Crítica | + Velozes + Furiosos

estrelas 1,5

Obs: Leiam, aqui, as críticas de todos os filmes da franquia.

Se em Velozes e Furiosos Brian O’Connor estava com tudo e quase conseguindo seu distintivo de Detetive, dessa vez ele não tem nada. Perdeu o emprego, a namorada, deixou um bandido escapar e tem se escondido da polícia desde então. Mas, não consegue ficar fora das ruas.

Após aceitar participar de mais um racha graças ao convite de um amigo ele acaba sendo pego pela polícia e forçado a trabalhar em um novo caso para prender um traficante poderoso em Miami. Porém, não quer ser parceiro do policial que lhe designam e diz ter outra pessoa em mente, seu amigo de infância Roman Pearce (Tyrese Gibson). Acontece que Roman não pode se afastar mais de 100m de casa, pois está em condicional e não parece tão feliz ao reencontra o amigo. Os dois discutem bastante e até vão as vias de fato, mas logo tudo se acerta. Eles aceitam trabalhar no caso contanto que a ficha de ambos seja apagada. Terão ainda a ajuda de Monica Fuentes (Eva Mendes), agente infiltrada e que trabalha diretamente com Carter Verone a quem precisam prender. Só que Verone é um homem perigoso e influente em Miami e essa tarefa não será nada fácil sem alguns recursos extras.

+ Velozes + Furiosos é um filme cheio de problemas. Para começar não sabemos quanto tempo se passou desde a fuga de Toretto que não é mencionado diretamente. O que se deve ao fato do elenco anterior não ter dado continuidade aos contratos, principalmente Vin Diesel. Deixando assim os roteiristas com um pepino em mãos para resolver, criando uma outra trama e começando do zero. Algo estranho para um filme que supostamente deveria ser uma sequência.

Contudo, as maiores falhas desse filme são de cunho técnico. A edição e montagem são absurdamente mal feitas. Quando há cortes no meio de uma cena, os atores presentes parecem cada um estar demonstrando uma emoção diferente, principalmente Gibson que esbanja um sorriso enorme para dois segundos depois estar com a cara fechada e pronto para a briga. Não existe uma evolução em cena, parece mais um exercício de teatro com o diretor dando comandos aleatórios como triste, feliz, zangado, sério, tudo de novo. Não faz o menor sentido e é algo que nota-se com facilidade. Aliás, os atores não entenderem o que acontece é algo comum durante todo o filme. Eva Mendes possui pouquíssimas falas e mesmo quando é capturada e tem seu disfarce revelado pelo personagem de Verone, permanece quieta e tem expressões que variam entre medo e incerteza e se fosse possível, veríamos pontos de interrogação acima da cabeça dela. Como um personagem que é posto em tal circunstância não tem uma fala sequer é um verdadeiro mistério. Aliás, serviu apenas para pontuar o quão descartável é essa personagem, já que nem para novo interesse amoroso do Brian ela funciona. Foi a mera necessidade de colocarem uma atriz sex symbol em cena. Caso esse filme estivesse sendo lançado esse ano, as feministas já estariam armando boicote e com razão.

Outro ponto falho é o excesso de computação gráfica nas cenas de corrida. Dá para ver claramente que não são os atores que estão pilotando os carros, perdendo grande parte da magia do filme. E piora ainda mais com os veículos conversíveis.

Felizmente, nem tudo está perdido e ao menos a trilha sonora consegue se salvar e supera a de seu antecessor, assim como a boa ideia de criar uma distração que acaba se repetindo nos outros filmes da franquia.

+ Velozes + Furiosos (2 Fast 2 Furious – EUA  2003)
Direção: John Singleton
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Gary Scott Thompson
Elenco: Paul Walker, Tyrese Gibson, Eva Mendes, Cole Hauser, Ludacris, Thom Barry, James Remar, Devon Aoki, Amaury Nolasco, Michael Ealy, Jin Auyeung, Edward Finlay, Mark Boone Junior, Mo Gallini, Roberto Sanchez
Duração: 107 min.

MELISSA ANDRADE . . . Uma pessoa curiosa que possui incontáveis pequenos conhecimentos desde literatura a filmes a reality shows a futebol alemão e está sempre disposta a aprender muito mais. Por isso sou Jornalista por experiência e vocação. Fotógrafa Profissional com muita paixão e um olhar apurado e Roteirista frustrada e uma Crítica de Cinema em ascensão.