Crítica | The Flash – 3X08: Invasion! (Parte Um)

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estrelas 2

spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

Oi meninas, tudo bom? Meu nome é William, e no vídeo de hoje eu vim aqui dar uma dica de cultura para vocês. É uma peça de teatro, que se chama Muito Barulho Por Nada, de um cara que eu esqueci o nome. Mas é uma peça ótima. Me sigam no insta e no snap! Tchaaaauuuu!

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Bom, pelo menos o Cross-Horror da CW chamado Invasão!, baseado em uma saga homônima da DC Comics lançada entre 1988 e 1989 (crítica aqui) não fugiu ao que esperávamos, em termos de qualidade. Em outras palavras, foi uma primeira parte ruim.

No Prelúdio, tivemos a piada de mal gosto com apenas um minuto de relação com a história lá em Medusa (Supergirl). Agora, em Flash, Kid “Capotou” Chatus & Sua Turma + Agregados, temos um episódio inteiro para falar da chegada dos caras que nunca foram a um dentista Dominadores à Terra, reunindo não só Kara, mas também o Arqueiro Verde e seus aliados e as Lendas, para enfrentarem o problema. Assim como na HQ, temos muita gente, muito “problema dentro de problema”, muito coisa ao mesmo tempo, pouco roteiro e pouca coerência. Sorte a nossa que em meio a tamanho pesadelo, algumas coisas conseguiram se salvar.

Já que os paradoxos temporais e a ação dos heróis que afetarão a história da humanidade a longo prazo são o carro chefe de The Flash nesta 3ª Temporada e de LoT em sua 2ª Temporada, a CW investiu bastante dinheiro (mais que o normal, pelo menos) nos efeitos e produção geral deste episódio, o que também deve acontecer no encerramento do crossover, em LoT. A coreografia para a maioria das lutas, os efeitos de locomoção e uma parte da animação, integração em cenário e preenchimento de espaço para com os alienígenas são pontos positivos a serem levados em consideração, muito embora nem todos estejam, a rigor, exemplares, mas pelo menos funcionam bem a maior parte do tempo. Para a CW, cujo nivelamento já sabemos ser por baixo, é um triunfo.

O que não cola, como sempre, é a sequência de ações dos personagens e os diálogos que temos no roteiro. Se isso já é grave em Supergirl, Arrow e The Flash (Legends of Tomorrow está razoavelmente aceitável nesta temporada, podendo até ser uma boa temporada — ou não, vai saber o que teremos daqui para frente), de forma individual, imaginem quando todas essas séries se juntam em um único lugar. Pois é.

Logo de saída, temos as piores reações possíveis às mudanças feitas por Barry na linha do tempo. Ok, acredito que qualquer espectador com o mínimo de bom senso ache muito bem feito para o personagem que haja todas essas patadas. O desprezo a ele é merecidíssimo. A questão é que isso não precisa estar atrelado a personagens como John Diggle e Cisco fazendo gracinha e biquinho porque pessoas amadas deles não estão mais aqui devido a uma linha que o Barry apagou ou modificou. Tal infantilidade na exposição desses personagens nos fazem revirar os olhos, especialmente a postura estúpida que os roteiristas estão dando a Cisco. Só faltou ele cantar “belém-belém-to-de-mal-come-sal-na-panela-do-mingau“…

No outro extremo, Kid Flash esbanja chatice e sai para salvar o dia, sendo imediatamente machucado, atrapalhando ainda mais uma importante missão. Apenas um grupo de roteiristas muito ruins poderiam conceber colocar uma coisas dessas num episódio. Como se não bastasse, ele se identifica com as “dores da reclusão e desprezo” de HR e pede para ser treinado por ele.

O insano Wells da Terra-19, cuja contribuição para o grupo até agora foram algumas sugestões vagas e muita encheção de saco, irá treinar o Kid Flash. Por mais que desconfiemos que HR esconde alguma coisa, que ele não é exatamente quem diz ser (ou tão burro e chato quanto é — ou se tornou, porque no começo ele foi genial… os roteiros mais recentes é que estão estragando o personagem e desperdiçando o enorme talento de Tom Cavanagh), não existe absolutamente nenhum critério ou coesão para que Wally tenha tirado de algum lugar que HR poderia treiná-lo. E vejam, isso acontece em meio a uma invasão alienígena com heróis/equipe de orientação fazendo biquinho por uma linha do tempo que foi apagada. Escolham o que é pior.

A invasão, por si só, possui um mínimo de chamariz para o público, mas tudo é rápido demais e não há medida cadencial no texto. Uma hora ele é lento demais, outra hora bobo demais, ou rápido demais, ou estúpido demais, infantil demais e com bobagens técnicas em demasia. Claro que a chegada dos feiosos à Terra têm força dramática o bastante para segurar um episódio e, de certa forma, o enredo se aproveita da ideia disso, apenas não coloca diálogos inteligentes o bastante para acompanhá-la.

Com bons figurinos, raras interpretações louváveis, péssimo roteiro, montagem falha, edição de som no estilo “trem desgovernado”, fotografia pouco contextualizada nos espaços que visita e princípio de urgência desnecessário para a junção da equipe — cuja química não se vê em nenhum átomo da tabela periódica das séries — esta primeira parte de Invasão! só chega às duas estrelas pela parcialidade dos efeitos e pela força dessa chegada alien, que envolve emocionalmente o espectador. Mas vejam, nós imaginávamos que seria assim. É só a CW sendo CW.

The Flash 3X08: Invasion! (EUA, 29 de novembro de 2016)
Direção: Dermott Downs
Roteiro: Aaron Helbing, Todd Helbing, Greg Berlanti, Andrew Kreisberg
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, Stephen Amell, Franz Drameh, Victor Garber, Willa Holland, Caity Lotz, Dominic Purcell, David Ramsey, Emily Bett Rickards, Emily Bett Rickards, Brandon Routh, Melissa Benoist, Audrey Marie Anderson, Christina Brucato, Jerry Wasserman
Duração: 44 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.