Crítica | X-Men: Extermínio #2 (de 5)

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Já aviso logo que essa crítica aqui será curta, mas não porque estou com pressa ou estou com bloqueio criativo e sim porque a segunda edição de Extermínio, evento que promete mandar os X-Men adolescentes de volta para o tempo deles, pode ser resumida assim: “Teen Cable sequestra o Teen Anjo nas barbas de todos os X-Men.” Pronto, mais nada acontece de relevante no roteiro de Ed Brisson, algo que deixa bem claro que essa história poderia ter 40 páginas no total, já que nada me faz crer que as seguintes edições serão mais relevantes.

Bem, de toda forma, não é uma leitura ruim, longe disso. É, apenas, por falta de uma expressão técnica melhor, muito da “marromeno”, daquelas que dá para ler em cinco minutos sem prestar muito atenção e ainda coçar a cabeça ao final na dúvida se acabou mesmo ou se a revista veio com páginas faltando… Mas, infelizmente, não é o caso e todas as 22 páginas estão lá e foram usadas para revelar que a segurança da mansão dos X-Men no Central Park, em Nova York, é mais furada do que a das ruas do Rio de Janeiro. Afinal, como Brisson faz questão de enfatizar, todos os X-Men vivos foram convocados para uma reunião de emergência depois que Tormenta e Cable foram assassinados, o que significa que, em uma mesma sala, está uma grande parte dos seres mais poderosos do Universo Marvel, incluindo as mega-poderosas Jean Greys e Rachel Summers e quatro dos melhores rastreadores, os Feras, Pássaro Trovejante e, claro, o Velho Logan, isso sem contar com a própria segurança eletrônica do lugar.

Mas, basta os Teen X-Men saírem da casa depois que o Ciclope dá um ataque de pelanca por Kitty Pryde sugerir que eles se dividam em quatro grupos, cada um para servir de babá para um dos jovens mutantes, para que eles sejam atacados pelo Teen Cable sem que ninguém mais detecte sua presença. E ele consegue derrubar três dos garotos antes da jovem Jean preparar-se para atacar, o que o faz levar embora apenas o Anjo, mais próximo dele. Pelo menos ficou mais evidente que o novo personagem quer mesmo tirar os Teen X-Men desse futuro e devolvê-los para seu passado (ou presente, sei lá), algo que ele menciona para Jean e que, depois, o vemos providenciar na prática na sessão de tortura de Warren, na já manjada e extremamente repetitiva cena em que suas asas são cortadas fora, pois presumo que Cablezinho arrumará um jeito de revertê-las às penugens padrão do passarinho de plantão dos mutantes.

A pancadaria nos jardins da mansão, porém, é o grande recheio de uma história que começa em um supermercado, com Teen Cable sequestrando o Mímico para propósito incerto e não sabido e termina com Ahab e seus Farejadores mais uma vez atacando os mutantes na mansão e subjugando-os sem muita dificuldade, o que novamente irrita o leitor considerando que, como disse, todo mundo está lá. Muito sinceramente, falta história no evento.

Pepe Larraz continua bem com sua arte e, aqui, a confusão da edição inicial causada pelas idas e vindas do roteiro não está presente, o que ajuda muito na apreciação da história. Além disso, é bom ver o desenhista emprestar seu estilo aos mais variados mutantes e mostrar que sabe bem distribuir os personagens nas páginas e trabalhar sequências de pancadaria pura, mesmo que muito breves.

Extermínio ainda não mostrou que merece ser chamado de “evento” e muito menos “saga”. Parece uma história simples demais que poderia ser contada em duas, talvez três edições dentro da numeração normal de alguma das revistas dos X-Men.

Extermination #2 (EUA, 29 de agosto de 2018)
Roteiro: Ed Brisson
Arte: Pepe Larraz
Cores: Marte Gracia
Letras: Joe Sabino
Editoria: Darren Shan, Jordan D. White
Editora original: Marvel Comics
Páginas: 22

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.