Crítica | Thor 2: O Mundo Sombrio – Prelúdio

estrelas 1

Eu somente havia lido dois prelúdios de filmes em quadrinhos em minha vida antes do objeto da presente crítica. O de Homem de Ferro 3 e o de Círculo de Fogo. O primeiro é um lixo. O segundo é muito interessante. Estava empatado. O prelúdio de Thor 2 seria o tira-teima. E a vitória vai… para a mediocridade…

Talvez seja a Marvel, eu não sei, já que o prelúdio de Círculo de Fogo foi publicado pela própria Legendary, uma das produtoras do filme em seu primeiro esforço editorial. Mas a questão é que os dois prelúdios da Marvel são completamente desprovidos de qualquer utilidade. No caso do prelúdio de Homem de Ferro 3, sua única função foi a de nos mostrar o que aconteceu com o Máquina de Combate durante os eventos do filme Os Vingadores. Completamente desnecessário.

Só que o prelúdio de Thor 2 consegue ser ainda pior, pois ele repassa os eventos de Thor e de Os Vingadores quase que integralmente durante uma revista e meia, deixando só metade do segundo número e alguns quadros soltos antes disso para nos apresentar algo minimamente novo. E o que é novo? Bom, apenas aprendemos que, depois que Thor quebra a ponte Bifrost (aquela ponte multicolorida que permite a viagem entre mundos) no final do primeiro filme, os Nove Mundos ligados por Yggdrasil passam sufoco sem a proteção de Asgard (se quiserem saber mais sobre os Nove Mundos, Yggdrasil e tudo mais do universo de Thor, cliquem aqui) e começam a ser dominados por raças alienígenas. Em desespero, Odin manda Thor de volta à Terra valendo-se de magia negra de maneira que ele possa recuperar o Tesseract, mais conhecido como Cubo Cósmico. Ao final de Os Vingadores e também no prelúdio, vemos Thor levar tanto o Cubo quanto Loki para Asgard e aprendemos que ele usa a força do Tesseract para consertar a ponte. A ação acaba justamente no ponto em que ele e um exército asgardiano partem para salvar os mundos atacados.

Acontece que isso que contei, que poderia ter realmente resultado em uma história interessante, não é contado sem que tenhamos que reviver cada detalhe dos dois filmes anteriores, como se alguém que fosse ler o prelúdio não os tivesse antes visto e revisto. Marvel, anota aí: esses prelúdios são feitos para fãs e os fãs sabem dos detalhes e só querem preencher as lacunas lendo uma história interessante. Aprenda com a Legendary e o prelúdio de Círculo de Fogo!

Assim, o que a Marvel nos dá é um “cenas dos capítulos anteriores” e um micro teaser do que vem em Thor 2.  Não que eu esperasse ver Malekith (o vilão de Thor 2) no prelúdio. Aliás, preferia mesmo não vir para me manter longe de spoilers do filme. Apenas gostaria de ter lido algo bem escrito e com desenhos menos burocráticos. Aliás, na categoria arte, Scot Eaton e Lan Medina desapontam ao basicamente fazer traçados coloridos sem nenhuma vida e detalhe. Sua preocupação – talvez guiado pela Marvel – foi de apenas reproduzir, mesmo que vagamente, o estilo excessivamente limpo de Branagh no primeiro filme, sem acrescentar nada minimamente autoral ou que minimamente chamasse a atenção do leitor.

Completamente descartável, esse prelúdio é uma perda de tempo que não acrescenta nada de útil ao Universo Cinemático Marvel.

Thor 2: O Mundo Sombrio – Prelúdio (Marvel’s Thor: The Dark World Prelude, 2013)
Roteiro: Christos Gage, Craig Kyle, Lan Medina
Arte: Scot Eaton, Lan Medina
Lançamento oficial: EUA, junho e julho de 2013
Lançamento no Brasil: não lançado
Editora: Marvel Comics
Páginas: 116

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.