Crítica | Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra – 2X06 – “Michael Korvac”

estrelas 4

Eu já disse e repito que a série animada dos Vingadores foi uma das melhores séries de televisão de super-heróis já feitas (e sim, conto com as live action) e jamais deveria ter sido cancelada no final da segunda temporada pela Marvel para ser substituída por Avengers Assemble. Quem não conhece essa série, leia sobre ela aqui, em nossa crítica completa sobre todas as duas temporadas: Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra.

Feita essa reclamação, vale lembrar que a crítica que segue é, apenas, de um episódio, o sexto da segunda temporada, intitulado Michael Korvac, que tem como “heróis convidados” os Guardiões da Galáxia, em sua primeira aparição na TV. São rápidos 22 minutos de autoria de Dan Abnett e Andy Lanning que, junto com Keith Geffen, foram os responsáveis, desde 2006, com a saga Aniquilação, por repaginar o universo cósmico da Marvel, trazendo uma nova versão dos Guardiões da Galáxia.

No episódio, um homem desmemoriado chamado Michael Korvac é encontrado em uma cratera no Central Park e levado, pela polícia, até a mansão dos Vingadores, onde é tratado. Ele tem estranhas tatuagens no corpo e não oferece qualquer tipo de ameaça visível. Mas, junto com ele, vemos também a chegada de cinco estranhos seres uniformizados, Senhor das Estrelas, Rocket Raccoon, Groot, Adam Warlock, e Quasar (Phyla-Vell), que passam a atacar Korvac. É claro que não precisa muito para os Vingadores intervirem e o que se segue é uma longa sequência de batalha, no melhor estilo dos quadrinhos, quando heróis que raramente se encontram sempre começam sua “amizade” caindo na porrada um com o outro.

O roteiro é um exercício de compressão narrativa. Abnett e Lanning são especialistas em tudo que é cósmico na Marvel e partem para fazer basicamente o impossível, que é enxugar a Saga de Korvac, de 1977, com os Guardiões da Galáxia originais e reduzí-la à sua essência, sem que o espírito do trabalho de Jim Shooter, Roger Stern, Len Wein e Bill Mantlo seja perdido. Aliás, essa é uma marca registrada de toda essa magnífica série dos Vingadores.

Além disso, Abnett e Lanning são ainda capazes de abordar, com rapidez e eficiência, o poder da Joia da Alma que Adam Warlock usa em sua testa, fazendo com que todos os herois sejam absorvidos para dentro dela, no famoso micro-universo espiritual que lá existe. Do lado de fora, apenas Miss Marvel enfrenta um ensandecido Korvac, cuja memória voltou e que quer se vingar por ter sido “porquinho da índia” de experiências genéticas dos Kree, mas não sabe para onde direcionar seus poderes. É claro que, no tempo de apenas um episódio, não dá para fazer milagre e, ainda que cada componente dos Guardiões tenha seus 10 segundos de glória, é Rocket Raccoon, para variar, que rouba a cena, sendo primeiro retratado como um simples guaxinim de roupa e, depois, como um furioso guerreiro peludo, falante e portador de armas pesadíssimas. São divertidos momentos que, combinados com o monossilábico Groot e o misterioso Senhor das Estrelas, transportam para o desenho o espírito do grupo conforme criado por Abnett e Lanning. Mas falta uma resolução completa, com tudo acabando muito rápida e facilmente, ainda que uma enorme porta seja deixada aberta para uma continuação que nunca viria (eu já disse que foi um erro da Marvel cancelar essa série?).

Michael Korvac diverte, respeita a mitologia dos heróis e pode ser visto como se fosse um episódio solto, ainda que valha muito à pena assistir a série completa, do começo ao fim.

Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra – 2X06 “Michael Korvac” (The Avengers: Earth’s Mightiest Heroes – 2X06 “Michael Korvac”
Direção: Boyd Kirkland
Roteiro: Dan Abnett, Andy Lanning
Duração: 22 min.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.