Entenda Melhor | Os Subgêneros do Western – Parte 1

Na abertura de Conceito e Introdução ao Western eu ressaltei o fato de que este gênero é extremamente rico em nuances e isso não foi apenas o elogio de um grande admirador. De fato, existem versões, variações, cópias refiguradas e mutações das mais diversas quando se fala em western. Algumas dessas versões são referentes a nomenclaturas geográficas, local de produção ou concepção geral, mas os produtos de cada um desses curiosos nomes são diferentes entre si, permitindo uma densa sopa estético-narrativa para o mesmo motor cinematográfico original. Abaixo, o leitor terá uma rápida explicação para as mais importantes variações do western. A continuação deste artigo pode ser lida aqui.

ADVERTÊNCIA: O leitor pode encontrar contradições e até contestar a existência de um subgênero aqui presente, o que torna o debate ainda mais interessante. Nada precisa ser levado a ferro e fogo e nem tão a sério. Os subgêneros existem para atender a uma necessidade de análise, estudo ou expor uma visão cinematográfica, algo que evidentemente pode mudar de autor para autor e espectador para espectador. Se lenda ou fato, corretos ou não, não importa. Os subgêneros existem. O mínimo que temos que fazer é ter conhecimento deles e julgarmos conforme nossa experiência cinéfila, estudos sobre o tema e leituras relacionadas.

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1. Cracker Westerns ou Florida Westerns

Um gênero tanto do cinema quanto da literatura do século XIX. A maior parte das histórias desses livros e filmes se passam durante a Segunda Guerra dos Índios Seminoles (1835 – 1842), na Flórida, daí uma das nomenclaturas. Um dos mais antigos filmes desse subgênero é Drums of Destiny (1937), de Ray Taylor; todavia, os Florida Westerns só se tornaram popular nos anos 1950, dando poucos frutos ao longo da história.

Exemplos de Cracker ou Florida Westers: Tambores Distantes (1951); Pântano Sinistro (1953); Seminole (1953); Libertador de Índios (1957); Jornada Tétrica (1958) e Osceola (1971).

Tambores Distantes (1951)

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2. Northerns

Trata-se de uma nomenclatura geográfica, acima de tudo e, por isso mesmo, esse subgênero é o que mais se aproxima do “Western Clássico”. Como já vimos, o nome “western” tem a ver com a localização geográfica em que os filmes desse gênero se passam. No caso dos Northerns, estamos falando de filmes ambientados na região norte (e não oeste) dos Estados Unidos, com destaque para o Alasca e oeste e sudoeste do Canadá.

Exemplos de Northerns: O Bando Sinistro (1935); A Senda do Terror (1945); Raposa da Fronteira (1952); Rose Marie, 1954 (este é interessante, porque se trata de um northern musical!); Região do Ódio (1954); Fúria no Alasca (1960).

Região do Ódio (1954)

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3. Euro Westerns e Osterns (ou Red Westerns)

Aqui é preciso bastante atenção para não confundir as coisas. A rigor, podemos chamar todo western feito na Europa de Euro Western (incluindo também os Western Spaghettis). No entanto, para melhor identificação, estudo e complicação (para quê simplificar, certo?), definimos “Euro Westerns” como os filmes produzidos em qualquer lugar da Europa Ocidental, exceto Alemanha e Itália. E por quê só na Europa Ocidental? Porque o western da Europa Oriental (incluindo a Alemanha Oriental), por décadas dominado pelo comunismo, tinha um nome específico para ele.

O que sobra pode ser classificado de forma “exata” como Euro Western (basicamente filmes feitos na Espanha e Reino Unido, embora houvessem meia dúzia de gatos pingados vindos do mercado independente nórdico e francês).

Exemplos de Euro Westerns: Carga de Cavalaria (Espanha, 1964); Carry on Cowboy (Reino Unido, 1966); Jim, Um Cowboy na África (Reino Unido, 1967); Capitão Apache (Reino Unido e Espanha, 1971); O Preço do Triunfo (Suécia, 1972); 800 Balas (Espanha, 2002); Big City (França, 2007).

Carry on Cowboy (Reino Unido, 1966)

Big City (França, 2007)

E agora os Osterns ou Red Westerns. Como já foi brevemente comentado, esses “Faroestes Vermelhos” eram de países socialistas e isso incluía qualquer nação sob esse regime (o que coloca no mesmo bloco a Alemanha Oriental). A maior parte dessas películas traziam os índios como protagonistas (o que não difere do formato dos “Chucrute” da Alemanha Ocidental), tratando-os como heróis e não como vilões, como costumavam ser nos Estados Unidos das eras iniciais do western.

Exemplos de Osterns ou Red Westerns: Lemonade Joe (Checoslováquia, 1964); Os Filhos do Grande Urso (Alemanha Oriental, 1966); Ninguém Quer Morrer (Lituânia, 1966); The Elusive Avengers (URSS, 1967); The White Sun of the Desert (URSS, 1969); Tecumseh (Alemanha Oriental, 1972); The Prophet, the Gold and the Transylvanians (Romênia, 1978).

Lemonade Joe (Checoslováquia, 1964)

The Prophet, the Gold and the Transylvanians  (Romênia, 1978)

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4. Western Spaghetti e Zapata Westerns

Creio que de todos os subgêneros do western o Spaghetti seja o mais conhecido, bem estruturado, com melhor desenvolvimento e melhores representantes a longo prazo. Surgido na Itália na década de 1960 (não tomar o fascista Il Fanciullo del West, de 1942, como início do subgênero!), quando de um progressivo declínio do western nos Estados Unidos, o Spaghetti tinha, em geral, orçamentos modestos e em grande parte eram filmados na árida região de Almería ou outras cidades da Andaluzia (vale lembrar que a Espanha também produzia seus próprios westerns e tinham inúmeras parcerias de produção para esse gênero com a Itália).

Em relação ao conceito narrativo, podemos dizer que o Western Spaghetti se aproximava mais dos westerns crepusculares estadunidenses do que dos da Era de Ouro. Isso porque é muitíssimo mais fácil encontrar personagens egoístas e sem nenhum código de honra nos Spaghttis. Essa ação para benefícios próprios e o uso mais expressivo da violência marcaram fortemente esse subgênero, dando-lhe, na verdade, uma interessante identidade.

Atores como Charles Bronson, Lee Van Cleef e Clint Eastwood fizeram parte da primeira leva de intérpretes notáveis nos filmes Spaghettis, que também contariam com  Jason Robards, James Coburn, Klaus Kinski e Henry Fonda. Já em relação aos cineastas, o de maior destaque foi o grade Sergio Leone, que firmou a importância do gênero com a sua Trilogia dos Dólares.

Os primórdios do Western Spaghetti vão de 1959 (Il Terrore dell’Oklahoma e Bang-Bang à Italiana) a 1965. Os anos de glória vão de 1966 a 1968, com um período de diminuição progressiva até a chegada da “fase cômica” em 1970 e o início do crepúsculo do subgênero no final da mesma década.

Spaghettis essenciais: Por Um Punhado de Dólares (1964); Por uns Dólares a Mais (1965); Ringo Não Discute… Mata (1965); Três Homens em Conflito (1966); Django (1966); O Dia da Desforra (1966); Gringo (1966); A Morte Anda a Cavalo (1967); Quando os Brutos se Defrontam (1967); Réquiem Para Matar (1967); O Pistoleiro das Balas de Ouro (1967); Corre Homem, Corre (1968); Os Quatro Malvados (1968); O Vingador Silencioso (1968); Meu Nome é Ninguém (1973).

Por Um Punhado de Dólares (1964)

Três Homens em Conflito (1966)

O Western Spaghetti se tornou um movimento tão poderoso que ganhou até um subgênero próprio, o Zapata Western. Diferente dos quatro subgêneros que comentarei abaixo, amálgamas do Western Clássico e do Western Spaghetti, o Zapata Western surgiu, de fato, do mesmo núcleo que a “macarronada bang bang” italiana, porém, com um outro foco de abordagem.

Os Zapata Westerns surgiram na Itália por volta de 1963 — considerando o início de produções mais frequentes e com as mesmas caraterísticas temáticas –. Seus roteiros eram geograficamente ambientados no México, mais especificamente na Revolução Mexicana, tendo, claro, Emiliano Zapata como um dos ícones recorrentes. É evidente que os Zapata Westerns eram “faroestes de esquerda” e podiam ou não ser marxistas, dependendo do diretor e roteirista. Com o passar dos tempo (o subgênero se sustenta bem até meados dos anos 70, quando decai vertiginosamente), as obras sob essa tutela acabaram adotando cenários fora do México, mas eram visivelmente distinguíveis dos Spaghettis por terem um declarado discurso político de esquerda, opondo-se a toda “selvageria dos dólares”.

É evidente que muitas confusões acontecem ao separar Zapata Westerns de Westerns Spaghetti e, em alguns casos, é realmente difícil separar. Alguns até chamam os Zapata Westerns de “Red Westerns”, o que genericamente é uma nomenclatura correta, mas nós já vimos que esse nome é mais comumente usado para denominar os Osterns, ou seja, os westerns comunistas da Europa Oriental. De qualquer forma é bom ter em mente que, a rigor, os Zapata Westers são um tipo de Western Spaghetti, mas com um discurso político de esquerda que não é natural e nem comum dos Spaghettis (cujos poucos filmes de discurso político não tinham vertentes esquerdistas desse porte).

Também vale dizer que se produziram vários Zapata Westerns fora da Itália, principalmente nos Estados Unidos. Curiosamente, englobou-se algumas produções estadunidenses de diversas épocas (anos 30, 40 e 50) nesse subgênero, embora ele tenha sido criado apenas nos anos 60. Vale também citar que o conteúdo políticos nos Zapatas americanos era, em alguns casos, bem mais sutil, permanecendo apenas o cenário mexicano e a Revolução Mexicana como elementos fixos. A seguir, alguns exemplos de Zapata Westerns fora da Itália: Viva Villa! (1934); Viva Zapata! (1952); Vera Cruz (1954); O Tesouro de Pancho Villa (1955); O Bandido (1956); Nas Margens do Rio Grande (1959); Os Profissionais (1966); A Revolta dos Sete Homens (1969); Meu Ódio Será Sua Herança (1969); Viva Zalata (1976).

Meu Ódio Será Sua Herança (1969)

O mais ilustre dos Zapata Westerns fora da Itália.

Exemplos de Zapata Westerns italianos: Os Violentos Vão Para o Inferno (1968); Queimada (1969); Companheiros (1970); Quando Explode a Vingança (1971); Viva a Morte… Tua (1971); Que Faço no Meio de Uma Revolução? (1972).

Os Violentos Vão Para o Inferno (1968)

Um dos mais conhecidos Zapata Western italianos.

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5. Feijoada, Ramen, Kimchi, Meat Pie, Gibanica, Goulash

Sauerkraut e Indo Westerns

ATENÇÃO: Perceba que todos os westerns nacionais possuem nome de comida, exceto o da Índia. Como assim? Vamos fazer uma campanha: eleja uma comida para os westerns hindus!

Aqui falaremos muito rapidamente sobre as “vertentes locais” de produção de western pelo mundo. Como já foi dito no tópico acima, tratam-se de amálgamas do western americano e do Spaghetti, adicionando-se elementos culturais de cada país de produção.

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Feijoada Westerns

São os faroestes brasileiros. O início da produção se deu em meados dos anos 1950 (tendo O Cangaceiro, dirigido por Lima Barreto em 1953, como ponto de partida). O subgênero se oficializa com Da Terra Nasce o Ódio (1954).

Esses filmes tiveram grande apelo popular nos cinemas de rua, das periferias e do interior das cidades brasileiras, diferente do cinema engajado encabeçado por Glauber Rocha, que teria em seu Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, uma espécie de faroeste nacional.

Com o passar dos anos, os Faroestes Feijoada mesclaram temas de apelo social, alguma nuance política e elementos das chanchadas e pornochanchadas. O gênero se enfraqueceu durante os anos 80 e foi jogado no limbo durante os anos iniciais da década de 1990. Em 2005, o tema voltou à baila, dessa vez na TV, com a estreia da novela Bang Bang.

Faroestes Feijoada Clássicos: A Lei do Sertão (1956); Homens Sem Paz (1957); Dioguinho (1957); A Sina do Aventureiro (1958); Fronteiras do Inferno (1959); Gregório 38 (1969); Meu Nome é… Tonho (1969); Rogo a Deus e Mando Bala (1972); D’Gajão Mata Para Vingar (1972); A Vingança de Chico Mineiro (1979); Faroeste (2013).

Faroeste Feijoada Chanchadesco: Matar ou Correr (1954).

Faroestes Feijoada Pornochanchadescos: O Vingador Erótico (1974); Febre do Sexo (1981); A Pistola Que Elas Gostam (1982); O Gozo da Pistola (1988).

Faroeste (Brasil, 2013)

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Ramen Westerns

São os faroestes japoneses. Essa classificação, portanto, deve ser feita com bastante cuidado, uma vez que os analistas mais animados acabam elegendo os filmes de samurai para esta categoria, o que pode colocar o espectador ou quem faz a análise em um grande problema de concepção. Não são todos os diretores japoneses que fizeram obras sobre samurais e se valeram de elementos do western americano. Aliás, sempre houve algum preconceito dos cineastas japoneses em relação a esse gênero, algo quebrado publicamente por Akira Kurosawa, que tanto assumiu admirar quanto assumiu referências do western estadunidense na condução de obras como Os Homens Que Pisaram na Cauda do Tigre, Yojimbo – O Guarda-costas, Sanjuro, Os Sete Samurais e A Fortaleza Escondida. Interessante também observar que Kurosawa assumiu alguma influência mas também influenciou grandiosamente os westerns e o cinema Ocidental como um todo.

Fora a filmografia de Kurosawa é possível encontrar algumas películas japonesas que flertam com elementos do western americano ou mas especificamente do western spaghetti (Harakiri, de Masaki Kobaiashi, é um exemplo), mas não são muitas. O Japão ganharia um termo oficial para seus faroestes em 1985, através da campanha publicitária de Tampopo – Os Brutos Também Comem Spaghetti. O filme foi amplamente divulgado como sendo um “Ramen Western”.

Em 2007 o Japão voltou com grande destaque à cena dos Ramen Westerns com Sukiyaki Western Django, de Takashi Miike.

Sukiyaki Western Django (Japão, 2007)

De forma genérica, algumas pessoas citam os westerns produzidos na China, na Tailândia e em Hong Kong também como “Ramen Westerns”.

Ramens tailandeses: Tears of the Black Tiger (2000); Guerreiro do Fogo (2006).

Ramens chineses ou honcongueses: The Mission (1999); Exilados (2006); Let the Bullets Fly (2010).

Let the Bullets Fly (China e Hong Kong, 2010)

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Kimchi Westerns

São os westerns da Coreia do Sul. A nomenclatura “Kimchi Western” foi cunhada em 2008. Antes disso, os faroestes sul-coreanos eram chamados de “Manchuria Westerns”, porque eram filmados nessa região do extremo nordeste da China. Os Manchuria Westerns tiveram seu período de produção entre meados dos anos 60 e meados dos anos 70, com forte influência dos filmes de James Bond e dos Western Spaghetti. Os filmes dessa primeira leva tinham personagens com algum engajamento político, apelo à violência, tramas de investigação e questões sociais sutis ou claramente expressas, dependendo da obra.

Exemplos de Kimchis e/ou Manchuria Westerns: Horizon (1961); The Border Between Russia and Manchuria (1964); Eagle of the Wilderness (1969); A Wandering Hero (1974); Os Invencíveis (2008).

Os Invencíveis (Coreia do Sul, 2008)

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Meat Pie Westerns

São os westerns da Austrália, mais especificamente aventuras com elementos do western que são filmadas no Outback Australiano. Se você nunca foi bom de geografia e não sabe o que é o Outback Australiano, eu preparei uma mini aula didática para você na aba abaixo, basta clicar.

Aprendendo com o Plano Crítico: O que é o Outback Australiano?

Hehehe. O Outback Australiano é basicamente toda a região central dessa enorme ilha, onde há a presença de… deserto. E uma vegetação rasteira, cangurus e outros bichos estranhos, aborígines nômades e estradas de ferro a quilômetros de distância uma da outra. No lindo mapa abaixo, você vai observar uma longa área amarela que cobre quase toda a Austrália. Pois é, esse é o Outback. É importante lembrar que quanto mais para as bordas dele você vai, mais habitável a região se torna. Todavia, segundo estatísticas da ONU para o IDH (dados de 2012) apenas 10% da população da Austrália mora em toda essa área do Outback (!).

Também disponibilizo, abaixo do mapa, algumas fotos que vão exemplificar por quê é interessante gravar westerns nesse região.

Espero que tenham gostado, crianças. Até a próxima aula!

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Os Meat Pie Westers nunca tiveram um largo período de produção e então desaparecimento, como nos casos vistos acima. Como não é necessariamente a indústria australiana que os produz (qualquer tipo de western gravado no Outback Australiano, seja ele de produção nacional ou não, é chamado de Meat Pie Western) é possível encontrar filmes com essa nomenclatura dos anos 30 até os dias de hoje.

Exemplos de Meat Pie Westerns: Rangle River (1936); Capitão Fúria (1939); The Kangaroo Kid (1950); A Lei do Chicote (1952); Raw Deal (1977); Herança de um Valente (1982); Contratado Para Matar (1990); A Proposta (2005); Austrália (2008).

Contratado Para Matar (Austrália, EUA, 1990)

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Gibanica e Goulash Westerns

Os Gibanica Westerns são um tipo de Ostern. Eles eram realizados na antiga Iugoslávia e seu tema central eram os soldados, as batalhas e ação dos governos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes essas obras são chamadas de “Partisan Films”. Seu período de realização foi entre anos 1960 aos 1980 e sua intensidade e foco narrativos tiveram alterações no decorrer dos anos, conforme o controle soviético aumentava ou diminuía.

Exemplos de Gibanica Westerns: Eagles Fly Early (1966); When You Hear the Bells (1969); The Pine Tree in the Mountain (1971); Walter Defends Sarajevo (1972); Battle for the Railway (1978); Great Transport (1983); The Igman March (1983).

Eagles Fly Early (Iugoslávia, 1966)

Os Goulash Westerns foram 2 filmes produzidos na Hungria nos anos 70, também um tipo de Ostern. Diferente dos Gibanicas, esses aqui possuem o visual que conhecemos como próprios ou aproximados de um filme western, não um “quase típico filme de guerra”.

Os dois Goulash Westerns: The Wind Blows Under Your Feet (1976); Bad Guys (1979).

The Wind Blows Under Your Feet (Hungria, 1976)

Bad Guys (Hungria, 1979)

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Sauerkraut Westerns

Antes de mais nada, uma questão cultural importante: você provavelmente conhece “Sauerkraut”  por “Chucrute”, que é a tradução do alemão para esse prato típico da culinária germânica.

Os Sauerkraut Westerns foram realizados na antiga Alemanha Ocidental. Podemos dizer que em quase sua totalidade eram adaptações das obras de Karl May. Parte desses filmes foram filmados na antiga Iugoslávia, primeiro porque as locações eram favoráveis ao cenário que se queria retratar e segundo porque era mais barato para os estúdios alemães. É claro que quando houve a reunificação da Alemanha, em 1989, o nome deixou de ser usado.

Exemplos de Sauerkraut Westerns: O Tesouro dos Renegados (1962); A Lei dos Apaches (1962); Carne Para Abutres (1964); O Mão de Ferro (1965); Flechas Ardentes (1965); Viva Gringo (1965); Trovões na Fonteira (1966).

O Mão de Ferro (Alemanha Ocidental, 1965)

Flechas Ardentes (Alemanha Ocidental, 1965)

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Hindu Westerns

Por incrível que pareça esta foi uma das partes mais infrutíferas da minha pesquisa para escrever este artigo. Os dados encontrados sobre a produção de westerns na Índia são vagos, incompletos ou contraditórios, especialmente quando se trata de produções antes dos anos 1990. O que consegui encontrar de “primeiros westerns” na Índia foram obras dos anos 1970, filmes que se pareciam bastante com os Feijoada Westerns aqui do Brasil.

I Swear Upon my Mother (Índia, 1978)

Em relação à era moderna, foi mais fácil encontrar registros de filmes e semelhanças com o que conhecemos do gênero. Mas prepare-se, este não é um tipo comum de western.

Quick Gun Murugun (Índia, 2009)

Terminamos aqui a 1ª parte da nossa abordagem sobre os subgêneros do western. Para dar continuidade ao tema acesse o nosso artigo de Introdução ao Western e para ler a segunda parte do tema deste artigo clique aqui.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.