Crítica | Velozes e Furiosos

estrelas 3,5

Obs: Leiam, aqui, as críticas de todos os filmes da franquia.

Na época do auge dos filmes de ação, lá no começo do novo milênio, a Universal Pictures apostou em uma franquia que, a princípio, ninguém pensou que faria tanto sucesso. Tratava-se dos filmes de Velozes e Furiosos.

Brian (Paul Walker) é um jovem com hábitos regulares. Todo dia ele para no mesmo mercado para comer um sanduíche de atum. Mais pelo local do que pela própria refeição. Mia, a atendente, não entende o porquê dele sempre voltar e muito menos Vince (Matt Schulze) que nutre um interesse pela moça. Os dois acabam se envolvendo em uma briga que é apartada por Dominic (Vin Diesel), irmão de Mia (Jordana Brewster) e dono do mercado que pede a Brian que não volte mais. Porém, o rapaz é determinado e decide cair nas graças de Dominic ao aparecer em um racha e apostar o próprio carro. Ele acaba perdendo, mas, quando a polícia decide aparecer no racha e todos começam a correr, salva Dominic e ganha o respeito e espaço que estava procurando.

Poderia muito bem ser o plot de mais uma comédia romântica se Brian não fosse um policial disfarçado que tem como missão se infiltrar na equipe e na vida de Dominic Toretto e assim descobrir quem são os responsáveis pelos roubos a caminhões que tem ocorrido na cidade. Tendo em vista que Dom é bastante conhecido por todos os corredores e pode muito bem ter as informações que Brian necessita. Tudo isso acontece em meio a carros turbinados e tunados, cenas eletrizantes de perseguição e muita adrenalina. O espaço para romance é bem pequeno.

No entanto, o que deveria ser mais um trabalho, toma outro rumo quando futuro detetive se apega mais do que deveria aos membros da equipe e principalmente a Mia, podendo assim colocar seu disfarce e toda a operação em risco.

A atmosfera de Velozes e Furiosos, criada pelo diretor Rob Cohen, é extremamente acolhedora e ainda que pareça distante e surreal da nossa realidade, acaba sendo bem aceita. Os personagens são divertidos e mesmo que os atores (Paul Walker e Vin Diesel, como Brian e Dom, respectivamente) não apresentem nenhuma atuação digna de prêmios (a não ser os da MTV) funcionam dentro daquilo proposto pelo longa, que é puramente voltado para entreter o público.

A aliança que se forma entre Brian e Dom é algo sincero e que, se pararmos para analisar melhor, faz todo sentido, pois o rapaz é tão aficionado por carros quanto aquele que deve espionar, sendo mais fácil criar um vínculo natural de amizade que a princípio nem deveria existir. Outro ponto também é que, de toda força policial montada para o caso, ele é o mais jovem e isso acaba forçando-o indiretamente a se posicionar ao lado de Dom. Tanto que duelou bastante até precisar encarar o fato de que não eram os latinos ou os asiáticos que roubavam a carga, mas sim, o próprio objeto de admiração e sua equipe.

Outro personagem bem importante e que, sem ele, certamente o filme perderia muito, é a trilha sonora composta de muito hip hop americano e latino, batidas enervantes de rock e artistas desconhecidos até então, como Pitbull e Pharrell que ainda fazia parte dos The Neptunes.

Velozes e Furiosos é um ótimo começo de uma franquia descompromissada e um divertimento leve que merece ser conferido.

Velozes e Furiosos (The Fast and The Furious – EUA  2001)
Direção: Rob Cohen
Roteiro: Ken Li, Gary Scott Thompson, David Ayer, Erik Bergquist
Elenco: Paul Walker, Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Rick Yune, Chad Lindberg, Johnny Strong, Matt Schulze, Ted Levine, Ja Rule, Vyto Ruginis, Thom Barry, Stanton Rutledge, Noel Gugliemi, R.J. de Vera
Duração: 106 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.