Especial | Alfred Hitchcock

On the Set of "The Birds"

Alfred Hithcock

Leytonstone, Essex, Inglaterra, 13 de agosto de 1899

Bel Air, Califórnia, Estados Unidos, 29 de abril de 1980

Em 1919, um jovem gordinho de quase 20 anos, escreveria sua primeira criação intelectual: o conto de cinco parágrafos intitulado simplesmente Gas. Publicado no The Henley Telegraph exatamente no dia 1º de junho daquele ano, a história abordava a paranoia de uma mulher perseguida no submundo de Paris somente para, no último segundo, o twist ser revelado: tudo não passava de uma alucinação causada pelo gás anestésico ministrado por seu dentista para arrancar-lhe um dente.

Simples, objetivo e, por que não, brilhante (quer ler? clique aqui).

Gas encapsula, na verdade, o que viria a ser a marca registrada desse jovem gordinho ao longo de sua imensa e mais do que prolífica carreira. Seu nome? Alfred Joseph Hitchcock, o segundo filho de William Hitchcock, dono de mercearia, e Emma Jane Hitchcock.

Iniciando sua carreira nas arte com Gas, esse grande homem viria a se tornar um dos mais influentes diretores da história do Cinema com obras imortais como Psicose, Os Pássaros, Janela Indiscreta e O Homem que Sabia Demais (que ele dirigiu duas versões) e também um grande nome da televisão, com seus famosos programas Alfred Hitchcock Presents e The Alfred Hitchcock Hour. Além de receber a mais do que merecida alcunha de Mestre do Suspense, Hitchcock foi sagrado, em 1980, como Cavaleiro Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II.

Uma figura extremamente carismática, Hitchcock era apaixonado por suas atrizes loiras e adorava fazer micro-pontas em seus próprios filmes, ao ponto de, hoje, um dos hobbies de seus fãs ser achar a barriguda figura do Mestre em suas obras. Mas ele não foi um diretor muito adorado por seus atores e nem poderia mesmo ser, já que deu diversas declarações na linha dessa aqui, em entrevista a François Truffaut: “Em minha opinião, o principal requisito para um ator é ter a habilidade de não fazer nada muito bem, o que de forma alguma é tão fácil quanto isso soa. Ele deve estar disposto a ser usado e completamente integrado ao filme pelo diretor e pela câmera. Ele deve permitir que a câmera determine a ênfase correta e os mais eficazes destaques dramáticos.”

Em outras palavras, os atores, para Hitchcock, não eram necessariamente mais especiais do que o resto do cenário e deviam se curvar completamente aos desejos do diretor. Se isso está correto ou não, não temos resposta, mas o fato é que, com esse raciocínio em mente, Alfred Hitchcock talvez seja o diretor que mais clássicos produziu.

Nós, aqui do Plano Crítico, adoramos Hitchcock. E como em 13 de agosto de 2014 o mundo comemorará os 115 anos do nascimento do Mestre do Suspense, decidimos, em mais um exemplo de nossa incurável megalomania, fazer um especial em homenagem a ele, contendo as críticas de absolutamente todas as obras audiovisuais que ele dirigiu (sim, até os filmes para televisão), além de outras coisinhas que ainda são surpresas. Acompanhe-nos em nossa saga que começa agora e durará até o próximo dia 13 de agosto.

Clique nos links ou imagens abaixo para ter acesso a uma parte do Especial. Boa leitura!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.