Crítica | Três Pequenos Pontos

A Revolução é o motor da história. A Guerra também. Desde o início da caminhada de nossa espécie nesse planeta, a guerra tem sido a palavra de ordem, o caminho da sobrevivência: guerra contra animais ferozes, contra a fome, o frio, a sede, os da tribo desconhecida… Com o tempo, a guerra passou a ser o meio pelo qual os Estados conquistavam territórios, dominavam povos, implantavam suas vontades em terras alheias e se tornavam poderosos, temidos. Infelizmente, essa mentalidade persiste até hoje.

Um curta metragem francês, mais uma pérola da Escola de Gobelins, dirigida pelos alunos da graduação Lucretia Andreae, Alice Dieudonné, Tracy Nowocien, Florian Parrot, Ornella Prioul e Remy Schaepman, traz para a animação todo o pessimismo de uma alma atormentada pelas lembranças da guerra.

Três Pequenos Pontos (2010) é a história de uma costureira saudosa de seu marido que luta na guerra. Quando o conflito termina e ele retorna para casa, o ânimo que a mulher sente é indescritível. Ela age como uma pessoa engajada nos programas de reconstrução do país, fazendo muito com o “pouco” que sabe fazer: costurar. Mas, ao passo que ela não cabe em si de felicidade, seu marido começa a definhar, cada vez mais pessimista em relação ao seu país em reconstrução. Poesia e metáfora da realidade se encontram de uma maneira inimaginável. Com uma impecável trilha sonora, assistimos a duas visões de mundo; uma que pode reconstruí-lo e outra que pode terminar de arruiná-lo.

Sabemos que viver em sociedade é lidar com as fraquezas e fortalezas internas dos que nos rodeiam. E disso é feita a realidade. No entanto, apenas um modo de vista parece tomar conta do nosso mundo, a despeito das muitas visões sobre ela. O final totalmente pessimista desse filme é perfeito para essa posição que foi trabalhada durante seus quatro minutos: a gente pode conviver com o mal e o pessimismo. Mas eles podem nos consumir.

Três Pequenos Pontos (Trois Petits Points, França, 2010)
Direção: Lucretia Andreae, Alice Dieudonné, Tracy Nowocien, Florian Parrot, Ornella Prioul e Remy Schaepman
Roteiro: Lucretia Andreae, Alice Dieudonné, Tracy Nowocien, Florian Parrot, Ornella Prioul e Remy Schaepman
Duração: 4min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.