Crítica | Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio

estrelas 2,5

Obs: Leiam, aqui, as críticas de todos os filmes da franquia.

Se o elenco já havia mudado parcialmente em + Velozes + Furiosos, dessa vez, foi trocado por completo, incluindo até a locação, passando a corrida para o outro lado do mundo.

O protagonista dessa vez é Sean Bowell um adolescente complicado e que possui uma ficha policial extensa para alguém da sua idade. Depois que se envolve em mais uma confusão, sua mãe não vê outra saída a não ser mandá-lo para morar com o pai em Tóquio, alguém com quem nenhum dos dois mantém contato faz tempo. Sean se torna não apenas um estranho na casa do pai, como também nessa cidade de costumes totalmente diferente dos seus. Porém, nem tudo é tão diferente assim, ainda existem as corridas e os carros tunados. Ou pelo menos é isso o que o rapaz pensa. Sendo um imã para problemas acaba comprando briga com D.K. que possui ligações com a Yakuza, famosa máfia japonesa. Mas, para sua sorte, cai nas graças de Han e com a ajuda do rapaz que é sócio de D.K. vai aprender a fazer o drift, manobra importante para vencer qualquer corrida na cidade. Entretanto, sua amizade com Neela atrai a atenção indesejada de D.K. provocando assim grandes problemas com trágicas consequências para ambos os lados.

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio segue a linha da famosa jornada do herói. Sean é o mocinho da história, que tem um fiel escudeiro o Twinkie, um interesse amoroso a Neela, um inimigo e claro, o mestre que irá lhe transmitir conhecimento e que por ventura, pode vir a morrer ou não. No final, o herói vai aprender com seus erros e derrotar o inimigo garantindo sua honra e a garota. Um roteiro simples, e nem por isso, menos divertido. Na verdade, consegue ser melhor do que + Velozes + Furiosos e boa parte disso deve-se ao local inusitado escolhido para gravar o longa.

O que resultou numa espécie de “elitizada” nos rachas e também nos seus concorrentes. Talvez por se passar em Tóquio e a cidade possuir essa atmosfera mais glamourizada e tecnológica tenha sido necessário. Ao menos, foi uma escolha acertada do diretor Justin Lin que influenciou, de certa forma, os outros filmes da franquia. A trilha sonora é um show a parte e provavelmente uma das melhores dentre os seis filmes lançados. Por causa dela que a imersão nesse novo mundo com Sean fica muito mais fácil.

Como acharam que a franquia encerrava aqui, já que apenas Paul Walker que era do elenco original topou voltar para o segundo e nem deu as caras nesse, decidiram inserir uma participação especial de Toretto (Vin Diesel) no final por questões meramente saudosistas. No entanto, quando anunciaram um quarto filme três anos depois e que para a surpresa de todos, continha o ator que interpretava o Han, criou-se a teoria de que este filme não é o terceiro, mas sim o de número seis e que levou Dominic até o Japão para vingar a morte de Han e conhecer o novo inimigo interpretado por Jason Statham que irá figurar no sétimo filme ainda a lançar. Bem louco não é? Pelo menos eles conseguiram amarrar todos os filmes, ainda que de um jeito torto. Deveriam ter pedido algumas dicas para o Kevin Feige.

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (Fast and Furious: Tokyo Drift – EUA/Japão  2006)
Direção: Justin Lin
Roteiro: Chris Morgan
Elenco: Lucas Black, Zachery Ty Bryan, Nikki Griffin, Vincent Laresca, Lynda Boyd, Brian Goodman, Nathalie Kelley, Rie Shibata, Shad Moss, Leonardo Ham, Jason Tobin, Keiko Kitagawa, Brian Tee, Sung Kang, Koji Kataoka, Shin’ichi Chiba
Duração: 104 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.