Crítica | The Flash – 4X05: Girls Night Out

– Há spoilers. Leiam as críticas dos demais episódios de The Flash, aqui.

Depois de dois episódios desastrosos, criou-se a esperança de que veríamos uma leve melhora em The Flash, afinal, para ficar pior do que já estava seria necessário belo esforço dos showrunners. Triste, portanto, constatar que Girls Night Out nos surpreendeu negativamente, com uma trama muito próximo de filler, que, de quebra, trouxe alguns momentos de verdadeira “vergonha alheia”, provando que o seriado precisa amadurecer muito para chegar em um nível minimamente bom.

Com o casamento de Barry e Iris se aproximando, despedidas de solteiro são preparadas para cada um dos noivos – Barry passa uma noite com os rapazes do Team Flash, enquanto Iris sai com as mulheres. No meio da morna comemoração do protagonista, Dibny decide levar os meninos para um strip baronde Allen bebe uma bebida especial feita por Cisco. Do outro lado, o passado de Caitlin volta para assombrá-la, fazendo com que Killer Frost retorne para confrontar Amunet.

De imediato, mesmo acreditando que veríamos um grande filler, confesso que depositei esperanças em Girls Night Out, afinal, um capítulo mais de “distração”, que não se leva tanto a sério, poderia entregar um resultado melhor do que o excesso de elementos sem sentido vistos nos episódios anteriores. De fato, o tom se manteve nessa linha até o desastroso conflito no restaurante, que serviu apenas para deixar bem evidente o péssimo CGI da série, sem falar em escolhas de design, no mínimo, duvidosas (poderiam ter pensado em algo melhor do que um homem com espécie de serpente bizarra no olho, preferencialmente algo que não requisitasse o uso de computação gráfica).

O que vimos nesse trecho inicial, porém, foi só a ponta do iceberg, visto que a retratação de Amunet, vivida pela eterna Starbuck, Katee Sackhoff, é o suficiente para nos obrigar a desligar a televisão. Com atuação exageradamente dramática e uso nada menos que ridículo de poderes, a vilã, em momento algum, passa qualquer sensação de urgência, entregando-nos os já citados momentos de vergonha alheia enquanto ela, lentamente, puxa os objetos de metal para sua mão, enquanto os outros simplesmente esperam ela se armar – isso sem falar na necessidade da antagonista carregar um balde com tais itens. O que efetivamente salva algo do capítulo é que tivemos um pouco de construção de Caitlin, que pode demonstrar ser mais útil daqui para a frente.

Já do lado dos meninos, o humor inicial funciona, girando em torno, principalmente, das brincadeiras de Cisco e o jeito de Harry Wells (Cavanagh novamente provando ser uma das poucas coisas que se salvam nesse seriado). Conforme progredimos, porém, a comédia segue por uma via para lá de clichê, com direito a Barry de ressaca, como se tal piada já não houvesse sido realizada em mil outras obras por aí – algumas das quais com atores muito mais talentosos que o nada expressivo Grant Gustin. Em suma, tudo o que vimos desse lado foi que Joe está com medo de ter outro filho, principalmente em razão de sua idade – nada que já não soubéssemos anteriormente.

Girls Night Out, portanto, até começa bem, mas segue ladeira abaixo depois dos seus minutos iniciais, trazendo uma vilã “vergonha alheia” e outros momentos de humor preguiçoso e pouco inspirado. Insistindo na estrutura de vilão da semana, The Flash demonstra seu cansaço como série, necessitando de algo que renove sua narrativa. Por se tratar de uma série da CW, porém, dificilmente veremos uma melhoria, a menos que aprendam algumas lições com Legends of Tomorrow.

The Flash – 4X05: Girls Night Out — EUA, 7 de novembro de 2017
Direção:
Laura Belsey
Roteiro: Lauren Certo, Kristen Kim
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Carlos Valdes, Keiynan Lonsdale, Neil Sandilands, Jesse L. Martin, Patrick Sabongui, Kim Engelbrecht, Jessica Camacho, Tom Cavanagh, Katee Sackhoff
Duração: 43 min.

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.