Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Myth Makers (Arco #20)

estrelas 4

Equipe: 1º Doutor, Vicki, Steven e Katarina
Espaço-tempo: Troia, c.1184 a.C.

Após a saída da Galáxia 4 e uma passada pelo Planeta Kembel, para onde retornaria em breve, a TARDIS se materializa na Grécia Antiga. Vicki e Steven perguntam-se por que dois soldados (um grego e um troiano) estão lutando, mas em pouco tempo essa questão fica clara para todos. O Doutor descobre que está na fase final da Guerra de Troia, um evento que ele mesmo ajudaria terminar, dando a ideia da construção do famoso cavalo para os gregos.

O arco é uma reconstituição, com pequenos momentos de película salva. O trabalho de recon aqui é certamente muito melhor que o realizado em Galaxy 4. Talvez a ausência de máquinas engraçadas, monstros e naves espaciais tenha ajudado bastante a junção das fotografias que restaram, formando uma história bastante funcional com o material que sobrou do original.

Este seria um daqueles arcos em que Barbara ganharia grande destaque caso aina estivesse com o Doutor, assim como foi em Os Astecas e Os Romanos. Mas de qualquer forma, além do Doutor e o seu plano de construção do Cavalo de Troia, Vicki é quem ganha grande destaque no episódio, uma vez que este foi o fim da jornada para ela. A garota resgatada do planeta Dido em 2493, apaixona-se por um príncipe troiano e resolve passar o resto de seus dias na Grécia Antiga.

É interessante pensar nesse caráter de despedida. E mais interessante ainda é perceber o quão comum as despedidas vão se tornando para o 1º Doutor. Primeiro Susan, em The Dalek Invasion of Earth, depois Ian e Barbara em The Chase, e agora Vicki. Não podemos dizer que foi uma despedida muito calorosa, mas certamente foi muito bonita, e em certa medida, emotiva. A garotoa sai da TARDIS, abraça a nave e depois se perde em meio à batalha, indo em direção a Troilus, com quem resolve ficar.

Vicki apareceu na série como uma possível substituta de Susan, e com o tempo ganhou maior liberdade, inclusive não tendo um tratamento tão chateante como fizeram com a neta do Doutor, na Primeira Temporada. Com sua partida, uma nova passageira chega, a serva grega Katarina. Ela servia Cassandra, a tétrica profetiza troiana, e acredita estar a caminho do Paraíso e que o Doutor era Zeus. Aliás, o próprio Aquiles achava que o Doutor era Zeus, quando ele saiu da TARDIS, no início o episódio.

Mesmo sendo uma reconstituição é possível perceber o bom trabalho da equipe técnica. Os ambientes internos que conseguimos ver são bem decorados, a maquete de Troia e os truques para a apresentação do cavalo também são impressionantes. A trilha sonora aposta em temas de batalha um pouco atípicos, não o normal épico, mas algo mais alegre, marcando os passos e manejos dos soldados em luta.

The Myth Makers segue a qualidade dos arcos históricos vividos pelo Primeiro Doutor até o momento, além dos já citados, The Reign of Terror, na Revolução Francesa; A Cruzada, na corrida dos cristãos contra os árabes em Jerusalém; e The Time Meddler, com os vikings.

A partida de Vicki tornou a história memorável e ainda trouxe uma importante reflexão para as companions femininas do Doutor que, exceto Barbara, deixou a TARDIS apenas por uma paixão arrasadora. Essa afirmação, no entanto, iria mudar no arco seguinte, com o destino de Katarina em The Daleks’ Master Plan.

The Myth Makers (Arco #20) – 3ª Temporada

Roteiro: Donald Cotton
Direção: Michael Leeston-Smith
Elenco principal: William Hartnell, Adrienne Hill, Maureen O’Brien, Peter Purves, Max Adrian, Francis de Wolff, Barrie Ingham, Cavan Kendall, Ivor Salter, Frances White

Audiência média: 8,35 milhões

4 Episódios (exibidos entre 16 de outubro e 06 de novembro de 1965)

1. – Temple of Secrets
2. – Small Prophet, Quick Return
3. – Death of a Spy
4. – Horse of Destruction

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.