Crítica | Vixen – 1ª Temporada

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estrelas 2

A web-série Vixen, de curtos seis episódios de não mais do que seis minutos cada um, tem como objetivo introduzir a super-heroína do título ao chamado Arrowverse, ou seja, ao universo criado pela The CW em que convivem, até agora, as séries Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow e, indiretamente, Supergirl, esta da CBS. A personagem, depois de ganhar essa introdução em animação, figurou como coadjuvante no episódio Taken, da quarta temporada de Arrow, vivida pela mesma atriz que emprestou a voz ao desenho: Megalyn Echikunwoke (não esperem que eu digite esse nome novamente…) e há planos para que ela ou estrele uma série própria ou, mais provavelmente, passe a fazer parte da equipe dos heróis de LoT.

Dentro de sua proposta simplista, a web-série até que cumpre sua missão. A personagem, criada para os quadrinhos originalmente por Gerry Conway (roteiro) e Bob Oksner (arte) em 1978, é uma daquelas coadjuvantes que volta e meia aparece em histórias de grupos da DC Comics aqui e ali. Seus poderes assemelham-se aos do mais famoso (e muito melhor explorado) Homem-Animal: por intermédio de um totem Anansi (em formato de colar) que herda de sua mãe que nunca conheceu, Mari McCabe torna-se Vixen, heroína capaz de invocar as características de diversos animais, como a força de um elefante, o voo de uma águia e a agilidade de uma pantera (lembranças de Manimal…).

Não podendo perder tempo, a minissérie avança a passos largos, abordando primordialmente sua origem e sua herança, além de incluir o Arqueiro Verde (Stephen Amell) e Flash (Grant Gustin) para engrossar o caldo. Ainda que o propósito realmente tenha sido criar essa introdução para Vixen no Arrowverse, fato é que as inserções dos heróis já estabelecidos na TV são muito mal escritas e praticamente jogadas na estrutura narrativa sem cuidado algum. Típico fan service absolutamente desnecessário que só tira a atenção da personagem central.

Mesmo, porém, que esqueçamos o Arqueiro e o Flash, fica a clara sensação que os showrunners – os mesmos usual suspects – não se esforçaram em nada em fazer algo minimamente acima do medíocre, do sem graça. Sei que alguns leitores revirarão os olhos e dirão mentalmente que o crítico está querendo demais, mas o simples fato de querer mais não quer dizer querer demais. Há uma diferença e uma diferença bem grande. Querer mais é querer um pouquinho de desafio, algo que animações podem e devem proporcionar sempre, mesmo se voltado a crianças pequenas e adolescentes. Não se pede algo do nível Pixar ou Ghibli de inteligência e sofisticação – longe disso -, mas sim algo que não seja rasteiro, simplista e raso como Vixen inegavelmente é.

A animação em si, não muito sofisticada, dá conta do recado, apesar da repetição de situações e de animais totêmicos (custava tentar sair da rotina e usar outros animais do que os mesmos quatro ou cinco?). Mas é uma web-série e não há como exigir muito mais do que foi feito. O roteiro, aqui, é que deveria ter merecido mais cuidado e é uma pena que tenha sido costurado quase que às pressas.

Vixen é uma bobagem que somente agradará a quem for realmente muito fã da personagem e esperar vê-la realmente pular para fora das telas do computador e ganhar uma série live-action própria. Todos os demais verão apenas mais uma obra com potencial, mas em última análise completamente sem sal.

Vixen – 1ª Temporada (EUA – 2015)
Criação: Greg Berlanti, Marc Guggenheim, Andrew Kreisberg
Direção: James Tucker
Roteiro: Wendy Mericle, Keto Shimizu, Brian Ford Sullivan, Lauren Certo
Elenco: Megalyn Echikunwoke, Stephen Amell, Neil Flynn, Grant Gustin, Anika Noni Rose, Sean Patrick Thomas, Carlos Valdes, Kari Wuhrer, Emily Bett Rickards
Duração: 36 min. (aprox.) – 6 episódios

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.