Especial | Luis Buñuel

LUIS BUÑUEL

Calanda, Espanha, 22 de fevereiro de 1900

Cidade do México, México, 29 de julho de 1983

Luis Buñuel Portolés nasceu em Calanda, uma pequena vila na província de Teruel, em Aragão, na Espanha. Sua família era rica, extremamente religiosa e numerosa, com Luis sendo o mais velho de um total de sete crianças (dois irmãos e quatro irmãs). Ainda em tenra idade, seus pais se mudaram, com toda a ninhada, para Saragoça e lá se estabeleceram como a família mais abastada da cidade.

O gosto pelas artes em Buñuel começou cedo, ainda criança, com verdadeiros shows que ele montava para amigos e familiares usando uma lanterna mágica e um lençol. No entanto, foi apenas com 16 anos que Luis, até então muito religioso, desamarrou seus laços com a Igreja Católica e partiu para a Universidade de Madri, primeiro para estudar agronomia, depois, desiludido, engenharia e, finalmente, filosofia.

Durante seus estudos, fez amizades com ninguém menos do que Salvador Dalí e Federico García Lorca, formando uma espécie de clube dos surrealistas. Aliás, surreal mesmo foi uma das habilidades que Buñuel desenvolveu durante essa época: tornou-se um hipnotizador! Na verdade, isso seria um prenúncio para sua capacidade de hipnotizar seus espectadores com inesquecíveis filmes.

Seu interesse pelo cinema foi catalisado pelo filme Der müde Tod, de Fritz Lang e, com isso, ele, já em Paris, acabou ingressando na escola de cinema de Jean Epstein, tornando-se uma espécie de diretor assistente em duas obras do diretor, especialmente do fantástico A Queda da Casa de Usher, de 1928.

Mas a carreira de Buñuel o levaria a caminhos diferentes, solidificando – ou, para alguns, criando – o movimento surrealista no cinema com obras impressionantes e inesquecíveis, além de transformá-lo em um diretor literalmente internacional, com filmes franceses, espanhóis e mexicanos em seu currículo.

Eu e o co-editor Luiz Santiago, aqui do Plano Crítico, simplesmente adoramos o diretor aragonês e, como 2013 é o ano em que se completam 30 anos de seu falecimento, decidimos montar um detalhado especial que contará com a crítica de todos os seus filmes e de sua autobiografia, além de artigos sobre o diretor, o movimento surrealista e diversas listas muito interessantes.

Será um caminho longo, pois o especial só terminará no dia 29 de julho de 2013, por razões óbvias, mas que, garantimos, valerá a pena para nossos ávidos leitores. [ATUALIZAÇÃO: como o Plano Crítico saiu do ar por vários meses, a nova estimativa de fim do especial é 10 de fevereiro de 2014, com uma publicação por semana, toda segunda-feira.]

Acompanhe-nos em nossa bizarra viagem pelos olhos de Luis Buñuel!.

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Primeira Fase Francesa

O começo de tudo! A curta primeira fase francesa de Buñuel conta com apenas dois filmes, mas que filmes! São grandes marcos do movimento surrealista: o completamente enigmático Um Cão Andaluz e o polêmico A Idade do Ouro, duas obras-primas do mestre.

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Fase Espanhola

Não satisfeito com o calor da polêmica gerado por A Idade do Ouro, Buñuel vai para seu país natal e gera Terra Sem Pão, documentário banido pelo governo espanhol. Perseguido, Buñuel acaba tendo sua liberdade limitada, o que o leva a apenas co-dirigir mais duas obras na Espanha: ¿Quién me quiere a mí? e ¡Centinela, alerta!

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Fase Mexicana

Depois de 10 anos na França e nos Estados Unidos sem dirigir absolutamente nada, Buñuel vai para o México e inicia uma prolífica fase em sua vida, que vai de 1947 até 1965, com nada menos do que 23 filmes, a maioria mexicanos como Os EsquecidosViridiana e O Anjo Exterminador, mas alguns também franceses como O Diário de Uma Camareira.

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Segunda Fase Francesa

Com o fim da era de ouro da indústria cinematográfica mexicana, o diretor, em 1965, parte para Paris, onde inicia o fim de sua carreira, com, talvez, suas maiores criações: A Bela da Tarde, O Estranho Caminho de São Tiago, Tristana, Uma Paixão MórbidaO Discreto Charme da BurguesiaO Fantasma da Liberdade e seu último filme, Esse Obscuro Objeto do Desejo.

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Artigos

Aqui, o leitor aprenderá sobre a vida de Luis Buñuel, sobre o movimento surrealista e terá acesso a listas e artigos variados tratando da obra e contexto histórico desse grande mestre.

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RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.