Crítica | The Flash 1X03: Things You Can’t Outrun

estrelas 3,5

Para compensar o episódio mediano de semana passada, dessa vez eles capricharam no enredo, nos desafios e acrescentaram uma penca de easter eggs.

Joe e Barry estão determinados a reabrir o caso do assassinato da mãe do rapaz e provar a inocência de Henry. Contudo, os crimes na cidade de Star City não vão parar de acontecer só porque eles precisam de tempo. Com isso, os dois se direcionam até um restaurante onde os integrantes de uma máfia local foram assassinados. O fator estranho é que eles parecem terem sido envenenados e ao mesmo tempo. Barry pede a ajuda de Caitlin para tentar descobrir qual foi o veneno utilizado no crime e faz com que ela se abra mais sobre o noivo, Ronnie, que morreu por causa do acelerador de partículas. Outro ataque acontece e uma mulher é morta dentro de um shopping. Barry chega a tempo de perseguir o bandido, mas ele consegue escapar, não sem antes envenenar o Flash. Ele volta para o STAR Lab e consegue que os demais isolem parte do veneno ainda em seu corpo a fim de identificar o vilão misterioso. Com a identidade em mãos, Flash e os demais descobrem que o próximo alvo do The Mist (como Cisco nomeou) é o Detetive Joe que está em Iron Heights fazendo uma visita a Henry. Flash sai em disparada para ajudar o amigo e acaba fazendo uma aparição para seu pai. Porém, por mais que Flash consiga capturar o inimigo, aonde eles poderiam prender um vilão que simplesmente vira fumaça?

Sem dúvida a equipe de criadores da série se esforçou bem mais e de certa forma, deixou estipulado um padrão de como serão os episódios futuros. Não que esse padrão vá ser seguido à risca, mas, em três episódios, é o que mais funciona. Pano de fundo da série e também o plot principal, será descobrir o verdadeiro assassino de Norah Allen, enquanto Barry tenta se aperfeiçoar como herói e proteger a cidade. Simples assim. Nesse meio tempo, vilões icônicos podem surgir, novos parceiros e até mesmo um crossover entre The Flash e Arrow. Tudo isso tem como funcionar, e perfeitamente, se eles não desviarem muito ou perderem o foco do plot principal.

Neste terceiro episódio nos foi revelada a identidade do noivo de Caitlin, Ronnie interpretado por Robbie Amell. Ronnie Raymond era o engenheiro responsável pelo acelerador de partículas e que ficou aprisionado no interior do mesmo para poder reverter à onda que atingiria a cidade e evitar maiores danos. O que indiretamente causou o raio que atingiu o Barry.

Para aqueles que não sabem, Ronnie irá se tornar um herói, assim como Flash, mas irei guardar a sua identidade até o devido episódio. Também gosto de surpresas.

E mais alguém reparou naquele enorme painel dourado que existe dentro do Departamento de Polícia? Pois é, há teorias de que seja uma enorme menção a Liga da Justiça.

Por último, mas não menos importante, o surgimento da Área 52 dentro do acelerador que irá se tornar a prisão, daqui para frente, de todos os criminosos meta-humanos. Já que Iron Heights claramente não dá conta.

Agora, vamos combinar que a última cena me deixou bastante intrigada, dando a certeza de que os roteiristas estão usando como base o arco de Flashpoint Paradox. Arrepiou.

The Flash 1X03: Things You Can’t Outrun (EUA, 2014)
Showrunner: Andrew Kreisberg, Greg Berlanti
Direção: Jesse Warn
Roteiro: Alison Schapker, Grainne Godfree
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Rick Cosnett, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, John Wesley Shipp, Patrick Sabongui, Michael Smith, William Sadler, Michasha Armstrong, Evelyn Chew, Emily Delahunty, Amina El Khatib, Logan Williams
Duração: 43 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.