Entenda Melhor | Star Wars – A Origem do Sabre de Luz Vermelho

Com certeza um dos principais ingredientes do sucesso de Star Wars são os sabres de luz. Logo no primeiro filme da saga, Uma Nova Esperança, já se via a importância dessa elegante arma. Com o lançamento da trilogia prelúdio, as espadas deixaram de ser apenas um conceito visual, e se tornaram parte fundamental para o treinamento de um jedi.

Nessa segunda trilogia vimos os sabres crescerem em seu número de cores, não só de verde, azul e vermelho vive a saga. Vimos sabres com a cor amarela, preta, branca e até roxo foi adicionado no carnaval da Força. Mas, com certeza as três cores utilizadas na trilogia original são as mais aclamadas pelos fãs e pelos próprios criadores da franquia.

Construir um sabre de luz é uma das fases mais importantes de todo o treinamento do padawan, a Ordem vê essa realização como um ato de confirmação e lealdade à organização. Cada futuro jedi tem ali a oportunidade de ter uma arma única, já que nem o mais alto mestre influencia na decisão de seu aprendiz.

Um sabre é composto de: punho, matriz do emissor, um grupo de lentes coloridas, uma célula de energia e um cristal de foco. A maioria dos aprendizes fazem seu sabre no planeta Ilum, dominado pelos jedi [ver informações adicionais sobre os primórdios da construção dos sabres de luz na crítica a seguir: Alvorecer dos Jedi – O Prisioneiro de Bogan]. Esse local é uma fonte dos cristais que emitem lâminas de plasma verde e azul. Depois de construir o cabo do sabre, a força irá ajudar os padawans na caçada pelos seus respectivos cristais. Essa parte é uma tarefa muito complicada, não são os aprendizes que escolhem os cristais, os kyber que escolhem os aprendizes.

Esse processo de escolha pode demorar horas, nele os padawans são colocados dentro de uma grande caverna, lá eles irão enfrentar seus próprios medos e não terão o auxílio de um mestre para derrotá-los. Somente encontrando o equilíbrio que os aprendizes acharão aquilo que procuram. É nesse momento que a cor do sabre de luz é definida. Assim como o punho, o cristal kyber é um artigo exclusivo de cada cavaleiro, por isso vemos Obi-Wan dizendo que aquela arma é a vida de Anakin.

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Com o cristal kyber e o cabo em mãos, os padawans irão começar a construção de sua espada. Essa é uma parte mais delicada de toda a construção. Por meio da meditação, o punho se abrirá, e o cristal será alinhado pela Força e fundido em nível molecular. Se o aluno não estiver concentrado o suficiente, algo pode dar errado, causando uma explosão ou o mal funcionamento do sabre. Para auxiliá-los em sua meditação, as crianças repetem um mantra Jedi:

O cristal é o coração da lâmina.

O coração é o cristal do Jedi.

O Jedi é o cristal da Força.

A Força é a lâmina do coração.

Todos estão ligados: o cristal, a lâmina, o Jedi. Somos um.

Como tudo dos Sith é diferente dos Jedi, era óbvio que a montagem de sua principal arma não fugiria dessa regra. Ao contrário do Lado da Luz, que tem seu cristal concebido por meios naturais, o Lado Negro forja sua lâmina com um processo quase que industrial. Elementos brutos fundidos em grupo numa fornalha produzirão um cristal artificial capaz de gerar uma lâmina de energia que queimará como uma brilhante luz escarlate.

Esse cristal kyber passará por um processo de remoção de impurezas, como ele é forjado artificialmente, toda a determinação empenhada pelo construtor será transmitida para a lâmina por meio do Lado Negro da Força. Os Sith se orgulham de seus sabres de luz, pois dizem ser a prova de que um indivíduo pode ser superior a qualquer coisa encontrada na natureza.

Toda essa mitologia em cima dessa arma mostra muito a dicotomia entre os dois lados, enquanto um procura buscar forças na natureza, o outro a busca em si próprio. O sabre dos Jedi os ligam mais ao mundo e à Força, já a arma dos Sith os separam de tudo que não seja individual.

Tudo isso era lei no universo Star Wars, porém em 2012, a Disney comprou a Lucasfilm e decidiu reescrever boa parte do canon. Essa atitude não afetou a forma que os Jedi constroem suas armas, porém, toda a mitologia por trás da construção dos sabres de luz dos Sith recebeu o selo de Legends (marca que separa o que vale e o que são apenas “lendas” do universo). Essa reviravolta deixou muitos fãs na dúvida: será que a Disney irá manter a origem dos sabres de luz dos vilões da saga?

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Esse mistério acabou no recente livro Ahsoka, o romance nos conta que os sabres dos Sith possuem um cristal que um dia pertenceu a um Jedi e que foi alterado até estar de acordo com os padrões dos mestres do mal. O autor do livro se refere à esse processo como ” fazer o cristal sangrar“, remetendo obviamente a cor de vermelho dos sabres.

Antes de reclamarmos, analisemos juntos esse novo conceito. Os cristais kyber do Jedi estão em uma caverna, nenhum está a olho nu, um padawan só consegue ver o seu próprio cristal, quando encontrado, o elemento passa a ser visto por qualquer um.

Essa máxima nos mostra que, para um Sith possuir um sabre de luz, primeiro ele deve matar um Jedi e tomar aquilo que ele tem de mais precioso, sua arma. Isso é um conceito novo, mas que respeita todo o histórico por trás do Lado Negro. Para conquistar as trevas, primeiro você deve acabar com a luz, antes de ter a lealdade do mal, deve-se tirar o elo de lealdade de alguém bom. Os Sith não constroem seus próprios sabres, eles são ardilosos, sorrateiros, agressivos e usam de sua raiva para matar seus arqui-inimigos e roubar sua arma mais preciosa.

Tudo isso está muito de acordo com o antigo código Sith:

Paz é uma mentira, só existe paixão.

Através da paixão, ganho força.

Através da força, ganho poder.

Através do poder, ganho a vitória.

Através da vitória, minhas correntes se rompem.

A Força me libertará.

Tudo indica que a trama de Rogue One, que estréia em dezembro de 2016, estará muito ligada aos cristais utilizados na construção dos sabres de luz. Imagens dos trailers já revelaram que Jedha estará no filme, antes da Ordem 66 a lua teve uma grande importância para a Ordem Jedi. É provável que o Império está lá para sugar um recurso que o planeta possui, seria esse recurso os cristais dos Jedi? Se sim, como o poderio imperial conseguiu ver os cristais, já que apenas os donos eram capazes de enxergá-los? E será que a Estrela da Morte utiliza esses mesmos elementos para compor seu poder destrutivo? Todas essas perguntas terão de esperar até o dia 15 de dezembro de 2016 para serem respondidas.
PEDRO CUNHA . . . Com corpo e alma de Hobbit, sou um eterno Padawan e aprendiz. Amigo dos ursos, dos elfos e das águias. Nativo de Krypton e apreciador da sétima, nona e de TODAS as artes. Quando tentado sempre rebato; "sou um Jedi, como meu pai antes de mim".