Crítica | The Monsters of Coal Hill School / Freeze

As duas histórias em quadrinhos que compõem este bloco de críticas foram lançadas na Doctor Who Annual 2015 (2014), o primeiro volume da revista estrelando o 12º Doutor. Ambas as histórias trazem o Time Lord ao lado de Clara Oswald e em ambos os casos temos uma interessante dinâmica de relacionamentos, algo muito parecido com a versão independente que a companion adotou em relação ao Doutor durante a 8ª Temporada.

Confira as críticas e não deixe de comentar!

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The Monsters of Coal Hill School

estrelas 3

dwannual2015

Equipe: 12º Doutor, Clara
Espaço: Planeta não nomeado (cópia da Terra)
Tempo: Indeterminado

A ação desta pequena história se passa logo após os acontecimentos de Listen e mostram o Doutor indo ao encontro de Clara em um velho e familiar local para ele, a Coal Hill School. O problema é que a escola não é exatamente o que parece e a receptividade feita ao Doutor não é nem de perto e nem de longe o que ele esperava.

Neste primeiro Anual do 12º Doutor, Moray Laing tenta seguir os passos do Time Lord na Terra e foca em sua amizade com Clara explorada no início dessa nova encarnação. Por ser professora da Coal Hill, a companion acaba por trazer o Doutor para perto do lugar, o que é uma desculpa imediata para interessantes aventuras na Terra ou com alguns terráqueos (além de Clara) ligados ao colégio como Danny, Courtney uma sala inteira de alunos em In the Forest of the Night.

Em The Monsters of Coal Hill School, esse ambiente familiar é explorado com criatividade. Trata-se de uma cópia da escola feita em outro planeta por uma espécie alienígena que queria aprender tudo sobre a Terra para depois dominá-la. Até esse ponto, a aventura funcionava bem, apesar de nada original. Com a arte de grandes proporções de John Ross, a leitura segue bem até o desfecho, quando há uma rápida resolução e o Doutor traz Clara e o professor Jeff Delobel (cópias ou verdadeiros?) de volta para a Terra. Depois de uma agitada e interessante aventura, esse final é de um anticlímax lamentável e desnecessário.

The Monsters of Coal Hill School (Doctor Who Annual 2015) — Reino Unido, 2014
Roteiro: Moray Laing
Arte: John Ross
Cores: James Offredi

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Freeze

estrelas 3,5

freeze

Equipe: 12º Doutor, Clara
Espaço: Eden 2 (um planeta virtual/armadilha nível 1)
Tempo: Indeterminado

Clara está exausta. No início dessa história ela acorda atrasada para o trabalho (“culpa” de suas constantes viagens com o Doutor) e pede ajuda para voltar um pouco no tempo. Ela precisa que o amigo a leve para o trabalho meia hora antes. O Doutor concorda, mas a viagem até a Coal Hill School não é direta, como era de se esperar…

O tom dessa história tem como base o mesmo motivo dramático de The Monsters of Coal Hill School e, exceto pela plena ligação de Clara com o trabalho, nos lembra os quadrinhos da Doctor Who Adventures em 2014. O roteiro de Jason Loborik nos traz os Vladlacks, uma espécie que costuma sair pelo Universo congelando planetas e habitando-os até sentirem-se entediados e procurarem uma outra casa para morar. Nesse processo, chegam a Eden 2 no mesmo momento em que o Doutor, algo que evidentemente é um tremendo azar para os vilões.

Diferente da história anterior, a resolução aqui é bem modulada e cabe melhor dentro da história. Também de forma antagônica, a arte de John Ross foca em desenhos de proporções menores e com um número bem maior de detalhes. O interessante em relação as cores dos quadros (ótimo trabalho de James Offredi) em Eden 2 é que eles possuem tonalidades diferentes ao longo da história e o artista usa isso em correspondência com o interior e exterior da TARDIS para nos causar certo impacto de localização, o que não passa despercebido pelo leitor.

Freeze (Doctor Who Annual 2015) — Reino Unido, 2014
Roteiro: Jason Loborik
Arte: John Ross
Cores: James Offredi

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.