Crítica | The Last Ship – 2ª Temporada

estrelas 4

Depois do final chocante da primeira temporada onde descobrimos que corpos humanos estavam sendo usados para gerar combustível achamos que a humanidade não poderia descer mais em tempos de crise. Estávamos enganados. Os tripulantes do USS Nathan James estavam prestes a enfrentar um inimigo muito pior: o poder da oratória.

O começo dessa temporada foi bem emocionante com os agentes da marinha colocando abaixo a ideia de Amy Granderson. De alguma forma as pessoas que tomam o poder nesses tempos decidem que o melhor a fazer para reconstruir uma humanidade já destruída e eliminar de vez os menos favorecidos, nesse caso, os infectados pelo vírus. O comandante Chandler junto com a resistência local conseguem tirar Granderson do poder e, de quebra, retomar o controle do navio. Mas, eles não tem tanto tempo para respirar pois outro inimigo está chegando sorrateiramente pelo oceano. Ramsey acredita que por ser imune ao vírus foi escolhido para liderar o novo mundo e vai conseguir rapidamente um exército para lutar ao seu lado. E essa luta será a pior de todas que a marinha americana poderia presenciar. Numa terra de ninguém, quem tem o poder da palavra se torna o rei.

Difícil acreditar do que as pessoas são capazes até serem postas em situações delicadas. A pergunta que pairou toda essa temporada foi: Será que a humanidade quer mesmo ser salva?

O que o comandante teve que enfrentar não foram apenas rebeldes ou russos procurando tomar a cura para si. Não. Foi algo muito pior. Eles viram seres humanos se acharem superiores simplesmente porque seus corpos eram imunes a doença e passaram a espalhar essa ideia como outro vírus e que rapidamente infectou muita gente. Em meio a uma pandemia as pessoas passaram a questionar as razões de terem sobrevivido e devido a fragilidade de muitas, Ramsey aproveitou-se para construir seus ideias em cima delas de forma megalomaníaca. Assim que começam as grandes seitas da humanidade, o poder da oratória de uma única pessoa consegue convencer centenas, milhares a realizar absurdos que, possivelmente, não o fariam se estivessem em outro tipo de situação.

A luta durante toda a temporada foi de intelecto. Mostrar quem tinha maior poder de estratégia e logística a ponto de encurralar o outro e apresentar a verdade absoluta. Porém, o comandante Chandler estava sempre a um passo atrás pois não tinha um aliado importante ao seu lado: a mídia. De algum jeito Ramsey conseguia divulgar vídeos detonando a marinha americana, o que dificultou bastante o trabalho deles. Além do mais, Ramsey também tinha ao seu lado a décima segunda pessoa na linha de sucessão a presidência americana. Logo, com armas tão poderosas e de um alcance enorme o jeito foi combater tornando todos imunes ao vírus e assim destruir de vez os planos de dominação de Ramsey e companheiros. Todavia, tal tarefa denotou tempo e atitudes radicais da Dra. Scott que ia contra os regulamentos da marinha.

Foi sem sombra de dúvidas uma temporada tensa e que exigiu muito de todos os tripulantes do Nathan James. A cada novo obstáculo tiveram que se adaptar e ganharam e perderam companheiros no processo. Porém, continua incrível a maneira como funcionam em conjunto e, ainda assim, diferentes cabeças pensantes.

The Last Ship foi confirmado para uma terceira temporada e fica a preocupação de qual será a missão dos tripulantes do navio e se será válida para continuar a altura de duas temporadas tão boas.

The Last Ship – 2ª Temporada (EUA – 2015)
Showrunner
: Hank Steinberg, Steve Kane
Roteiro: Hank Steinberg, Steve Kane, Mark Malone, Jill Blankenship, Jessica Butler, Nic Van Zeebroeck, Onalee Hunter Hughes, Nic Van Zeebroeck, Anne Cofell-Saunders
Direção: Jonathan Mostow, Jack Bender, Tim Matheson, Sergio Mimica-Gezzan, Paul Holahan, Nelson McCormick, Hank Steinberg, Peter Weller, Mario Van Peebles, Olatunde Osunsanmi, Greg Beeman
Elenco: Eric Dane, Rhona Mitra, Adam Baldwin, Charles Parnell, Travis Van Winkle, Marissa Neitling, Christina Elmore, John Pyper-Ferguson, Jocko Sims, Mark Moses, Maximiliano Hérnandez, Ness Bautista, Patrick Brennan, Michael Curran-Dorsano, Bren Foster, Nick Court, Brían F. O’Byrne, Bruce Nozick
Duração: 45 min. por episódio (13 episódios no total)

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.