Especial | Pixar

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O estúdio que provou literalmente sozinho que era possível fazer arte com computação gráfica começou de maneira no mínimo estranha, ainda em 1974. Esse foi o ano em que Alexander Schure fundou a Computer Graphics Lab (CGL) dentro do Instituto de Tecnologia de Nova York com o objetivo de criar a primeira animação feita em computador. Diversos estudantes e estudiosos se juntaram a ele nessa empreitada, mas, aos poucos, eles repararam que o melhor caminho seria efetivamente juntar-se a um estúdio cinematográfico.

Assim, ao longo de um ano, diversos empregados da CGL foram pedindo demissão como parte de um planejamento de se juntar, na surdina, a ninguém menos do que George Lucas em seu então nascente império galáctico. O The Graphics Group, então, foi criado em 1979 como parte da divisão de computação da Lucasfilm e, em 1982, o trabalho para a Industrial Light & Magic – também de Lucas – começou. Nessa época ainda tímida em CGI, o pequeno grupo trabalhou em obras como Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan (o efeito da bomba gênesis) e em O Enigma da Pirâmide (o vitral do guerreiro medieval que ganha vida), momentos históricos no uso da tecnologia.

E, então, dois problemas externos aconteceram e que demarcariam o futuro da empresa: George Lucas passou por um divórcio ao mesmo tempo em que viu seu faturamento com o universo Star Wars cair depois do lançamento de O Retorno de Jedi e Steve Jobs foi demitido da Apple Computer. Lucas precisava de dinheiro e o então jovem Jobs tinha o dinheiro e queria continuar trabalhando em sua área. Uma coisa casou com a outra e Jobs então comprou participação majoritária na The Graphics Group.

Nesse início da empresa como efetivamente independente, o “carro-chefe” era o Pixar Image Computer que, pasme, não era para a indústria cinematográfica, mas sim primordialmente para fins militares e médicos. Todavia, a Walt Disney Studios era uma das compradoras desse computador, estabelecendo já nessa longínqua década sua parceria com a Pixar. Mais ou menos nessa mesma época, John Lasseter, empregado da Pixar, cismava em criar curtas-metragens para demonstrar o poder da computação gráfica de sua empresa.

Em 1990, a divisão de hardware da empresa foi vendida, logo depois de Lasseter ser bem sucedido com anúncios para televisão usando seu software. A Disney, por outro lado, passou por dificuldades com sua divisão de computação gráfica e, em 1991, ampliou sua parceria, encomendando três filmes do nascente estúdio por 26 milhões de dólares. Steve Jobs, que estava perdendo dinheiro com a empresa e queria vendê-la, agarrou-se ao seu investimento, participando mais ativamente.

A partir de 1995, com o sucesso absoluto de Toy Story, a Pixar ganhou reputação de um estúdio único, com um grupo criativo imbatível. E continua sendo assim até hoje, apesar de percalços. Recentemente, em 2006, a Disney comprou a Pixar, depois que, diz a lenda, Bob Iger assistiu a uma parada na Disneyland de Hong Kong e notou que, de personagens novos mesmo, só havia os da Pixar. John Lasseter, com isso, passou a ser o diretor criativo não só da Pixar, mas como de toda a Disney e Steve Jobs a pessoa física com maior participação no conglomerado do Mickey Mouse.

O resto é literalmente história! E das boas!

Nosso especial, que cobrirá todos os longas e curtas do estúdio, vem para comemorar os 20 anos de Toy Story e permanecerá sendo atualizado com críticas novas a cada lançamento de filmes do estúdio no Brasil. Cliquem nas setas abaixo e, em seguida, nos títulos ou nas imagens para acessar nosso conteúdo. 

Longas

Curtas

Trilhas sonoras, artigos e listas

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.