Crítica | Ultimate Marvel vs. Capcom 3

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estrelas 4

A parceria entre Marvel e Capcom, vigente desde 1994 com X-Men: Children of The Atom, já nos trouxe seis games, incluindo a franquia Marvel vs. Capcom, que teve início em 1998. Em 2011, após uma pausa de uma década desde MvC 2, a franquia foi ressuscitada através de Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds, que no mesmo ano recebeu sua versão Ultimate. As diferenças entre os dois são limitadas, se resumindo a alterações em algumas mecânicas visando um maior equilíbrio e novos personagens, que irei listar posteriormente. Em outras palavras, nada mais que uma jogada de marketing da Capcom para lucrar ainda mais com seu lançamento. A presente crítica leva em conta a segunda, e mais recente, versão.

Se você está em busca de história, então certamente este jogo não é para você. Ultimate MvC 3 é um arcade por excelência, girando não só sua mecânica como próprios menus ao redor do gênero. Ainda assim, aqui vai o fiapo de trama que o game envolve: Galactus está a caminho da Terra e cabe aos heróis da Marvel e da Capcom se juntarem para impedir a destruição do planeta. É simples assim e, sejamos francos, não é preciso algo mais intrincado em um game de luta. Através dessa premissa, portanto, nos são colocados 48 personagens a disposição, além de dois disponíveis por DLC. Sim, estamos falando de uma redução em relação à entrada anterior da franquia, considerando que podíamos escolher entre 52 anteriormente.

A diminuição no número, contudo, é acompanhada de uma evidente melhoria na qualidade, ao passo que cada um desses conta com uma mecânica praticamente única. Jogar com Magneto é uma experiência totalmente diferente de utilizar Amaterasu, por exemplo. Cabe ao jogador decidir quais melhor se integram a seu estilo, compondo, assim, sua equipe de três personagens que vão a luta em cada partida. Digo isso, mas Ultimate MvC é um game completamente acessível para todos, dispondo, inclusive, de um modo de jogabilidade simples, que limita os comandos para poucos botões e facilita o encadeamento de golpes (vulgo combos). Recomendo, porém, se manter ao modo normal, já que este, após algumas horas de jogo, é facilmente dominado, tornando qualquer um capaz de adentrar as dificuldades mais elevadas do jogo.

Onde mais você veria Nova vs Phoenix Wright?

Onde mais você veria Nova vs Phoenix Wright?

Dito isso, ainda estamos falando de um produto feito para fãs do gênero, oferecendo pouco em termos de desbloqueios. Desde o início temos todos os personagens liberados, o que pode tirar nossa motivação para adentrar o modo arcade. Sabendo disso, a Capcom dispõe para cada personagem que derrotar Galactus (não basta ele simplesmente estar em sua equipe de 3) uma cinemática final, que nos é apresentada através de páginas de histórias em quadrinho. Além disso, contamso com diferentes modos e destaco aqui o divertido Heralds of Galactus, que envolve uma coleção de cartas que garantem certos bônus a cada luta dentro do modo. Estas são coletadas a cada vitória e podem ser escolhidas pelo jogador. É uma dinâmica diferente do restante da obra, garantindo ainda mais horas de jogo para cada um.

Não poderia deixar de falar, é claro, dos gráficos de Ultimate MvC. Entram aqui meus elogios para o design do game, que mantém todo o clima das páginas da Marvel através de seu visual cel-shading e detalhes nos menus que aproximam muito a experiência dos quadros da editora. Para acompanhar ainda temos uma trilha sonora que envolve músicas dedicadas a cada um de seus personagens, que se destacam especialmente no lado da Capcom, que utiliza melodias de seus games, que vão de Devil May Cry a Phoenix Wright.

Esse mesmo cuidado está fortemente presente nos diálogos antes de cada batalha, que basicamente consistem em um lado tirando sarro do outro. Mais interessante ainda, tais falas se alteram dependendo não só de quais personagens se enfrentam, como de quais utilizamos para formar nossa equipe. Se colocarmos, por exemplo, Homem de Ferro, Capitão América e Thor juntos, ouviremos um deles dizer Avengers Assemble! São tais detalhes que possibilitam um gosto ainda maior pela obra e demonstram que, apesar de contarmos com menos personagens que a entrada anterior na franquia, estamos diante de um produto cautelosamente produzido.

No fim, somos cativados pelo game, que tem a capacidade de agradar tanto aos leitores assíduos dos quadrinhos quanto um apreciador de jogos do gênero. Estamos diante de uma produção com jogabilidade equilibrada, ótimos gráficos e design, mergulhando-nos nas páginas da Marvel e encontrando algo a mais: a Capcom. Depois de 17 anos a parceria entre a editora e a desenvolvedora se demonstra sólida, com um grande potencial para agradar a qualquer um.

Encerro aqui a crítica, trazendo, como prometido, uma relação de todos os personagens presentes no game.

Personagens da Marvel

Doctor Strange
Ghost Rider
Hawkeye
Iron Fist
Nova
Rocket Raccoon
Captain America
Deadpool
Doctor Doom
Dormammu
Hulk
Iron Man
Magneto
M.O.D.O.K.
Phoenix
Sentinel
She-Hulk
Shuma-Gorath (DLC)
Spider-Man
Storm
Super-Skrull
Taskmaster
Thor
Wolverine
X-23

Personagens da Capcom

Firebrand
Frank West
Nemesis T-Type
Phoenix Wright
Strider Hiryu
Vergil
Akuma
Albert Wesker
Amaterasu
Arthur
Chris Redfield
Chun-Li
Crimson Viper
Dante
Felicia
Hsien-Ko
Jill Valentine (DLC)
Mike Haggar
Morrigan Aensland
Nathan Spencer
Ryu
Trish
Tron Bonne
Viewtiful Joe
Zero

Ultimate Marvel vs. Capcom 3
Desenvolvedora:
Capcom
Lançamento:
15 de Novembro de 2011
Gênero:
Luta
Disponível para:
Ps3, Xbox 360, Ps Vita

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.