Crítica | Titãs e Justiça Jovem – Dia de Formatura

estrelas 2,5

SPOILER ALERT! – Todo o texto está baseado em informações precisas (e em grande quantidade) sobre os acontecimentos dessa minissérie. Se você não a leu, não recomendamos que siga a leitura desse texto.

Essa minissérie de três edições publicada em 2003, finalizou a então atual formação dos Titãs e Justiça Jovem, além de dar o pontapé inicial para a formação dos “novos grupos” daí derivados. A história é lembrada por trazer a morte de duas personagens, a primeira, Lilith Clay (Sina/Omen), que tem o pescoço esmagado pelo clone ativado do Superman. A segunda e mais famosa foi Donna Troy, também morta pelo mesmo clone, mas de maneira mais emotiva e melhor lembrada no roteiro.

Morte de Donna Troy

Eu até entendo a motivação cronológica/de ligação para a história (um impulso para o fim dos Titãs e da Justiça Jovem, antes da editora seguir na criação dos Novos Titãs, em sua Terceira Era), mas que pelo menos a história tivesse miolos e que não fosse apenas uma puxada sentimental que iria deixar alguns heróis feridos demais para continuar trabalhando em equipe – leia-se Asa Noturna – e então o fim do grupo fosse decretado.

Olhando friamente, a história é um acúmulo de coisas com pouca lógica. Judd Winick começa a história com uma corporação chamada Optitron convidando tanto os Titãs quanto a Justiça Jovem para aceitarem um financiamento ilimitado e melhorarem seus equipamentos. Asa Noturna desconfiado como sempre, se põe contra a bondade da empresa, no que bate de frente com alguns amigos.

As coisas começam a ficar estranhas quando um ser cibernético de nome Indigo (Brainiac 8) aparece em diferentes lugares dos Estados Unidos procurando por uma atualização. Cyborg é atacado fora do prédio da Optitron, o que põe todos em estado de atenção. Em resumo, tanto os membros da Justiça Jovem quanto os Titãs são atacados e recebem cuidados médicos, até que Indigo chega ao laboratório da S.T.A.R. (Science and Technology Advanced Research), e ativa um perigoso robô do Superman, abandonado tempos atrás por ter apresentado inúmeros defeitos, mas guardado para pesquisa no laboratório.

Morte de Lilith Clay (Sina/Omen).

A ligação entre as histórias parece orgânica, mas falha muito na construção de uma verdadeira linha de ação e trai a psicologia das personagens, tendo apenas um ou outro herói agindo como sempre agiu em situações de crise. Além disso, Judd Winick não se dá o luxo de fechar o ciclo, deixando inúmeras pontas soltas, como se essa abertura fosse interessante para o leitor. Mas não. A opção do escritor não sugere nada, apenas interrompe ações ou não as desenvolve, de modo que nem um tempo em elipse é possível admitir a partir de determinadas sequências, uma vez que não a entendemos completamente.

O final tortuoso traz como ponto positivo a emoção dos heróis e nada mais. A morte de personagens carismáticas é realmente tocante, mas infelizmente essas mortes não foram acompanhadas de uma boa ação em Dia de Formatura. A minissérie serve apenas como curiosidade, mas está longe de garantir um bom divertimento a quem se aventurar por suas páginas.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.