Crítica | Velozes e Furiosos 4

estrelas 3,5

Obs: Leiam, aqui, as críticas de todos os filmes da franquia.

E voltamos a velha equipe, com adições novas e um gostinho de que nada mudou. Bem, a confiança não é mais a mesma, mas isso tem como consertar.

Pouco mais de cinco anos se passaram e Brian O’Conner (Paul Walker) foi instaurado novamente no FBI, porém, suas atitudes não condizem com as dos demais colegas de corporação causando alguns conflitos internos. Bem, bem longe dali Toretto (Vin Diesel), Letty (Michelle Rodriguez) e outros associados continuam realizando seus roubos para conseguir sobreviver, já que são todos procurados pelos federais. Receoso que Letty sofra as consequências por sua causa, Dom a deixa para trás e parte para outro destino, mas uma ligação semanas depois avisando do assassinato dela lhe faz voltar para casa e encarar de vez seus fantasmas. Incluindo lidar com a traição de Brian e uma possível nova aliança para derrotarem um inimigo em comum.

Velozes e Furiosos 4 é sobre o estreitamento dos laços entre Brian e Dom que ficou aberto lá no primeiro filme e não teve continuação desde então. Apesar de gostar muito da sua profissão, aparentemente, Brian não concorda com a burocracia e muito menos com a rigidez das leis, por mais que ele seja um agente e tenha assinado um termo de compromisso em defender o país. Quando são seus amigos que estão envolvidos, deixa de lado o emprego e vai em defesa deles, pois, por mais que sejam criminosos, foi ali que encontrou uma família, um lugar ao qual possa pertencer de verdade. E é por eles que acaba jogando tudo para o alto, como vemos no final e decide abraçar de vez a vida de fugitivo.

O roteiro que foi escrito por Chris Morgan e que também assinou Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é mais objetivo e enxuto. Algumas pontas começaram a ser amarradas como a presença de Han e o fato dele comentar que vai voltar para Tóquio, por exemplo. Como também a menção de Letty ao Rio de Janeiro, apontando o próximo filme da franquia. A sensação familiar é outro ponto muito presente no longa e se deve a intimidade de todo elenco, mesmo que tenha se passado bastante tempo desde o primeiro Velozes e Furiosos. O fato deles estarem tão confortáveis em papéis que não reprisavam a tempos dá ainda mais credibilidade ao filme. E é nessa entrega a papéis tão simples que faz com que a franquia, até o presente momento, seja tão prazerosa de assistir mesmo com tantos altos e baixos e deslizes.

Outro ponto positivo, que aumentou do último filme para cá foram os efeitos visuais. Houve mais empenho da equipe de fotografia, principalmente na cena de corrida dentro do túnel que foi melhor finalizada, não deixando espaços para que o espectador descobrisse lacunas que denunciasse a computação gráfica como das outras vezes.

E a trilha sonora, que se torna uma marca registrada da franquia, aqui é praticamente inexistente, sem músicas marcantes.

Velozes e Furiosos 4 (Fast & Furious – EUA/Japão 2009)
Direção: Justin Lin
Roteiro: Chris Morgan
Elenco: Paul Walker, Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodrigues, John Ortiz, Laz Alonso, Gal Gadot, Jack Conley, Shea Whigham, Liza Lapira, Sung Kang, Tego Calderon, Don Omar, Mirtha Michelle, Greg Clipes
Duração: 107 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.