Crítica | The Flash 1X21: Grodd Lives

estrelas 4E finalmente tivemos não apenas um vislumbre, a sombra, mas a figura completa do Gorila Grodd, um dos maiores vilões do universo do The Flash.

O trio continua lidando com os acontecimentos dos dias anteriores e não fazem ideia do paradeiro do Eddie ou sequer onde começar a procurar. Por isso o Flash tem percorrido a cidade inteira, todos os dias. Iris tenta dar uma chance ao Barry para que ele se abra e conte a verdade, só que ele prefere manter as coisas do jeito que estão, sem nem desconfiar de nada. Enquanto isso Cisco, Caitlin e Barry estão reunidos no laboratório, após o primeiro encontro do herói com o novo assaltante de ouro ter sido bem desagradável e eis que Iris invade o local e flagra o trio conversando e Barry ainda com o traje. A repórter confronta sobre as razões de não terem contado à ela tudo desde o princípio, não gosta do que ouve e parte furiosa. O ladrão ataca de novo e dessa vez eles estão preparados. Todos os guardas são derrubados com a exceção de Joe que entra em combate de armas com o bandido, e é salvo pelo Flash que fica bastante surpreso ao descobrir que o assaltante mascarado é o General Eiling. Na prisão dentro do reator Eiling não responde a nenhuma pergunta e quando finalmente começa a falar é de modo estranho e na terceira pessoa. O grupo logo percebe que ele deve estar sendo manipulado e quando Barry pergunta de quem se trata ouve um nome: Grodd. Caitlin então explica ao grupo sobre os experimentos que o militar fazia com o gorila e como Wells interrompeu tudo. De alguma forma, depois da explosão do acelerador de partículas Grodd adquiriu as habilidades especiais que Eiling queria e agora consegue se comunicar e controlar as pessoas através da telepatia. E graças a ajuda da Iris sabem onde procurar o primata que estará mais do que pronto para recebê-los.

Assistir o Flash duelar com o Grodd foi algo pelo qual todos esperavam. A construção do gorila ficou bem feita, mesmo sendo basicamente em CG, e por utilizarem cenas mais sombrias, com pouca luz, recurso comumente usado para esconder defeitos, ficou mais fácil e crível aceitar aquele animal de proporções descomunais no mesmo ambiente que os humanos. Não abusaram tanto da sorte, as falas e telepatia foram limitadas, objetivas e por conta disso a introdução desse icônico vilão acabou sendo bem sucedida.

Pela primeira vez consegui enxergar uma atuação decente partindo da Iris. Na cena que segue após a abdução do Joe, onde ela sai andando do centro do laboratório e depois acaba discutindo com o Barry, foi a primeira vez que finalmente senti empatia com a personagem. Que ela me fez acreditar nos sentimentos que estava sentindo de raiva, frustração, decepção, o que chega a ser um alívio, pois se planejam colocar os dois juntos eventualmente, quero poder acreditar neles como casal. Quero acreditar que os dois darão certo em tela. E cá entre nós, a frustração dela foi mais por não ter descoberto tudo antes, já que ela é repórter investigativa, do que por ninguém ter contado.

Os episódios sempre possuem alguns easter eggs relacionados ao universo de quadrinhos da DC Comics como também outras referências e nesse em particular foi falado muito de filmes, graças ao Cisco que citou Jurassic Park, Planeta dos Macacos, 007 Contra Goldfinder e King Kong, o qual tivemos outra referência, mais visual com o Grodd escalando um prédio grande e urrando lá do topo, tal qual o clássico do cinema.

Ainda no terreno dos easter eggs foi mencionado também Coast City que é a cidade do Lanterna Verde, a A.R.G.U.S. fortalecendo mais uma vez a ligação deles com os integrantes de Central City e, mais importante, a conversa entre Eddie e Harrison que acabou levantando a interessante teoria de que o Eddie pode não ser um zero a esquerda como seu futuro familiar mencionou.

Acompanhem meu raciocínio: Quando Wells diz que ele foi o único membro da linhagem dos Thawne a ser esquecido e que seu trabalho como detetive é patético, faz lembrar um mesmo diálogo que existe nos quadrinhos do Gladiador Dourado e que explica como o personagem enganou a todos se fazendo de idiota e fracassado, quando na verdade ele era um mestre do tempo e viajava com frequência, porém, se seus parentes descobrissem isso, o teriam matado ainda no berço. Seria genial se o Eddie não fosse realmente esse pateta que aparenta ser e se transformasse em outro personagem, com um segredo que esteve escondido por todo esse tempo. Talvez eu esteja querendo demais. Será?

E sinto que o Wells se perdeu como personagem. Está abraçando mais o lado insano do Flash Reverso e deixando que isso tome conta dele e mostrando a nós quem o Eobard realmente é, e que por ser bem diferente do Harrison Wells ao qual estávamos acostumados, acabe causando essa estranheza.

Mais dois episódios para o derradeiro final e o próximo terá participações especiais.

The Flash 1X21: Grodd Lives (EUA, 2015)
Showrunner: 
Andrew Kreisberg, Greg Berlanti
Direção: Dermott Downs
Roteiro: Grainne Godfree, Kai Yu Wu
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Rick Cosnett, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, Patrick Sabongui, Clancy Brown, Jane Hancock, Jason McKinnon, David Sobolov
Duração: 43 min

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.