Especial | Jogos Vorazes

Dentro do subgênero “jovem adulto”, a trilogia de livros Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, publicados entre 2008 e 2010 se destaca. A autora aborda, usando o artifício bastido de uma distopia, diversos assuntos atuais, sem fazer concessões.

Sua protagonista, Katniss Everdeen, não é uma heroína unidimensional como costumamos ver por aí. Ela é complexa e, muitas vezes, com uma personalidade que não torna fácil o leitor ter empatia por ela. E Collins não faz concessões em seu trabalho, que bebe vorazmente (com trocadilho) de clássicos como 1984, O Senhor das Moscas e, mais recentemente, Battle Royale. O romance, que costumeiramente vemos invadir os livros voltados a esse público, fica, apenas, como plano de fundo, permitindo que a autora focasse nos malefícios da guerra, na análise do autoritarismo e ditadura, no controle da mídia e muitas outras questões interessantes. Até agosto de 2012, quando a primeira adaptação cinematográfica foi lançada, a trilogia literária já havia vendido 26 milhões de exemplares no mundo.

Com o sucesso do lado editorial e mesmo antes do lançamento do segundo livro, a LionsGate, estúdio de médio porte canadense/americano, responsável por sucessos como as franquias Jogos Mortais, Crepúsculo, Os Mercenários e, recentemente, Divergente, entrou em acordo de co-produção com a Color Force, que havia adquirido os direitos dos livros pouco antes.

Àquela época (março de 2009), o estúdio estava faminto por um grande sucesso, já que seu último havia ocorrido cinco anos antes. Investindo valores altos para os padrões do estúdio, mas baixos para a categoria de arrasa-quarteirões, o primeiro filme foi produzido por 78 milhões de dólares, mas foi um sucesso estrondoso, fazendo 408 milhões de dólares nos EUA e mais 283 milhões fora dos EUA, para um total de 691 milhões. O orçamento do segundo – Em Chamas – quase dobrou, alcançando 130 milhões, mas a fita foi ainda mais bem sucedida, faturando 864 milhões no total.

Pode-se dizer, muito claramente, que a trilogia Jogos Vorazes que, no cinema, será composto de quatro filmes, com o terceiro livro – A Esperança – dividido em dois, salvou a LionsGate e é um dos maiores sucessos do gênero desde a super-franquia Harry Potter.

Nós, do Plano Crítico, temos as críticas de todo o material lançado e nós as compilamos aqui para que nossos leitores possam ter fácil acesso. Cliquem nas abas e respectivos links ou imagens para ler nossas críticas.

 

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.