Especial | François Truffaut

FRANÇOIS TRUFFAUT

Paris, França, 06 de fevereiro de 1932

Neuilly-sur-Seine, Hauts-de-Seine, França, 21 de outubro de 1984

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François Roland Truffaut nasceu em Paris, em 1932. Sua infância foi bastante difícil. Sua mãe o rejeitou e ele jamais conheceu o pai biológico, o que o levou a ser criado pelos avós maternos até os 10 anos, quando a avó faleceu e ele enfim foi viver com a mãe, à época casada com Roland Truffaut, que registrou o pequeno François em seu nome.

A infância e adolescência rebeldes colocaram Truffaut ainda mais contra a mãe e o pai adotivo. Ele não tinha bom desempenho na escola, furtava e fugia das aulas com um amigo para ir ao cinema. Aos 14 anos fundou um cineclube, que teve vida curta, pois tinha como concorrente o Travail et Culture, organizado por André Bazin. Ao saber da situação do cineclube do garoto cinéfilo, Bazin foi conhecê-lo e convidá-lo para fazer parte do Travail, iniciando uma relação que seria quase como a de um pai para com um filho.

Aos 18 anos, após sair do reformatório, Truffaut se tornou secretário de Bazin, mas sem explicação alguma alistou-se nas Forças Armadas. Acabou tentando fugir do Exército e foi preso por deserção. No período em que ele esteve preso, surgiu a revista Cahiers du Cinéma, fundada por Bazin e alguns amigos, uma publicação para a qual Truffaut começaria a escrever em 1953, aos 21 anos de idade, causando polêmica já com seu artigo inicial: Uma Certa Tendência do Cinema Francês. Truffaut chegou a escrever 170 artigos para a revista, entre críticas de cinema, entrevistas e textos de opinião. Neste mesmo espaço, ele conheceu outros articulistas que se tornariam importantes cineastas: Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette e Jean-Luc Godard.

Com a sua “Teoria Autoral”, Truffaut encarnou junto com os outros importantes autores da Cahiers o período conhecido como Nouvelle Vague, cuja nomenclatura foi dada pela jornalista Françoise Giroud, em 1958, na revista L’Express. A rigor, o movimento durou até o final dos anos 1960, quando os seus maiores representantes, Truffaut e Gordad, romperam a amizade e toda a produção teórica a respeito do movimento.

Em 1957, Truffaut fundou sua própria produtora,  Les Films du Carrosse, e em 1959, dirigiu o seu primeiro longa-metragem, o sucesso autobiográfico chamado Os Incompreendidos. Foi o início de uma importantíssima carreira cinematográfica. Em 1973, o cineasta recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pelo longa A Noite Americana. O trecho da cerimônia em que ele recebe a estatueta, vocês podem ver abaixo.

Truffaut faleceu em 21 de outubro de 1984, no Hospital Americano de Neuilly-sur-Seine, vítima de um tumor cerebral. Seu corpo encontra-se enterrado no cemitério de Montmartre, em Paris.

Abaixo, temos a análise para toda a filmografia do diretor. Para ler os textos, basta clicar nos links para as respectivas críticas. Boa leitura a todos!

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.