh (Nadine Nicole), logo revelando-se como uma violenta sabotadora com objetivos escusos.

É tanta coisa que dá dor de cabeça pensar no que os showrunners fazem aqui. Mas o fascinante é notar como tudo é desfeito e refeito em apenas um episódio de maneira orgânica, clara, precisa e, acima de tudo, lógica, com a direção de Kenneth Fink e o roteiro de Naren Shankar funcionando harmonicamente e impedindo qualquer semblante de confusão por parte do espectador. Afinal, a essa altura do campeonato, não seria mais possível alterar tão radicalmente a série usando algo como cinco ou seis episódios para evoluir tudo com calma, já que essa foi justamente a quantidade de capítulos usada lá na primeira temporada para nos apresentar a esse futuro possível. O exercício de concisão narrativa em Delta-V é de se tirar o chapéu e leva a série a seu próximo passo, algo que é potencialmente extremamente mais amplo do que vimos até agora, deixando muito claro que o nome The Expanse não é sem querer.

Ah, espero que meus leitores não me achem frio e insensível, mas a morte de Manéo que catalisa os eventos da segunda metade da temporada foi outro ponto alto aqui, levando-me a simplesmente repetir essa cena diversas vezes com um sorriso sádico no rosto. Uma das melhores mortes do audiovisual e ponto final!

O Anel
(Episódio 3X08 a 3X13)

Os seis episódios finais da temporada, então, lidam com o misterioso Anel formado pela protomolécula. Mantendo-nos nos escuro até o final e, chegando lá, deixando muita coisa de fora, confesso que, paradoxalmente, esse arco pareceu-me um razoavelmente completo encerramento da série como um todo, já que, provavelmente, os showrunners já sabiam que o Syfy não a renovaria. Sim, há um caminhão de pontas soltas, mas não seria o fim do mundo imaginar um encerramento da história dessa maneira, com um horizonte de possibilidades futuras para a raça humana.

De toda forma, estou colocando a carroça na frente dos bois.

Com a volta de Josephus Miller (Thomas Jane), novamente com seu indefectível chapéu no estilo noir da primeira temporada, algo que, muito sinceramente, já esperava de uma forma ou de outra, a abordagem passa a caminhar por estradas metafísicas, como um David em sua jornada lisérgica ao final de 2001. Claro que aquele não é exatamente Miller, mas sim uma manifestação física protomolecular (bacana que ficou isso, não?) do Miller que conhecemos e somente para Holden que parece ser o elemento de conexão da nossa realidade com essa realidade ainda incerta desse aparato espacial gigantesco. O enfoque no “enlouquecimento” do capitão da Rocinante em frente às câmeras invasivas de Monica criam uma interessante sensação claustrofóbica que, porém, Strait não tem latitude dramática para aproveitar, fazendo muito mais uma sucessão embaraçosa de caras e bocas do que uma atuação que carregue o peso que precisa ter.

É o mesmo Holden – que parece ser literalmente o centro do universo – o alvo da misteriosa Melba Koh que, não demora, revela-se como Clarissa Mao, filha do arqui-vilão Jules-Pierre Mao, que busca, de maneira simplória, vingança pela situação deplorável em que seu coitadinho papai se encontra depois que a trama foi desbaratada principalmente por Holden. Confesso que a inclusão mágica de Clarissa em meio à complicada engrenagem da série pareceu-me uma saída fácil de roteiro para criar um catalisador para os eventos desastrosos no Anel, algo que se tornou ainda pior com a absurdamente conveniente redenção deus ex machina didática ao final. Se a trama metafísica misteriosa de Miller com Holden já estava levando a temporada por um caminho radicalmente diferente do que a série vinha mostrando até aqui, Clarissa, como fator externo aleatório quase põe tudo a perder.

Mas eu disse quase. Afinal, é aqui nessa parte da temporada que a introdução de David Strathairn como Klaes Ashford, segundo em comando – e representante de Anderson Dawes – na Behemoth, é desenvolvida juntamente com sua oposição beligerante, mas charmosa ao comando de Camina Drummer (Cara Gee), representante de Fred Johnson. O “bate e assopra” entre os dois pode ser até clichê, mas é um clichê tão bem atuado, tão bem escrito e tão bem inserido na trama que eu preferiria assistir um spin-off só dos dois fazendo queda de braço do que um segundo sequer com a sem graça (mas linda) Clarissa Mao. Há de tudo ali entre os dois durões, até mesmo um episódio inteiro em que eles ficam presos juntos em uma situação impossível. Strathaim e Drummer funcionam tão harmoniosamente – inclusive seus sotaques e dialeto “Beltalowda” – que eu já não sabia por quem mais torcer ao fnal, e isso depois de eu esquecer Holden com o rosto contorcido de tanto tentar atuar, mesmo ao contracenar com o sempre à vontade Thomas Jane como Miller.

Além disso, há espaço para Dominique Tipper – com novo visual – também brilhar como Naomi, a personagem que pessoalmente acho mais interessante da Rocinante, seguido de perto por Amos. Ela é o vértice desse novo triângulo formado também pelo veterano Ashford e pela valente Drummer, funcionando mais uma vez como uma bússola moral muito eficiente e bem construída. Paralelamente, Elizabeth Mitchell funciona bem como o lado religioso, com sua Anna Volovodov cheia de dúvidas, mas escrava de um fascínio pelo desconhecido que, ela sabe, pode fazer ruir toda sua crença. Sua relação com Amos, apesar de um pouco rápida demais – mas crível diante das circunstâncias – a coloca em posição de destaque para o que pode ser um interessante, mas bem diferente futuro para a série.

Conclusão e Futurologia

Tenho receio pelo que pode vir por aí. Ou, pelo menos, receio em relação ao que The Expanse é e o que pode tornar-se. A premissa básica de “expansão”, evidenciada até pelo título, justifica o caminho apontado pela temporada, mas pode retirar todo aquele aspecto de hard sci-fi que foi tão bem construído até agora. Não sei se uma pegada de portais dimensionais ou algo do gênero “combina” com o desenvolvimento do trabalho de Mark Fergus e Hawk Ostby, mas, ao mesmo tempo, fico fascinado pelo que pode vir por aí. Novas civilizações já destruídas? Um novo player intergalático? Deuses astronautas?

Os portais abertos pelo episódio final assustam pelas possibilidades ao mesmo passo que permitem que a série se reinvente completamente. E reinvenção não é algo fácil de se assimilar. Mas não há muita razão para duvidar do trabalho da dupla e, agora que a série foi comprada pela Amazon e Jeff Bezos mostrou-se mais do que apenas um investidor – revelando seu até cômico lado tiete pela série – pode ser que o futuro de The Expanse seja tão ou mais brilhante do que o que foi feito até agora. É só uma questão de abrirmos nossas mentes e aceitar que o universo não se limita ao nosso Sistema Solar e que o que vimos o momento foi o começo da expansão da humanidade para outros recantos longínquos dessa fronteira final.

The Expanse – 3ª Temporada (Idem, EUA – 11 de abril a 27 de junho de 2018)
Showrunners:
 Mark Fergus, Hawk Ostby (baseado em romances de James S. A. Corey, nom de plume de Daniel Abraham e Ty Franck)
Direção: Breck Eisner, Thor Freudenthal, Jeff Woolnough, Kenneth Fink, David Grossman, Jennifer Phang, Simon Cellan Jones
Roteiro: Mark Fergus, Hawk Ostby, Robin Veith, Dan Nowak, Georgia Lee, Daniel Abraham, Ty Franck, Hallie Lambert, Alan DiFiore, Naren Shankar
Elenco: Steven Strait, Cas Anvar, Dominique Tipper, Wes Chatham, Shohreh Aghdashloo, Frankie Adams, Thomas Jane, Shawn Doyle, Chad L. Coleman, François Chau, Martin Roach, Nick E. Tarabay, Conrad Pla, Ted Whittall, Terry Chen, Leah Jung, Ted Atherton, Jonathan Whittaker, Elizabeth Mitchell, David Strathairn, Anna Hopkins, Brandon McGibbon, Nadine Nicole, Cara Gee, Byron Mann, Zach Villa
Duração: 567 min. (13 episódios no total)

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.