Crítica | The Flash – 3X12: Untouchable

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estrelas 2,5

spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

A linha temporal de Flashpoint volta a assombrar Barry, Wally e o time de luta contra o mal em Central City, agora versus um vilão dos anos 70, criado por Cary Bates e Irv Novick, o insano Clive Yorkin (interpretado no automático por Matthew Kevin Anderson), com seu poder de absorver energia dos corpos que toca, levando-os à degradação.

Dentre os já esperados fillers de The Flash, esse tipo que temos em Untouchable é definitivamente o pior. A diferença entre este roteiro e o de Dead or Alive é o principal motivo, ou seja, se é para ser filler, que pelo menos as amenidades sejam utilizadas de maneira lógica dentro da história, com o objetivo de impulsionar a trama ou pelo menos criar linhas de ação para os próximos episódios (LoT, a azarona da CW, tem feito isso muito bem ultimamente, vide o impressionante episódio The Legion of Doom). Qualquer seriador entende que momentos de pausa são necessários no miolo das temporadas, mas uma pausa na grande teia de ação, não na lógica ou organicidade do programa.

As únicas coisas que Untouchable nos trouxe de novo poderiam perfeitamente constar em outros episódios de trama mais bojuda: o aprimoramento do uso de poderes de Wally e a verdade do futuro contada para Joe. O que me fez rir demais aqui foi a cena de diálogo entre Barry e Wally, onde o Flash conta para o Kid o que ele “vai fazer a partir de agora para que o novato saiba usar melhor seus poderes“: MOTIVÁ-LO!!! Isso mesmo, meus caros. Motivá-lo!

Desde que assumi as críticas de The Flash, exatamente uma temporada atrás, em Fast Lane, tenho reclamado e visto muitos de vocês se juntarem ao coro comigo, nos comentários, das linhas motivacionais da série, com discursos de “você pode! A gente acredita em você!” que irritam profundamente. Qual não foi a minha surpresa ao ver que isso é um padrão oficial da produção para fazer com que um herói consiga se superar! Isso e os gritos motivacionais de HR para Wally, que são uma versão resumida dos discursos de auto-ajuda feitos para Barry desde a 2ª Temporada. Como lidar com essa informação oficial?

Tendo isso em mente, fica difícil equacionar qualquer outro tipo de linha dramática séria para o programa. Vejam Julian e Caitlin, por exemplo. O que esses dois estão fazendo, de fato, ultimamente? Caitlin, uma cientista genial e que lida há tempos com meta-humanos, assume uma postura que não é condizente com sua inteligência e experiência! Ter medo é uma coisa. Se comportar como se nunca tivesse visto aquilo acontecer e negar qualquer tipo de ação de controle (novamente: ela é uma cientista brilhante!) é tão patético e tão sem sentido que nem as pessoas que realmente gostam da série estão suportando mais.

No caso de Julian, eu até entendo o papel dele no programa, de babaca útil, então no fim das contas acaba sendo relativamente aceitável, embora essa sua participação seja um desnecessário acúmulo para a série. Ou dão uma real função para o personagem ou ele vai começar a estragar o núcleo do STAR Labs. Como se a série precisasse de mais coisas nela para ser estragada.

O diretor Rob Hardy tentou emular a delicadeza familiar de Harry Jierjian no episódio anterior, mas com um roteiro desses, não há muita coisa para ser feita. Tudo bem que cenas como aquela do café são terrivelmente mal dirigidas — vocês prestaram atenção nos enquadramentos para cada personagem da mesa e nos cortes entre um take e outro? O que foi aquilo? –, mas o episódio não é de todo mal guiado. O peso maior, do lado negativo, está, como sempre, no roteiro.

Como se não bastasse o desvio, Jesse aparece pedindo socorro porque Grodd está na área e parece ter sequestrado o outro Wells. Isso é mais uma indicação da linha de Flashpoint, não é? Conseguem imaginar aonde vai dar?
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THE FLASH — ERA LUÍSICA

(fevereiro de 2016 — fevereiro de 2017)

Gente bonita, venho aqui anunciar a minha saída (GLÓRIAS E ALELUIAS!!!) das análises semanais de The Flash. Por incrível que pareça, não foi algo premeditado, mas vejam que curioso: eu comecei a escrever sobre a série, após a Era Melíssica e após um breve momento de Ritter Fan nos textos, no episódio 2X12 e termino minha Era no episódio 3X12. A partir do próximo capítulo, Attack on Gorilla City, que só será exibido no dia 21 de Fevereiro lá na Trumpland, as críticas de The Flash terão um novo redator, o Gilberto, que também é recém-chegado ao time Plano Crítico.

A única coisa positiva desse período em que escrevi semanalmente sobre os episódios da série foram as conversas que tive com vocês nos comentários; as risadas pelos haters que me chamaram de “crítico de merda” por ver a série de forma pouco elogiosa; e as muitas teorias, reclamações, hipóteses levantadas e análises e mais análises sobre o como The Flash PODERIA ser muito boa, mas… não é.

Não sei qual a opinião do meu sucessor sobre a série, mas vai ser divertido acompanhar, de longe, essa nova visão sobre o show. Evidente que atormentarei o Gilberto nos comentários (especialmente se ele começar a dar 4 estrelas para os episódios hahahahaha), então essa despedida é apenas da escrita mesmo. Eu pretendo terminar de assistir a esta temporada e claro, vou aparecer para comentar sobre os rumos do programa. Nos vemos em outros textos e na sessão de comentários! Valeu pela companhia, pessoal!

The Flash – 3X12: Untouchable (Estados Unidos, 7 de fevereiro de 2017)
Direção: Rob Hardy
Roteiro: Brooke Roberts, Judalina Neira
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Tom Cavanagh, Jesse L. Martin, Tom Felton,Violett Beane, Danielle Nicolet, Matthew Kevin Anderson, Alex Désert, Riley Jade, Caitlin Stryker, Damien Revins
Duração: 42 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.