Especial | Sergio Leone

Sergio Leone

Roma, Itália, 03 de janeiro de 1929

Roma, Itália, 30 de abril de 1989

Sergio Leone teve uma carreira curta, mas extremamente profícua, legando-nos uma filmografia invejável que, dentre outras qualidades, revelou grandes artistas (Clint Eastwood e Ennio Morricone devem tudo a Leone) e basicamente solidificou, sozinho, uma sub-categoria cinematográfica, batizada carinhosamente de spaghetti western. Em 2014, comemoramos não só os 85 anos de seu nascimento, como os 25 de seu repentino falecimento, com apenas 60 anos. Um especial, então, era uma questão de honra para o Plano Crítico, que todo ano tenta focar em grandes diretores da Sétima Arte, criticando suas respectivas filmografias completas.

Filho de Vincenzo Leone, um dos pioneiros do Cinema e de Edvige Valcarenghi, atriz do cinema mudo, Sergio Leone nasceu no seio da Sétima Arte e ainda teve a oportunidade de estudar na escola, durante um tempo, com ninguém menos do que Ennio Morricone com quem, como os leitores sabem, faria uma inesquecível parceria. Assim, já com 18 anos, o futuro diretor de Era Uma Vez no Oeste começou a trabalhar com Cinema, largando a faculdade de Direito e se tornando assistente do lendário Vittorio de Sica quando ele filmava o clássico Ladrões de Bicicletas, em 1948. Melhor professor ele não poderia ter!

Sua carreira na Cinecittà, famoso estúdio italiano, lar de nomes como o do mestre Federico Fellini e então centro das atenções das produções audiovisuais épicas americanas, o levou a trabalhar, em diversas capacidades, em produções do gênero “espada e sandálias”, como Quo Vadis e Ben-Hur, tendo inclusive a oportunidade de escrever alguns roteiros menores. Em 1959, durante o final das filmagens de Os Últimos Dias de Pompeia, Mario Bonnard, o diretor, ficou doente e Leone teve a oportunidade, finalmente e com apenas 30 anos, de sentar na cadeira de diretor, apesar de nunca ter recebido créditos na tela pelo trabalho.

Com isso, seguiu-se O Colosso de Rodes, em 1961, mas o mundo já passava, porém, por um movimento de desinteresse com o gênero épico e Leone, então, voltou sua mira ao western spaghetti, subgênero que o consagraria. Durante uma década, ele fez os quatro mais marcantes filmes desse subgênero que, na verdade, são quatro dos melhores filmes de western já feitos e ponto final.

Na década seguinte, em 1971, ele fez o menos conhecido Quando Explode a Vingança, que ele queria apenas produzir, mas acabou dirigindo por se desentender com o então diretor Peter Bogdanovich. Em seguida, ele partiu apenas para a cadeira de produtor, ocasionalmente voltando à direção parcial, especificamente duas direções não creditadas de Meu Nome é Ninguém e de Trinity e Seus Companheiros.

Somente 13 anos depois de dirigir seu último filme completo, Sergio Leone encerraria sua carreira cinematográfica em 1984, com uma das melhores obras de gângster já feitas – Era Uma Vez na América – e isso depois de recusar a direção de nada  menos do que O Poderoso Chefão. Acontece que Era Uma Vez na América, que originalmente tinha quatro horas de duração, foi selvagemente cortado pelo estúdio e, além disso, foi mal recebido pelo público. Isso deixou Leone desgostoso, o que acabou afastando-o de Hollywood.

Um ataque cardíaco, em 1989, levou esse grande diretor provavelmente para um planície desértica, cercada de homens barbados de olhos azuis penetrantes, mulheres lindas e poeira e música de fundo com vozes e gaitas. Um lugar que certamente ele ajudou a criar e aonde sempre se sentiu muito bem!

Com essa introdução, deixamos nossos leitores com a curta, mas inesquecível filmografia completa de Sergio Leone. Cliquem nos títulos ou nas imagens abaixo:

Era Uma Vez na América (1984)

Trinity e Seus Companheiros (1975)

Meu Nome é Ninguém (1973)

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Quando Explode a Vingança (1971)

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Era Uma Vez no Oeste (1968)

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Três Homens em Conflito (1966)

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Por Uns Dólares a Mais (1965)

Por Um Punhado de Dólares (1964)

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O Colosso de Rodes (1961) 

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Os Últimos Dias de Pompeia (1959)

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RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.