Doctor Who | O 9º Doutor: Christopher Eccleston

O 9º Doutor

2005

Christopher Eccleston nasceu em 16 de fevereiro de 1964 na cidade de Salford, Lancashire, na Inglaterra em uma família de classe média e foi o mais novo de três filhos de Elsie e Ronnie Eccleston. Sua inspiração para entrar na carreira de ator veio de dramas televisivos como Boys from the Blackstuff, o que o fez ingressar em escolas de atuação como a Central School of Speech and Drama.

Ele debutou profissionalmente como ator já com 25 anos de idade, na famosa peça de Tennessee Williams, Um Bonde Chamado Desejo, na modesta produção feita pela Bristol Old Vic. No entanto, sua carreira não despontou de verdade por mais dois anos, em que pulou de emprego a emprego, poucos relacionados com a arte. Seu breakthrough veio, finalmente,  em 1991, no filme O Segredo de Uma Sentença (Let Him Have It) no papel principal de Derek Bentley. No mesmo ano, participou de um episódio da série britânica Inspector Morse, com John Thaw no papel título. A esses dois trabalhos, seguiu-se uma importante participação em Cova Rasa, de 1994, filme que não só catapultou a carreira dele, como as de Danny Boyle na direção e de Ewan McGregor.

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Olha o Doutor ali de óculos!

Sua carreira cinematográfica continuou a todo vapor, com filmes como Paixão Proibida, eXistenZ, 60 Segundos, Os Outros, além de diversas participações em uma boa quantidade de séries e minisséries para a televisão britânica. Com esse relativo sucesso – que nunca verdadeiramente o catapultou ao estrelato – Eccleston, então, foi chamado por Russel T. Davies e pelos produtores de Doctor Who, que queriam tentar novamente reviver a série, depois da fracassada tentativa do telefilme com o 8º Doutor.

Assim como aconteceu com Matt Smith anos depois, Eccleston foi o primeiro a fazer testes para o papel e literalmente a única escolha da BBC, mesmo depois de outras audições com atores até mais famosos que ele como Bill Nighy, Richard E. Grant e até Hugh Grant (esse último, muitos lembrarão, já havia vivido uma versão não-canônica do 12º Doutor na paródia The Curse of Fatal Death e acabou recusando o papel, por achar que a série não decolaria). E, a partir daí, de maneira extremamente bem sucedida, Christopher Eccleston conseguiu reviver um dos mais amados e longevos personagens da televisão.

Mas como ele fez isso?

Como sabemos, a 8ª encarnação do Doutor foi a encarnação que participou da Última Grande Guerra Temporal. Assim, o 9º Doutor não poderia ter o jeito galante de Paul McGann. Além disso, Eccleston e a produção queriam um Doutor menos excêntrico, mais taciturno, mas sem perder algumas características marcantes do personagem, especialmente sua energia. Para se preparar para o papel, Eccleston disse ter visto todo o trabalho do 4º Doutor, ainda que seja difícil fazer a comparação entre os dois, a não ser que Eccleston estivesse procurando o efeito contrário.

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Me transformei no 9º Doutor assim, num estalar de dedos!

Assim, como sobrevivente da Última Grande Guerra Temporal, o resultado é um Doutor mais violento, direto, pensativo e misterioso. Não vemos ele regenerar e presume-se que essa regeneração teria sido necessária justamente em vista das consequências da guerra. Ao começar o primeiro episódio em que aparece – Rose – o Doutor já é o 9º Doutor, sem nenhum período de adaptação. Na verdade, esse tipo de approach ao Doutor foi uma escolha acertada de Davies, pois não só ele conseguiu ser fiel a tudo o que veio antes, como também criar algo que não exigia conhecimento da mitologia de décadas dos vários Doutores para ser compreendida por novos fãs.  E Christopher Eccleston é bem sucedido em ser “seu próprio Doutor” ao ponto de, verdade seja dita, seu jeito diferente de atuar e suas frases marcantes – FANTASTIC! – terem sido, de uma forma ou de outra, copiados por David  Tennant e Matt Smith. E, outro traço muito interessante que mostra amargura no que o Doutor fala é se referir aos humanos como “símios estúpidos” (stupid apes) e encarnar em Mickey Smith, seu companion em alguns episódios, chamando-o de Mickey, O Idiota (delicado, não?) ou Ricky.

Combinando com seu humor mais sombrio, mas muito interessante, o figurino do 9º Doutor é escuro, simples e sem firulas. Ele veste um jaqueta preta (às vezes marrom escura) que teria sido usada na Segunda Guerra Mundial por Jack Harkness como capitão de um U-boat alemão. Embaixo, sua roupa varia entre uma camisa vermelha, verde, azul-marinho ou preta, além de calças escuras e botas pretas. Ele gosta também de um relógio de pulso preto bastante grande.

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Se você acha minha orelha grande, é que não viu ainda o queixo do 11º Doutor!

A saída de Christopher Eccleston da série não foi sem controvérsias. Em 30 de março de 2005, a BBC soltou uma declaração, que teria vindo de Eccleston, que ele não mais queria ser o Doutor para evitar que ficasse marcado pelo papel. Não demorou muito e, em 04 de abril do mesmo ano, a mesma BBC fez outra declaração corrigindo a anterior e afirmando que a revelação anterior havia sido liberada sem o consentimento de Eccleston e que havia sido falsamente atribuída à ele. A guerra de declarações continuou, com Davies dizendo que Eccleston sairia porque estava exausto e Eccleston dizendo que não era bem assim, até que esse último, irritado, acabou declarando, já muito depois de sair da série, que saíra porque não gostou como o elenco havia sido tratado pela produção. Ou seja, dificilmente saberemos a verdadeira razão de sua saída, mas é fato que Eccleston ficou tão irritado que nunca mais voltou ao papel, nem mesmo em audiobooks e recusou-se a participar do especial de 50 anos da série.

Sua carreira continuou após Doctor Who, mas até agora sem um destaque muito grande. Fez papéis importantes em G.I. Joe: A Origem de Cobra e  recentemente em Thor: O Mundo Sombrio, mas não chegou a alcançar fama maior que amealhou como o inesquecível 9º Doutor.

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A guerra me deixou assim, bonitinho…

Primeira aparição como 9º Doutor: Rose, 1º episódio da 1ª Temporada da Série Nova, já como o 9º Doutor completamente regenerado (2005).

Última aparição:  The Parting of the Ways (2005)

Regeneração: Por consequência da Última Grande Guerra Temporal (não mostrada).

Primeiras palavras: Run!

Últimas palavras: Before I go, I just want to tell you, you were fantastic. Absolutely fantastic. And you know what? So was I.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.