Crítica | The Flash 3X03: Magenta

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estrelas 2

spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

You hear the voices crying inside
A world monochrome
But their eyes are bleeding tears of magenta.

Nano

Você está no Ensino Médio e Dona Joaninha, a professora de Redação, chama seu nome. “Josisclêudyson!“, ela exclama. “Oi, fessora!“. “Sua redação, meu filho. Zero de novo, Josisclêudyson! Você continua escrevendo de forma aleatória, meu filho. Atenha-se ao tema! Nada de criar distrações desnecessárias!”. Mas você é Josisclêudyson. E Josisclêudyson não tem tempo para essas maricagens mariquíneas de “foco” ou de “se ater ao tema“. Josisclêudyson sabe como entreter a galera. Josisclêudyson tem boas ideias. Josisclêudyson cresce e muda de nome. De país. E vira roteirista de série, na CW. Josisclêudyson tem um bom trabalho. Mas a gente só consegue olhar para Josisclêudyson com uma pitada de pena e um revirar automático de olhos. Josisclêudyson ainda não sabe escrever.

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Segundo os produtores da série, o Flash voltou a ser o homem mais rápido vivo, de novo. Só que não. Porque tem Jesse Quick aqui. Sim, a mesma que foi com o pai para a Terra-2, mas agora está de volta e… bem, vai passar um tempinho aqui na nossa Terra, fazendo estágio de como virar super heroína.

Uma coisa importante que faz parte da vida de todo serianático é a pergunta sobre a utilidade do episódio em dois escopos: a temporada e a série e seu cânone. Quanto mais longa for a série, maior peso terá a força do cânone e mais dívidas os roteiros terão com isso. Mas o assunto, a temática principal ou o tom da temporada precisam constar nos episódios também. As coisas precisam levar a algum lugar, sem enrolar o espectador. Claro que nem sempre a objetividade é o forte de algumas temporadas, mas também não é preciso entregar uma coisa do nível deste Magenta, com a seguinte desculpa: “estamos só reintroduzindo Wells e Jesse na série!“. Isso não é justificativa.

Percebam que trocamos de temporada, após um aterrador segundo ano da série, mas os maneirismos permanecem e vão piorando a cada semana. Nota: estamos no terceiro episódio da temporada. Estão aqui o clássico vilão da semana — desta vez, Magenta, que não serve para absolutamente nada no episódio, nem para fazer com que sua “ameaça” seja algo relevante nos planos da temporada –; a linha romântica descabida e mal executada na trama e as migalhas do que deveria ser o grande vilão da vez, o Dr. Alquimia. Sem contar que o cliffhanger aqui é aquele tipo de piada que você tem vergonha da pessoa que fez e prefere mentir pra si mesmo, dizendo: ‘isso não aconteceu. É apenas intriga da oposição. Coisa de crítico mal amado, que não sabe apenas se divertir vendo TV’.

No primeiro episódio já tinha ficado claro as alterações na linha do tempo deste frágil Ponto de Ignição. No segundo episódio, em apenas 5 minutos, tudo o que demorou 44 para ser dito, foi dito e entendido. Mas, o que fazem os produtores da série neste terceiro episódio? Bem, retomaram a temática dos episódios anteriores, repetiram o padrão e acrescentam mais personagens sem trabalhá-los. Preferiram inserir vilão novo a contextualizar melhor bons personagens como Julian e os que chegariam de uma forma ou de outra, Wells e Jesse.

Nada de bom saiu daí. Bem… exceto Tom Cavanagh. Que baita ator! Na verdade, as coisas que funcionam neste episódio estão todas ligadas à presença dele em cena. Aqui, nem Tom Felton consegue agradar muito, porque o roteiro o torna um rival chato, apesar de nos tirar uma risada irônica em alguns poucos momentos. Mas o Doutor Wells segue impressionando. Tenho a impressão de que ele, assim como na 2ª Temporada, será condenado a roteiros que não merece, por ser um ótimo ator, mas as coisas funcionam dessa forma na CW. Infelizmente.

Pouco sobra de técnica para destacar. Não há novidades nos efeitos especiais e o desenho de produção do episódio é o mais ordinário possível. Nem as cenas do encontro de Barry e Iris receberam um cuidado especial da fotografia, como deveria. Não fosse Cavanagh e o impacto dele no StarLabs — humor com bom ator em cena é outra coisa, não é mesmo? –, Magenta seria bem pior do que foi.

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No Próximo Capítulo…

Gente bonita, a partir desta semana, dia 20/10/2016, eu estarei fazendo a cobertura da 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Isso significa que eu praticamente vou morar nos cinemas ao redor da cidade até o dia 02/11/2016, sem contar os dias da repescagem. Por isso, o episódio de The Flash da próxima semana será escrito por vocês! Sim! Semana de crítica aberta aos leitores do Plano Cítico! Para se aquecerem, relembrem de como fizemos esse exercício no ano passado clicando aqui. O resultado foi bem bacana. Chamem o vovô, a vovó, o primo chato, o tio do pavê, todo mundo que assiste a série e que gostaria de escrever uma mini crítica! Publicarei a postagem na quinta, dia 27/10/2016 e deixarei as regras para vocês seguirem e enviarem os testículos textozinhos textinhos textos. Quero só ver o que vai sair. Voltamos a nos ver depois da Mostra. Beijo no coração de vocês! Feliz Natal! (Barry, o que você fez, de novo?).

The Flash 3X03: Magenta (EUA, 18 de outubro de 2016)
Direção: Armen V. Kevorkian
Roteiro: Judalina Neira, David Kob
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Jesse L. Martin, Tom Felton, Tom Cavanagh, Violett Beane, Joey King, Bethany McNab, Zenaida Telfair
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.