Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The Space Museum (Arco #15)

The Space Museum

estrelas 3

Equipe: 1º Doutor, Ian, Barbara e Vicki
Espaço-tempo: Planeta Xeros, 2965 (?)

Conceitualmente, este é um dos arcos mais “científicos” do 1º Doutor.

A história é centrada em uma inteligentíssima pane que a TARDIS (sempre ela) apresenta e faz com que os conhecidos viajantes estejam em duas linhas temporais diferentes, no mesmo lugar, o Planeta Xeros, casa dos Xerons e local dominado pelo Império Morok, que o transformou em um grande museu intergaláctico. Existem, em exposição, peças de diversos lugares do Universo, inclusive um Dalek vazio, onde o Doutor se esconde de um guarda do museu.

A história é genial em seu início, mas decai no decorrer dos episódios, principalmente porque a ação se divide em duas frentes e a importância dada ao paradoxo temporal diminui, chegando até ser esquecida em algum ponto.

Quando a TARDIS se materializa no planeta e os seus passageiros entram no museu, eles percebem que estão expostos em uma vitrine. É quando se dão conta de que já estiveram lá antes, e que foram transformados em atração para as visitas inexistentes – e esse detalhe é incômodo e interessante ao mesmo tempo: apesar de ser um museu espacial, não há visitantes, porque o Império Morok não se interessa mais por esse tipo de coisa, essa atenção dada à memória. O Doutor identifica esse abandono como um sinal de decadência do Império e compartilha isso com o Governador Lobos, o comandante de ocupação Morok em Xeros.

A única saída para o grupo é esperar que as linhas se desencontrem e eles finalmente “cheguem” no planeta, para que então possam fazer alguma coisa e impeçam que se tornem peças congeladas de um Museu Espacial. É a partir desse momento que a narrativa decai, mas não abandona totalmente a sua qualidade. O que contrasta com o ritmo do início para o final é a motivação a história. O arco se inicia com uma teórica e deliciosa visão sobre estar em linhas temporais distintas, mas o roteiro dá uma guinada para conflitos do grupo com os dominadores moroks. Paralelamente, os estranhos jovens xerons também empreendem a sua luta, conseguindo chegar à revolução com a ajuda de Vicki.

Os cenários quase minimalistas e as filmagens em sua maior parte no interior do prédio dão um tom claustrofóbico aos acontecimentos. Algo que se destaca é o ritmo da montagem, que de maneira muito eficiente torna uma sequência de eventos aparentemente presa a um espaço de ação em uma fluída caçada a inimigos. Mesmo assim, essa relação deixa a história insossa em seu desfecho. Apensar da abordagem pontual da teoria sobre a modificação do futuro, o foco das ações é transferido para um outro problema, o que certamente não melhora as coisas.

A direção de Mervyn Pinfield consegue aglutinar alguns pontos soltos, mas as atuações dos moroks e dos xerons são medíocres, e não conseguimos ter muitas emoções nem em relação a um grupo, nem a outro. O que fica claro para o espectador é a legitimidade de luta, sendo um grupo, o invasor, o outro, o nativo. Nesse ponto, chegamos até tomar partido, mas como não existe um necessário desenvolvimento psicológico ou uma grande trama em torno dessas duas raças alienígenas, a recepção do público não poderia ser mais próxima da indiferença.

O que anima o espectador é saber que os Daleks esperam os viajantes para mais uma batalha. E outra é a curiosidade de saber o que foi que o Doutor retirou do Museu Espacial e levou para dentro da TARDIS.

The Space Museum (Arco #15) – 2ª Temporada

Roteiro: Glyn Jones
Direção: Mervyn Pinfield
Elenco principal: William Hartnell, William Russell, Jacqueline Hill, Maureen O’Brien, Richard Shaw, Jeremy Bulloch, Peter Craze, Ivor Salter

Audiência média: 9,18 milhões.

4 Episódios (exibidos entre 24 de abril e 15 de maio de 1965):

1. – The Space Museum
2. – The Dimensions of Time
3. – The Search
4. – The Final Phase

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.