Crítica | Um Retrato de Woody Allen

estrelas 4

Após a conturbada e polêmica batalha nos tribunais entre Mia Farrow e Woody Allen, o diretor novaiorquino partiu para a Europa com sua banda de jazz, para uma turnê de 23 dias pelo continente, com apresentações em diversas cidades e capitais. No mesmo, ano, seria lançado o seu musical, Todos Dizem Eu Te Amo (1996), talvez um reflexo desse período musical que passou com amigos e a família no Velho Continente.

A turnê de Allen foi acompanhada pela diretora Barbara Kopple, documentarista de ponta, que tinha como tarefa, acompanhar os passos do diretor no decorrer dos dias, nos ensaios, apresentações e locais de hospedagem. Aparentemente, ela iria dirigir um documentário de estrada num contexto jazzístico. Mas Wild Man Blues tornou-se algo além do esperado, um filme sobre a personalidade de Allen, sua convivência com a esposa Soo-Yi e a irmã Letty Aronson, que o acompanhavam na viagem. Desde os primeiros minutos, percebemos o incômodo de Allen ao sair de sua cidade natal, e as discussões de como seriam os shows, que músicas tocar, se deveria falar ou não com a plateia, etc.

Além das próprias apresentações ao vivo, filmadas do palco e com ótima captação de som, precebemos que Woody Allen é também um bom músico – diferente dos vídeos pouco inspirados que encontramos no Youtube. Particularmente não gosto da maioria desses vídeos de suas apresentações em Nova York, mas gosto dele tocando em todas as músicas dessa turnê. A banda também é de enorme talento e o repertório é uma uma maravilhosa viagem à Nova Orleans e seu estilo musical fascinante. No retorno à Nova York, acompanhamos um almoço entre Allen e seus pais, e a difícil relação entre eles, embora todos já fossem de idades respeitáveis (Woody Allen tinha 60 anos; seu pai tinha 96, e sua mãe 90). Com uma montagem maravilhosa e uma precisa direção, Wild Man Blues, além de um bom divertimento, é mais uma boa oportunidade para os fãs de Woody Allen conhecê-lo de perto, e musicalmente falando.

Um Retrato de Woody Allen (Wild Man Blues, EUA, 1998)
Direção: Barbara Kopple
Elenco: Woody Allen, Soon-Yi Previn, Letty Aronson, Dan Barret, Simon Wettenhall, John Gill, Greg Cohen, Cynthia Sayer, Eddy Davis, Nettie Köningsber, Martin Köningsberg
Duração: 105 min.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.