Crítica | The Flash 3X04: The New Rogues

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VOCÊ É MAIS RÁPIDO QUE O BARRY?

Como explicado em Magenta, chegamos à semana da crítica aberta, a segunda crítica colaborativa da história do Plano Crítico (a primeira foi esta aqui).

Para participar é simples: até às 13h do dia 30/10/2016, você poderá escrever, nos comentários, de um até cinco parágrafos de sua opinião (sem palavrões!), em qualquer tipo de abordagem ou estilo de texto crítico, sobre o episódio The New Rogues (vale qualquer tipo de spoiler, desde que você indique, no começo, que seu texto tem spoiler) e dar uma nota de 0 a 5 (vale meios-pontos!) para este capítulo de The Flash. Como título, você deve colocar “EU SOU MAIS RÁPIDO (A) QUE O BARRY!” e nós iremos publicar aqui o que você escreveu sobre este episódio, com seu nome nos créditos e nota atribuída por você!

Agora é com você! Comente! E peça para seus abyguinhus também participarem!

IMPORTANTE: Os comentários que não vierem com o título “EU SOU MAIS RÁPIDO (A) QUE O BARRY!” serão aprovados normalmente como comentários e não contarão para a construção da crítica colaborativa! Mas lembre-se: você pode fazer os dois!

Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

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Fábio Filho 

estrelas 2,5

Leves Spoilers

Repetir fórmula é um problema comum nas produções de TV aberta, e Flash vem sofrendo constantemente desse problema desde seu começo. Nada é mais enfadonho que o episodio do vilão semanal, da falha na primeira tentativa de derrotá-lo e da vitória posterior; Flash seria uma série que ao meu ver deveria tratar de temas complexos de sci-fi com infinitas possibilidades por episódio.

Feitas essas considerações iniciais, o episódio The New Rogues inicia-se com a aparição de Wentworth Miller, o que melhorou minhas expectativas para o episódio, revivendo momentos da explosão do acelerador de partículas na primeira temporada, mostrando assim o surgimento do vilão semanal (acredite se quiser, o meta-humano só lembrou de aparecer 3 anos depois do acidente hahaha). O seriado corta para mostrar as interações do Team Flash, relacionamento entre Barry e Iris e o treinamento de Jesse Quick, aqui entra um adendo que nada do treinamento foi bem explorado mesmo sendo uma premissa interessante a visão de mentor do Barry com a Jesse.

Como já disse anteriormente, a presença de Miller melhorou minhas expectativas para o episodio, algo que no fim foi irrelevante e terminou por me decepcionar de certa forma. Entre os atores Tom Cavanagh vai muito bem novamente, suas cenas em conjunto com Carlos Valdés são muito boas, a interação entre os dois só melhorou com o passar do tempo. Entretanto, com os demais atores os problemas de roteiro do episódio acabam por minar a atuação deles, por outro lado, Tom Felton que estava muito bem no seriado nem sequer apareceu no episódio.

Resumindo tudo, o episódio é mais do mesmo, apelando até para um sentimentalismo exagerado, digno de uma versão de Malhação com selo CW de qualidade, cenas desnecessárias, e roteiro visivelmente apressado em introduzir novos personagens, e por fim tem-se no episódio a forma mais estúpida possível para apresentar mais uma nova versão de Harrison Wells, a terceira em 3 temporadas.

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Nicolas Dias

estrelas 2

Spoilers

Me ajuda a te ajudar Barry!

Eu não tenho prazer em criticar The Flash negativamente, o Velocista Escarlate é um dos meus heróis favoritos, mas após a primeira temporada tem sido difícil encontrar o que se elogiar na série. É ̶i̶m̶p̶o̶s̶s̶í̶v̶e̶l̶ difícil encontrar algo de positivo em The New Rogues. Direção, roteiro, elenco, nada se destaca de verdade. Fazer essa mini-review, me deu uma amostra do desafio que o Luiz Santiago enfrenta, para impedir que suas reviews se tornem apenas lamentações semanais.

Sem conexão com Alquimia, o vilão da temporada, The New Rogues, nos apresenta Sam Scudder (Grey Damon) o Mestre dos Espelhos. Criado em 1959 por John Broome e Carmine Infantino, Mestre dos espelho é membro da Galeria de Vilões, e um clássico e recorrente adversário do Flash. Porém, o roteiro faz de Scudder mais um subaproveitado vilão da semana. Temos também a introdução de Rosalind Dillon, versão feminina do vilão, Roscoe Dillon, o Pião (Top).

Enquanto desperdiçou a oportunidade de explorar um bom vilão, o roteiro nos presenteou com o vexatório plot de Barry sentindo-se envergonhado por se relacionar com Iris na frente de Joe. E se não basta-se um casal sem química, temos mais um romance forçado entre Jesse e Wally, e até mesmo Joe conseguiu um romance. Sim meus amigos, praticamente um episódio de novela mexicana.

The New Rogues marcou também a despedida de Jesse, e me fez questionar, qual exatamente o propósito dela retornar a Terra-1, para ir embora no episódio seguinte, sem ter adquirido desenvolvimento algum? Desculpe Jesse, o cargo de personagem interessante sem plot já é da Caitlin. Mas se Jesse vai, Wells fica, pelo menos sua versão da Terra Prime. Foi uma saída extremamente rasa para manter Wells na série, mas considerando que Tom Cavanagh é um ótimo ator, e acrescenta bastante, essa conveniência de roteiro é relevável.

No fim, The New Rogues é mais um episódio que evidencia todos os furos da série, e a dificuldade que vem desde a segunda temporada em balancear os vilões da semana, com a real trama da temporada. O resultado é o desperdício semanal de bons antagonistas, e o excesso de tramas rasas. O que me fez concordar com o Barry quando ele disse, “Meu Deus, eu me tornei o Oliver“. Sim Barry, você está correndo na direção do buraco em que Arrow caiu, mas ainda não é tarde demais, você ainda pode se salvar. Por favor Flash, me ajude a te ajudar, eu quero gostar de você.

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Iron Fist

estrelas 3

Contém pequenos spoilers.

Como dito na crítica anterior, a melhor coisa do episódio é o Tom Cavanagh, toda interação com os “Harrison’s” de outras terras foi bem divertido, mas fora isso, não temos diferencial do que a série apresenta todos episódios. Jesse Quick tem um ótimo carisma também, e infelizmente, mandaram ambos de volta pra Terra 2.

Acredito que todos já devem estar enjoados dessa “formula” com vilão da semana… simplesmente da para prever o que vai acontecer com Barry só de saber o vilão com quem ele lutará no próximo episódio, pois nunca muda nada.

Como já era de se esperar, mais drama entre Iris e Barry, e o episódio é basicamente um dilema moral entre Barry para beijar ou não Iris na frente de Joe, e não podemos nos esquecer do Wally, que é um personagem bem forçado no meu ponto de vista, e é bem óbvio o que vai ocorrer com ele, tendo em conta a forma que ele está agindo essa temporada.

Bom, não passa de mais um episódio comum de Flash, com a mesma fórmula de todo episódio, mesmo seguimento do vilão é história, etc. Já está sendo enjoativo ver essa série, já que ela sempre usa o que fez na primeira temporada, e não querendo inovar em nada. Fora isso, foi um episódio legal, e menos tedioso que “3×03 – Magenta“, e dando indícios bem interessantes sobre a personagem de Danielle Panabaker.

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Lucas Mendes

estrelas 3

Tem MUITOS spoilers do episódio, leia por sua conta e risco.

Algo de muito estranho está acontecendo no Universo das Séries de TV da DC. Séries novatas como Supergirl e Legends of Tomorrow, mesmo com primeiras temporadas medíocres (isso sendo gentil, embora precise admitir que assisto ambas como guilty pleasures dos finais de semana mesmo) voltaram consertando erros, e apostando em -pasme! – roteiros interessantes e em diversão genuína. Há quem diga que Arrow também está voltando aos trilhos (HEHE, não.), mas, não se pode negar que a série de Bruno Alán está em um caminho tortuoso, imprevisível, e isso não é um bom sinal. Ou é?

The New Rogues foi um episódio filler da primeira temporada com personagens da terceira. Isso tem um lado positivo porque The Flash quando sabe, consegue divertir com o clima camp e saído diretamente de um desenho animado num sábado de manhã. Mas a série é um live-action, em sua terceira temporada, e ainda assim não tem receio de mais uma vez reciclar a mesma estrutura que usa literalmente desde o seu piloto. Temos mais uma vez um vilão icônico dos quadrinhos com habilidades e importâncias reduzidas a um caso da semana esquecível. Temos mais uma velocista, que em dois episódios já consegue ser tão rápida quanto o protagonista (aliás, quem não é nessa série? O Rival não conta porque foi ridículo demais para eu considerá-lo relevante).

Temos também aquele mesmo humor deslocado, como o momento quase The Voice, onde os personagens escolhem um Harrison Wells de uma Terra alternativa novo para ser o mentor deles (!!!!). Aliás, pra quer trazer de volta Jesse e o Harry para eles irem embora no episódio seguinte? Já diria a pensadora contemporânea Inês Brasil, “pra quê, pra cumê?“. Os efeitos especiais continuam pontuais com o padrão CW, mas não se pode negar que em muitas cenas o CGI era tão claro que chegou a me incomodar. Menos nas cenas onde Caitlin começa a descobrir cada vez mais seu lado Killer Frost, possivelmente o plot que enfim vai salvá-la do posto de figurante de luxo e lhe dar dignidade. E sim, já entendi que WestAllen agora é real, mas ninguém quer um novo Olicity.

Mas, para não dizer que odiei, terminei de assistir a mais um capítulo das aventuras do Homem Mais Rápido Quando o Roteiro é Conveniente, chocado. Além de ter sido mais um episódio sem discurso motivacional da vez, tivemos o PRÓPRIO Bruno Alán resolvendo e enfrentando o vilão com um plano de sua idealização, culminando num clímax inteligente e quase distante de todos os clichês anteriores, um feito praticamente inédito. Ou seja, ainda que mantenha os mesmos vícios, The Flash (e o próprio Flash) mostra que quando quer, sabe evoluir e sabe amadurecer. Só espero que ela comece a ter qualidade nos episódios como um todo, e não apenas na resolução final.

PS: Se o Wells da Terra-19 for mesmo, segundo teorias, um espião da raça alienígena que serão os antagonistas do aguardado mega crossover que ocorrerá em dezembro, já vai ser o terceiro papel que Tom Cavanagh interpreta que possui uma lado falsiane. Haja sorte, hein Barry!

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Jefferson

estrelas 3,5

Episódio ate bonzinho, achei os efeitos especiais bons, gostei muito da Jesse Quick e sempre shipei ela com o Wally, mais odiei muito eles terem que voltar para a Terra-2 e espero que eles voltem.

E o que eu mais gostei do episodio foi a atuação do Tom Cavanagh(Harry) ele sempre salva a serie junto com o Joe, que são os melhores personagens de Flash.

E a coisa mais chata do episodio é a Iris, que é de longe a pior pesonagem da serie e torço para que ela e o Barry se separem, e que a Patty volte com o Barry. No final mais um episódio filler de Flash que acrescenta algumas coisas a série que eu espero serem bem usadas.

The Flash 3X04: The New Rogues (EUA, 25 de outubro de 2016)
Direção: Stefan Pleszczynski
Roteiro: Benjamin Raab, Deric A. Hughes
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Jesse L. Martin, Tom Cavanagh, Wentworth Miller, Violett Beane, Danielle Nicolet, Grey Damon, Ashley Rickards,
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.