Especial | O Exterminador do Futuro

Em 1984, nascia, pelas hábeis mãos e pela criativa mente de James Cameron, um dos filmes mais icônicos daquela década e um dos grandes marcos da ficção científica: O Exterminador do Futuro. Quem não se lembra dos paradoxos temporais, da performance maravilhosamente robótica de Arnold Schwarzenegger e do ameaçador endoesqueleto metálico ameaçando Sarah Connor?

Apesar do sucesso do filme de baixo orçamento, apenas o segundo da carreira de Cameron, a inevitável continuação só viria em 1991 e, desafiando convenções, o resultado foi igualmente inesquecível, com um twist na vilania do exterminador, um novo modelo de exterminador feito de “metal líquido”, elemento esse que revolucionou os efeitos de computação gráfica e uma Sarah Connor diferente, guerreira, quase insana. O Exterminador do Futuro – O Julgamento Final, assim como  o original oitentista, marcou o Cinema de ficção científica dos anos 90.

Perdendo os direitos sobre a franquia como parte de seu divórcio de Linda Hamilton (a própria Sarah Connor), Cameron partiu para outros e ainda mais lucrativos caminhos e O Exterminador do Futuro ficou em um limbo até 2003, quando a segunda continuação foi lançada. Com Jonathan Mostow na direção e novamente trazendo Schwarzenegger no papel que o consagrou, O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas deixou a desejar. Mais seis anos foram precisos para que a terceira continuação, O Exterminador do Futuro – A Salvação fosse lançada, dessa vez sem Schwarzenegger, mas com Christian Bale e Sam Worthington, com McG na direção. No entanto, novamente, a franquia não foi reerguida.

No  mesmo ano do quarto filme, uma ótima série de TV que durou apenas duas temporadas, começou a ser televisionada. Terminator: The Sarah Connor Chronicles, que contava com Lena Headey no papel de Sarah Connor e continuava O Julgamento Final, teve recepção fria dos fãs, sendo cancelada sem cerimônias em 2009.

E, finalmente, chegamos a 2015, com O Exterminador do Futuro: Gênesis, uma tentativa de recomeço para a franquia, mas sem apagar o que veio antes. Schwarzenneger volta ao papel do robô do futuro e Emilia Clarke encarna a terceira versão de Sarah Connor. Só o futuro dirá se a série terá fôlego para recomeçar.

O Plano Crítico decidiu homenagear todo o universo originalmente criado por James Cameron e trouxe, aos nossos leitores, as críticas de todos os longas-metragens, da série de TV e de algumas minisséries em quadrinhos. Agora, nos organizamos todas as críticas nesse conveniente índice, para fácil acesso e, ao longo do tempo, acrescentaremos outros artigos contendo comentários sobre outras HQs baseadas na franquia. Divirtam-se!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.