Entenda Melhor | Os Vingadores – Capitão América

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Steven Grant Rogers, o Capitão América, é um dos grandes heróis da Marvel, o mais patriótico de todos e o que melhor captura o espírito de época em que foi criado. Em dezembro de 1940, quase um ano antes do ataque japonês à base naval estadunidense em Pearl Harbor, chegava às bancas a Captain America Comics nº1, e não havia dúvidas quanto às intenções dos criadores Jack Kirby e Joe Simon: o soldado Steven Rogers era a representação do “soldado ideal”, um exemplo para os jovens norte-americanos que iriam aos montes para a Europa e para a Ásia dali alguns meses.

O cenário de criação do Capitão América nos quadrinhos foi representado de maneira idêntica no filme de Joe Johnston lançado no ano passado. Rogers tinha um espírito patriótico absurdo. Um jovem cidadão franzino, incapaz e impedido de integrar a tropa de seu país. Com a ajuda de um projeto desenvolvido pelo Dr. Abraham Erskine, o chamado “soro do supersoldado”, Steven Rogers consegue o seu sonho, após aceitar participar do projeto. Sua transformação é bem sucedida. Ajudada pelo treinamento que teve, Rogers se torna uma verdadeira “máquina humana de guerra”, com ideais politicamente corretos e em par com os interesses do país, algo que o Capitão América representa, recria e ajuda a permanecer vivo e intacto.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Marvel usou as revistas do Capitão América como alavanca para vender um “entretenimento real”. A personagem viveu nos anos 1940 a sua fase áurea, tendo inúmeras aventuras solo e ao lado de parceiros como Bucky, Tocha Humana e o príncipe submarino Namor. Durante a década seguinte, o herói foi praticamente aposentado, voltando à vida apenas em 1964, num episódio que o filme de Joe Johnston tentou, mas não conseguiu representar com a devida intensidade. Nos quadrinhos, a explicação para a volta do Capitão América e o seu não-envelhecimento foi que durante uma batalha contra o Barão Zemo, um vilão nazista, Bucky, o amigo de Steven Rogers, é morto, e o herói patriótico cai nas águas frias do oceano e permanece congelado por décadas. Por mais absurda que a explicação possa parecer, ela funcionou nos quadrinhos, e lá estava, em plenos anos 1960, o Capitão América encontrado aquele que seria o grande grupo da Marvel: Os Vingadores.

O uniforme do Capitão América é o mais famoso exemplo de um herói patriótico que, literalmente, “veste a bandeira”. É claro que não é o único. Em 1940, Irv Novick e Harry Shorten, da editora MLJ (hoje conhecida como Archie), criaram a personagem “O Escudo”, um herói patriótico que usa uma roupa em forma de escudo com as cores e modelo da bandeira dos Estados Unidos.

No Universo dos quadrinhos, o leitor vai encontrar o Capitão América nos seguintes grupos: Os Vingadores, Vingadores Secretos, S.H.I.E.L.D., Invasores, Novos Vingadores e Esquadrão Vitorioso. Nas produções cinematográficas e televisivas, separamos algumas referências icônicas.

  • 2011 – Capitão América – O Primeiro Vingador (Filme) – Direção: Joe Johnston
  • 1990 – Capitão América (Filme) – Direção: Albert Pyun
  • 1979 – Capitão América II: Death too soon (TV Filme) – Direção: Ivan Nagy
  • 1970 – Capitão América (TV Filme) – Direção: Rod Holcomb
  • 1966 – Capitão América (Série Animação) – Única temporada – 13 episódios
  • 1944 – Capitão América (Série) – Diretores: Elmer Clifton e John English

Tanto no filme de 2011 quanto em Os Vingadores, o Capitão América é interpretado pelo ator Chris Evans (1981), que estreou nos cinemas em 2000, no filme The Newcomers, e atuou em outras produções como Não é Mais um Besteirol Americano, Celular – Um Grito de Socorro, Quarteto Fantástico e Scott Piligrim Contra o Mundo.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.