Crítica | The Lost Stories 3X07: The Masters of Luxor

estrelas 3

Equipe: 1º Doutor, Susan, Ian e Barbara
Espaço-tempo: Uma das 700 Luas do planeta Luxor (Galáxia Primiddion), tempo indeterminado

Diferente dos arcos iniciais lançados pela Big Finish no início da 2ª Temporada de The Lost Stories, The Masters of Luxor, escrito por Anthony Coburn (autor de An Unearthly Child) realmente chegou na agulha para ser produzido. O roteiro recebeu aprovação para filmagem, mas acabou sendo substituído, ainda no início do processo de produção, pela marcante história de Terry Nation: The Daleks.

Tendo isso em mente, é importante sabermos que essa aventura foi escrita ainda no início da jornada de Doctor Who e é natural que contenha os seus cacoetes e manias de época. Mesmo com a ótima adaptação de Nigel Robinson feita em 2010 para a BF, é possível identificar todos os elementos natos da Série Clássica em seus primeiros episódios de vida, tanto do lado bom quanto do lado ruim.

A história começa com um problema na TARDIS, que tem sua energia drenada por uma força muito estranha. A nave pousa em uma das muitas Luas do planeta Luxor (Lua que o roteiro define como ‘dead planet’) e pelo scanner é possível ver uma construção cristalina em uma montanha logo abaixo. Como a constituição dessa Lua é unicamente de rochas e nenhum sinal de vida, a presença de uma construção desse porte chama a atenção de Susan e Ian.

O Doutor leva a TARDIS “como um helicóptero” para perto do edifício e então uma escotilha em forma de flor se abre e a nave é ‘sugada’ pela abertura. O que se segue é um misto de estranheza em relação ao local – inicialmente deserto -, a descoberta de vários modelos dos robôs nativos e algumas surpresas que vão colocar o Doutor e seus companions em uma posição realmente ameaçadora.

Roteiro publicado pela Titan Books em 1992.

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O que pesa nesse roteiro é o modo como as coisas passam a funcionar a partir do episódio nº5. A finalização da trama é bem menos interessante do que o seu início, mesmo contanto com a excelente interpretação de William Russell e Carole Ann Ford no papel dos protagonistas.

A própria produção da Big Finish segue o modelo de qualidade que lhe é típico, mas também acaba errando um pouco, especialmente na parte das musiquinhas que Susan e Barbara cantam para confundir e irritar o ‘Perfect One’. A sobreposição de vozes e a narração em continuidade nesses momentos acabam confundindo e irritando o ouvinte.

O encerramento da história com Lord Tabon, o grande criador dos monstros locais – há claras referências de Frankenstein nessa aventura – se redimindo, não me pareceu algo interessante e com certeza contribuiu para diminuir seu papel de vilão e mesmo a força da própria história.

Com citação de Karl Marx pelo Doutor e do conto de João e Maria por Ian; além de sementes do que no futuro seria o arco Os Selvagens e uma atmosfera dos livros de Isaac Asimov (o cientista no papel de Deus, a plena ciência como benefício e malefício para a vida), The Masters of Luxor se sagra uma aventura tão interessante quanto foi a dos robôs que a substituiu. Mas não uma aventura melhor.

Lista com os episódios do arco:

1. The Cannibal Flower
2. The Mockery of a Man
3. A Light on the Dead Planet
4. Tabon of Luxor
5. An Infinity of Surprises
6. The Flower Blooms

The Lost Stories (UK, nov, 2010)
Roteiro: Anthony Coburn (adaptado por Nigel Robinson)
Direção: Ken Bentley
Elenco: William Russell, Carole Ann Ford, Joseph Kloska
Duração: 6 episódios de 33 min.
Distribuidora: Big Finish Productions

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.