Crítica | Ultimate Spider-Man – eps. 2X18 e 3X13 (aparições dos Guardiões da Galáxia)

Ultimate Spider-Man é a mais recente série do aracnídeo amigão da vizinhança, que retrata Peter Parker como um adolescente irritante que não para de falar e de contar piadas, depois que ele é recrutado por Nick Fury para ser o mais novo agente da S.H.I.E.L.D.  juntamente com Nova (versão Sam Alexander), Tigresa Branca, Punho de Ferro e Luke Cage. E todos em suas respectivas versões adolescentes também.

Mas essa foi a segunda temporada de série de TV animada a ter os Guardiões da Galáxia em papel de destaque, a primeira sendo a sensacional Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra, em apenas um episódio. Foram dois episódios independentes, ambos centrados em Nova com o primeiro indo ao ar como parte da segunda temporada e outro como parte da terceira, mas sendo televisionado fora de ordem, como parte do hype para o filmes dos Guardiões.

Vamos às críticas:

ep. 2X18: Guardiões da Galáxia
direção: Tim Maltby
roteiro: Brian Michael Bendis
lançamento: 28 de julho de 2013

estrelas 2

guardians spider-man 2

Peter e Sam jogam videogame na casa da Tia May quando são interrompidos por barulhos no quintal. Lá chegando, deparam-se com Rocket Raccoon, que vem para recrutar Sam, como Nova, para ajudar os Guardiões da Galáxia. A ameaça é Korvac comandando os Chitauri e os Guardiões precisam do poder de Nova para resolver o assunto, mas o Homem-Aranha, claro, se mete na história, teletransportando-se para o espaço sideral e encontrando-se com o Senhor das Estrelas, Gamora, Drax e Groot).

O episódio mantém o tom decididamente mais infantil da série. Quase não há história, apenas uma ameaça genérica seguida de muitas lutas, muitos tiroteios e, claro, a vitória dos heróis. Em termos de mitologia dos Guardiões, a formação básica da segunda versão da equipe é mantida, Korvac é usado em sua forma original, como um ser biológico preso à uma cadeira mecânica, exatamente como apareceu em Thor Anual #6, de 1977 e Groot aparece como uma pequena planta em um vaso, gerando as melhores sequências do episódio.

No entanto, Korvac é despido de personalidade ou de importância aqui. Ele é apenas mais um vilão genérico, que estabelece uma ameaça genérica, sem nenhuma tentativa de se criar urgência ou perigo. Apesar dos heróis serem bem retratados, a história carece de qualquer relevância tanto dentro da série, como algo independente. Há uma clara subutilização dos personagens, demonstrando que Bendis não soube dividir bem o curto tempo do episódio entre tanta gente.

ep. 3X13: O Retorno dos Guardiões da Galáxia
direção: Roy Burdine
roteiro: Brian Michael Bendis
lançamento: 06 de julho de 2014

estrelas 3

guardians spider-man 3

Com a ação do episódio 2X18 focada no espaço, Bendis resolveu trazer a narrativa do segundo episódio estrelando os Guardiões da Galáxia para a Terra. Mas o vilão continua sendo espacial e intimamente ligado com Sam Alexander, o Nova. Trata-se de Titus, um alienígena em forma de um tigre branco humanoide, com braço e olho cibernéticos, que já fez parte da Tropa Nova e deseja o capacete de Nova para destravar completamente os poderes latentes que Sam nem sabe que existem.

E quem vem junto com Titus, como bucha de canhão? Ora, claro, os Chitauri novamente, pois, aparentemente, a Marvel só tem essa raça alienígena para usar, desde que ela figurou em Os Vingadores. Mas o porte e as ações de Titus divertem e criam uma ameaça suficientemente grande e interessante para justificar a reunião dos Guardiões da Galáxia com Nova e com o Aranha. Mas é claro que, assim como no outro episódio, a ação é básica: os heróis se reúnem e saem na pancadaria com os vilões até o final do episódio. Nada de muito elaborado ou particularmente interessante além dos próprios Guardiões e de Titus.

No entanto, de alguma forma, as piadas do Aranha e de Rocket funcionam melhor aqui, com um Bendis mais inspirado nos diálogos e alfinetadas e até mesmo introduzindo na história algo que não sei se continuará a ser utilizado: o capacete preto de Nova, indicativo da força black ops em que seu pai, da Tropa Nova, atuava. Como o tom de toda a série é mais leve, duvido que isso seja explorado da melhor maneira.

Em termos da animação em si, os dois episódios apresentam todos os personagens com traços levemente caricatos e com rostos de aparência muito jovem, mesmo Nick Fury e o Senhor das Estrelas que, aliás, usa um capacete que nos remete à sua versão original. Há muita computação gráfica que ajuda nas sequências de ação, mas que, ao mesmo tempo, dá um ar de obra menos bem acabada e mais apressada, mas nada que deponha contra o resultado final.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.